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Ventania

In two days tomorrow will be yesterday.



Segunda-feira, 29.09.08

Sometimes rain makes me smile :)

 

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por Ventania às 20:58

Domingo, 28.09.08

"Live For Real" - K's Choice

Life has always been a pretty song

And pretty loud

You're so beautiful

Why is it fading out

I don't want to live forever

But as long as I do

I'd love to live for real

Now the boy who dried your tears

Is crying all the time

Now the joy I've had for years

Has left me for a while

I don't want to live forever

But as long as I do

I'd love to live for real

With you I might get there

With you I might start to feel

With you I will get there

With you I will live for real

I will breathe the air, I'll dance

And you will wonder why

It's because you made me see

This chance was moving by

Because I'm not going to live forever

But as long as I do

I'd love to live for real

With you I might get there

With you I might start to feel

With you I will get there

With you I will live for real

When a cloud becomes my head

Play your music loud instead

And we'll dance until

The both of us are dead

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por Ventania às 13:06

Domingo, 28.09.08

...

Mais vale não te ver, que me pões a pensar demais. Mais vale não ler o que escreves, o que não me escreverás, que me aperta o fôlego num não saber de onde vem esta ridícula ansiedade. Mais vale não sonhar com o sabor dum beijo teu.


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por Ventania às 01:22

Domingo, 21.09.08

Pablo Picasso's Unknown Masterpiece

 Ler toda a teoria da Picasso Conspiracy.


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por Ventania às 22:15

Terça-feira, 16.09.08

current mood: viajar!!!

Gostaria de conhecer o mundo todo e mais além, de palmilhar os 5 continentes e todos os seus extremos, da Patagónia à Austrália, de Nova Iorque à Índia, do Japão ao Botswana. Viajar por ar, terra ou mar, tendo por companhia o sentimento de solidão global que me surpreende, extenua e dá fôlego a novas aventuras. Sem limites, sem calendários, ao encontro do tempo, da história, do pulsar inóspito da natureza crua, cruzando-me com a infinita variedade duma única criatura, a humana.

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por Ventania às 22:59

Sábado, 13.09.08

tempo tatuado em relevo

 

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por Ventania às 23:05

Quarta-feira, 10.09.08

legendas

Porque é que as pessoas não têm legendas? Porque é que os olhares, mesmo os mais claros e explícitos, não se traduzem em palavras, as palavras em música e a música em beijos? Porque é que os rubores na face não se aplacam com um sonho acordado? Porque raio viveremos presos às incertezas, aos temores, às dúvidas, se a vida não é mais que uma corda a todo o instante bamba? Que sentido faz guardar a angústia no peito como se duma recordação se tratasse? E quem disse que era racional racionalizar tudo? O que percebes tu de razões quando estremeces ao pensar que se acabaram os pretextos? Sai daí, estás nú... Larga as amarras. Porque falas dos sonhos e da magia quando encerras os sonhos na camuflagem pragmática de cada dia? E amanhã? Porque é que nos mentimos e boicotamos as felicidades? Porque não rir até fazer cócegas às almas que vivem por trás do umbigo? Canta um pouco... grita e chora, o único público és tu. Conhece-te! Sabes bem que não são justas as saudades antes das honestidades...


Porque é que estás sempre aqui e longe de ti?

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por Ventania às 21:20

Quarta-feira, 10.09.08

...

Pode um grito conter todos os suspiros, desassossegos, todas as indignações, inquietações, desilusões, desamparadas expectativas?


 

Que vontade de gritar até me fazer ouvir, quero sair! As dores, para trás das costas; sonhos ruídos, substituídos, por outros mais coloridos.

 

Que enfado tamanho que corrói os dias, que desesperante espera por dia nenhum.

 

Olhares de empatia, pasmo, cansaço que arrepia.

 

Adivinha-me, consola-me, leva-me embora...

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por Ventania às 21:17

Quarta-feira, 10.09.08

Harmony in Red by Henri Matisse (1908)

 

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por Ventania às 21:06

Segunda-feira, 08.09.08

Teu

Já foi solitário, quase sempre até. Já chorou sangue e fogo, gritou e cerrou os punhos. Já se viu perdido, sem saber que rumo tomar, no escuro, no mais absoluto desalento. Já foi profundamente feliz, pleno de sol e de vida, já se sentiu amado e julgou existir com o único propósito de servir ao amor de outro alguém. Já se exaltou de contentamento, já se arrepiou de prazeres mil. Nunca se viu empedernido ou incapaz de amar. Já se enganou como um final que acabou de começar. Já se iluminou perante breves frestas de promessas de calor. Já gelou quando chamaram por ele e ele não foi. Já se transcreveu em poemas, no seu êxtase e na tortura. Mas nunca antes tinha sido tão seguramente senhor de si, do seu passado e dum destino que pode até ser incontornável. Nunca antes se expôs tão irreversivelmente: cada fragilidade, cada imodesta presunção. Nunca antes se deu como está hoje disposto a dar-se: integralmente, a nível infra-molecular e supra-espiritual. É teu, se o quiseres.


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por Ventania às 23:46

Sábado, 06.09.08

Ser Poeta - Florbela Espanca

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens! Morder como quem beija!

É ser mendigo e dar como quem seja

Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!



É ter de mil desejos o esplendor

E não saber sequer que se deseja!

É ter cá dentro um astro que flameja,

É ter garras e asas de condor!



É ter fome, é ter sede de Infinito!

Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...

É condensar o mundo num só grito!



E é amar-te, assim, perdidamente...

É seres alma, e sangue, e vida em mim

E dizê-lo cantando a toda a gente!


 



 

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por Ventania às 10:49

Quinta-feira, 04.09.08

Pssst, por aqui!...

Vês nuvens porque estás acima delas ou porque o chão te convém ser inatingível?

Porque preferes render-te a uma "vidinha" em que ninguém espera que lutes pela VIDA?

Raios partam os que vivem no passado, os que suspiram e esperam uma brecha de sorte num futuro que já chegou e há muito partiu.

Raios me partam a mim que outrora sorri enquanto escrevia "cravo as unhas nas recordações do que talvez venha a ser"... Shame, shame on me! Não lhe chamando perda de tempo, chamo-lhe imaturidade, ingénua esperança etérea e cor-de-rosa de que as palavras que se diluíram com aragens se materializassem um dia num vento forte, daqueles que arrepiam a pele e chamam aos céus os cabelos. Este vento sopra forte e independente, puro, leve, brutalmente crú. É o vento perfeito que pensava que só poderia existir em divagações, utopias românticas. Ele existe! Ele faz-me querer abrir as asas e perder-me em rodopios com todas as folhas soltas, todos os cheiros colhidos dos campos, rodopios estonteantes de músicas inacabadas que se atropelam, interpelam e prolongam em fá maior. Este vento não me faz imaginar uma cumplicidade que culmina na pacatez duma velhice ao som dum acordeão; Mas faz-me querer ser jovem para sempre e sempre ter forças para voar e rodopiar mais, mundo fora, ventania de verão que fere a pele, temporal de sinuosos invernos. Juntos seríamos tempestade tropical, furacão, sol e noite e eclipse lunar, que as estrelas viriam espreitar de perto tamanha força que prostra a natureza.

 

Mas este vento sopra na direcção errada...

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por Ventania às 22:36

Quinta-feira, 04.09.08

!!!

E quando um dia perceberes que esse pensamento já tinha sido pensado sem nunca as vossas existências se terem tocado? Quando comparares lado a lado ambições, ideais e pragmatismos? Quando medires intensidades e coincidências? Insistirás em perseguir um futuro que definhou num passado distante? E se em vez de teimares em suspiros do que poderia ter sido te fizeres à VIDA e agarrares com fome voraz o que ela tem para te oferecer?



Trust me on this one: a vida é aqui e agora!



 



 

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por Ventania às 21:53

Quinta-feira, 04.09.08

Repescagem: 24-09-2006 "5 minutos"




 


 


Em cinco breves minutos podem mudar vidas, rumos...



 






 


Menos de cinco minutos foi quanto tempo precisei para pasmar ao olhar para 



 


o dourado pálido das searas e o achar perfeitamente deslumbrante. Cinco segundos demoraram os meus olhos a pestanejar várias vezes e ver pequenas nuvens subaquáticas de areia transformarem-se num espectáculo digno de fazer estagnar o universo em júbilo. É bom parar para contemplar a beleza, que está realmente em todo o lado. É bom "andar espantado de estar vivo", já diria João Sem Medo.



 






 


Outros breves minutos são menos prazeirosos... Em cinco minutos se destroem ilusões, anos de planos para o futuro, laços até então tão apertados. Basta uma frase reveladora, uma mentira, uma desilusão grande. Em cinco minutos se decide entre a vida e a morte, o riso e a lágrima.



 






Hoje escolho acolher a mágoa com serenidade. Talvez porque não acredite.



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por Ventania às 21:21

Quinta-feira, 04.09.08

Metamorfose de Narciso - Salvador Dali



Porque está na hora de ser narcisista e olhar o meu umbigo com lentes de aumentar. Porque o reflexo que vejo na água, mais ou menos distorcido, tem tanto de bom quanto de mau. Porque não tenho de ser perfeita para ser fantástica.

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por Ventania às 18:43

Quarta-feira, 03.09.08

ISTO É UM SEPARADOR

O ventos e aragens mudou. A Brisa foi soprar para outro hemisfério e a Ventania está cada vez mais tempestuosa (as seen on tv). Um dia destes escrevo sobre isso. Outras urgências anseiam por libertar-se no prazer exorcizante da escrita.

Aqui começa uma nova vida. Não começa acolá porque o passado é parte integrante de mim e de cada palavra que escrevo; não apagarei o passado porque o estimo, porque estou em paz comigo e com ele, porque o que foi não tornará a ser. Ficam as melhores memórias, para nos lembrarem que o Amor é possível, é tudo, arrebata e prostra, ensina, amadurece, arrefece, assusta e até se desvanece.

Um furacão passou por aqui. Não deixou uma pedra no lugar. E não é essa mesma a natureza dos ventos?

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por Ventania às 22:42

Quarta-feira, 03.09.08

ADEUS - Eugénio de Andrade

Um dos meus poemas favoritos de um dos meus autores favoritos, que hoje faço meu, porque meu poderia ser. Hoje regressei a um sítio que não visitava há longos meses e não chorei. Sorri. Terá sido ontem ou há mil vidas atrás?


 



ADEUS - Eugénio de Andrade


 



 


Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, 



 


e o que nos ficou não chega 

para afastar o frio de quatro paredes. 

Gastámos tudo menos o silêncio. 

Gastámos os olhos com o sal das lágrimas, 

gastámos as mão à força de as apertarmos, 

gastámos o relógio e as pedras das esquinas 

em esperas inúteis.


Meto as mãos nas algibeiras 

e não encontro nada. 

Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro! 

Era como se todas as coisas fossem minhas: 

quanto mais te dava mais tinha para te dar.


Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes! 

e eu acreditava. 

Acreditava, 

porque ao teu lado 

todas as coisas eram possíveis. 

Mas isso era no tempo dos segredos, 

no tempo em que o teu corpo era um aquário, 

no tempo em que os meus olhos 

eram peixes verdes. 

Hoje são apenas os meus olhos. 

É pouco, mas é verdade, 

uns olhos como todos os outros.


Já gastámos as palavras. 

Quando agora digo: meu amor..., 

já se não passa absolutamente nada. 

E no entanto, antes das palavras gastas, 

tenho a certeza 

de que todas as coisas estremeciam 

só de murmurar o teu nome 

no silêncio do meu coração. 

Não temos já nada para dar. 

Dentro de ti 

não há nada que me peça água. 

O passado é inútil como um trapo. 

E já te disse: as palavras estão gastas.


Adeus



 

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por Ventania às 22:09


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