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Ventania

In two days tomorrow will be yesterday.



Sábado, 29.11.08

Gosto tanto. Apetece-me. Sinto falta.

 


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por Ventania às 18:56

Sexta-feira, 28.11.08

Time After Time

 



Lying in my bed I hear the clock tick,


And think of you

Caught up in circles confusion

Is nothing new

Flashback warm nights

Almost left behind

Suitcases of memories,

Time after



Sometimes you picture me

I'm walking too far ahead

You're calling to me, I can't hear

What you've said

Then you say go slow

I fall behind

The second hand unwinds



If you're lost you can look and you will find me

Time after time

If you fall I will catch you I'll be waiting

Time after time



If you're lost you can look and you will find me

Time after time

If you fall I will catch you I'll be waiting

Time after time



After my picture fades and darkness has

Turned to gray

Watching through windows you're wondering

If I'm ok

Secrets stolen from deep inside

The drum beats out of time



If you're lost you can look and you will find me

Time after time

If you fall I will catch you I'll be waiting

Time after time



You said go slow

I fall behind

The second hand unwinds



If you're lost you can look and you will find me

Time after time

If you fall I will catch you I'll be waiting

Time after time



If you're lost you can look and you will find me

Time after time

If you fall I will catch you I'll be waiting

Time after time



Time after time

Time after time

Time after time


 





esta é p'ra ti, que me dás música ;)

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por Ventania às 22:15

Sexta-feira, 28.11.08

Amanhã

Estou longe de ser uma pessoa estável. Sou até bastante temperamental, de fases, consoante a lua, a hora, o interlocutor, o tempo ou as cores… Sou errática e desequilibrada, de extremos e peremptória nas escolhas que faço. Detesto rotinas e a ausência de estímulos novos: conversas, locais, desafios, ideias. Talvez por isso não esteja nunca demasiado cansada para embarcar em programas que me digam algo às sinapses. O que me cansa é exactamente ter limites pré-definidos, saber antecipadamente como vai ser um dia de trabalho, uma refeição, tudo com horários e regras. Detesto conhecer de cor as pedras da calçada e os buracos no alcatrão, a acomodação de usar sempre o mesmo caminho só porque é o mais rápido… Do que eu gosto mesmo é do inesperado, de surpresas, de aventuras de e em todos os sentidos. Gosto de passear a pé, em cidades desconhecidas, no meio da serra ou na planície. Gosto de encontrar velhos amigos em locais inesperados. Gosto das rajadas de vento que deixam a verdade a descoberto. Gosto de arriscar mudar só porque sim. No caos em que a minha vida se encontra neste momento, achando-me até ineditamente desanimada, encontro alento no amanhã por descobrir. Tenho a absoluta certeza que a próxima semana será diferente desta, e conforta-me não ter a mínima pista de onde estarei ou a fazer o quê.


Quando era miúda não conseguia imaginar-me com mais de 18 anos. Até aí a vida seguiria certamente de acordo com o planeado, em torno da escola e pouco mais. A partir dos 18 não conseguia sequer visualizar uma sombra de futuro. O que até é estranho, porque sabia exactamente que curso queria tirar e onde (e foi isso mesmo que fiz), mas esse é outro capítulo, o da obstinação desmedida (que quando meto uma ideia na cabeça não desisto até a ver concretizada; mas é que não desisto MESMO!). Nunca tive planos muito concretos a longo prazo, nunca imaginei como seria a minha vida aos 20 ou aos 30. Sabia, grosso modo, o mesmo que sei hoje: que o que me dá prazer é aprender e viajar pelo mundo, que amar é imprescindível e que a felicidade não reside nos bens materiais. Tenho confiança em mim, e isso basta-me, por ora, para não ceder à resignação.


Como diz um bom amigo, “vamos a eles”!

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por Ventania às 15:29

Quarta-feira, 26.11.08

Save their planet

 



(clicar na imagem)

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por Ventania às 14:06

Quarta-feira, 26.11.08

the story - brandi carlile

 


 


 



 


All of these lines across my face

Tell you the story of who I am

So many stories of where I've been

And how I got to where I am

But these stories don't mean anything

When you've got no one to tell them to

It's true... I was made for you



I climbed across the mountain tops

Swam all across the ocean blue

I crossed all the lines and I broke all the rules

But baby I broke them all for you


Because even when I was flat broke

You made me feel like a million bucks

Yeah you do and I was made for you



You see the smile that's on my mouth

Is hiding the words that don't come out


And all of my friends who think that I'm blessed

They don't know my head is a mess

No, they don't know who I really am

And they don't know what I've been through like you do

And I was made for you...



All of these lines across my face

Tell you the story of who I am

So many stories of where I've been

And how I got to where I am

But these stories don't mean anything

When you've got no one to tell them to

It's true...I was made for you

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por Ventania às 07:17

Terça-feira, 25.11.08

:)

Hoje foi um dia francamente mau.


Poderia ter sido tão melhor se tivesse lido antes aquele e-mail, que com o poder duma palavra apenas me devolve a vontade de sorrir.


 


Eu também te adoro, sabes?


 


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por Ventania às 20:52

Terça-feira, 25.11.08

Gosto de ti, porque sim!

 



Sei que não devia, mas gosto de ti.


Gosto de ti porque me fazes rir, porque pensas do mesmo modo que eu, porque me tiras palavras da boca e porque me pões na boca palavras que mais ninguém põe.


Gosto de ti porque és profundo, inteligente, sensível, pragmático, liberto das coisas pequeninas e mesquinhas. Tens o maior e mais doce, o mais fantástico e aberto e maravilhoso sorriso do mundo.


Gosto de ti porque me dizes exactamente o que pensas e sentes, e porque não criticas que eu diga exactamente o que penso e sinto. És um miúdo, gostas dos teus brinquedos e de te entregar às tuas guloseimas.


Gosto de ti porque gostamos ambos das mesmas coisas, porque contigo não me sinto uma aberração solitária da natureza.


Adoro o som daquelas tuas gargalhadas que começam em soluços contidos, quase tímidos.


Gosto da tua casmurrice, personalidade forte, mau feitio. És independente e fazes aquilo que te apetece sem dar explicações, respeitas quem o faz do mesmo modo.


Gosto do formato do teu umbigo e dos teus lábios, dos teus dedos e das tuas veias.


Gosto que partilhes das minhas opiniões, gosto da tua acidez e da tua loucura.


Gosto do teu cheiro, das tuas piadas sarcásticas, da teimosia do teu cabelo.


Gostei quando me chamaste linda, quando me disseste a verdade nua e crua.


Gosto do teu corpo, da tua temperatura perfeita, dos teus mamilos delicados. Adoro a pele macia do teu pescoço, os teus ombros brancos, o carinho nas tuas pernas enroladas nas minhas.


Gosto do teu hálito pela manhã e de acordar nos teus beijos.


Gosto dos teus olhos de amêndoas tristes, quando estão abertos e permitem que espreite para dentro de ti, quando estão adormecidos e são dois traços muito escuros e decididos, quando se riem e te envelhecem feliz.


Gosto que detestes tabaco e que não digas palavrões, que o futebol te passe ao lado.


Gosto que sintas falta dos nossos dias, que tenhas saudades.


Gosto que os beijos cavernosos se tenham tornado perfeitos.


Gosto das tuas ambições irmãs das minhas, que sejas aventureiro e destemido.


Gosto do modo como tratas os teus, da admiração e respeito, do carinho que sabes mostrar.


Gosto que não tenhas medo de usar as palavras todas.


Gosto de ti porque és tão igual a mim, gosto de ti porque me completas nas diferenças que temos.


Porra, gosto de ti. Só não gosto que não gostes de mim.


 

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por Ventania às 06:17

Segunda-feira, 24.11.08

A Vida de Ventania


 


COISAS de um pouco a altamente IMPROVÁVEIS NOS ÚLTIMOS 7 MESES:


(não necessariamente por esta ordem, porque baralhei tudo de propósito)


 



  •   gastei uma porrada de dinheiro, mas não posso dizer em quê que ainda há uma surpresa…

  • apresentei-me a alguém que me tinham dito que ia gostar de conhecer

  • fiz um branqueamento dentário

  • fui apalpada por 2 ou 3 mulheres (e detestei, mas esta parte seria de esperar)

  • desapaixonei-me

  • pensei que nunca mais ia ser feliz

  • pensei que nunca tinha sido tão feliz

  • pensei, finalmente, que nunca deveria ser menos feliz

  • estive na fronteira de 2 potências nucleares em tensão

  • dormi nua sob uma ventoinha

  • vi caírem por terra quase todos os sonhos e planos

  • sonhei muito mais alto, fiz novos e mais arrojados planos

  • fiz uma directa a dançar na discoteca (e fui trabalhar a seguir)

  • dei por mim a dar razão ao Paulo Portas mais do que uma vez (!!!)

  • descobri que ainda existe um príncipe encantado

  • viajei para outro continente com um quase-estranho

  • chorei sozinha no comboio

  • chorei antecipando uma dor que foi esmagadoramente maior do que tinha suposto

  • fui acordada com beijos

  • senti-me dividida, por saudáveis instantes apenas

  • comecei (ainda estou a fazer) a depilação definitiva

  • realizei um sonho antigo

  • recebi e-mails de ‘bom dia’ com cheiro a gomas

  • vesti uma t-shirt doutra pessoa

  • disse (entredentes) um palavrão num momento de revolta extrema (EXTREMA!)

  • perdi um dos 2 cabelos brancos que tinha (rejuvenesci!)

  • tomei banho de ‘pucarinho’

  • chorei ao telefone com mais do que uma pessoa

  • disseram-me que EU não sou nada complexada (ahahahah)

  • descobri mentiras de todos os tamanhos, daquela pessoa que não podia ter mentido

  • tomei medicação 'esquisita'

  • decidi fazer uma coisa que achava que nunca ia fazer (mais uma surpresa)

  • achei que era presunção pensar que ele gostava de mim

  • disse a outro que gostava dele…

  • dormi vestida em comboios

  • telefonaram-me para me tocarem piano

  • vi uma leprosa

  • comecei a sentir o que é ter 20 anos quando se tem mais alguns

  • disse "amo-te" algumas vezes e disseram-me "amo-te" algumas vezes

  • enviei 2 segredos para o shiuuuu

  • partilhei o sono enroscada em alguém

  • temi pela vida e saúde de amigos

  • dormi numa barcaça, num mundo perfeito

  • decidi mudar de emprego

  • vi um corpo a flutuar no rio

  • falhei um evento importante para alguém de quem gosto por medo de desabar

  • retomei o prazer de escrever no e para o blogue

  • apaixonei-me

  • tirei mais de 4000 fotografias

  • fiquei ‘solteira’ de novo

  • dedicaram-me músicas tocadas ao vivo J


 


 

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por Ventania às 23:56

Segunda-feira, 24.11.08

Sejamos...

Somos fumo. Denso, ou quase nada. A matéria física, frágil, soprada por qualquer bater de asas, a qualquer instante prestes a desintegrar-se em moles de partículas que isoladas interrompem a sua significância. Mas, até lá, sejamos sem pausas no ser, ou no pensar, ou no querer, ou no amar!

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por Ventania às 06:50

Domingo, 23.11.08

O fim da semana

Os meus Sábados também já foram diferentes, os Domingos sempre um pouco mais tristes; continuam a ser. Também comigo tudo mudou de repente. Dum sábado para um domingo, precisamente, fiquei sem chão, o tecto desabou e com ele pensei que a minha vida toda. Achei que os planos deixaram de fazer sentido, achei que nunca mais poderia rir com gosto e que tinha ficado uma cratera no local onde antes guardava o coração.


Sim, fui feliz, como se é feliz quando se pensa que se alcança o topo do mundo e das sensações, quando se quer tanto uma coisa que se chega a acreditar que ela existe sem ela estar lá. Como uma ‘gravidez psicológica’, talvez tenha sido este amor tão perfeito, que não tinha perfeição em lado nenhum. Foi parido a dois, com ternura, amizade, paixão, - e sim, porque não chamar as coisas pelos nomes? – amor. Durou demasiado tempo, demorou-se demasiado tempo em cada uma daquelas fases que se deve sugar com fervor e passar de mão dada para a seguinte. Algo se perdeu. Talvez saiba até esmiuçar o quê e o quando e o porquê, mas já não vejo propósito nisso.


Tirei o tempo necessário para a auto-comiseração. Não tanto assim, que também nunca fui muito dada a olhar para trás. Mas chorei, às escondidas e nos ombros que serão sempre Amigos. Chorei no comboio, envergonhada por mostrar tamanha fraqueza a caras atónitas e felizmente anónimas. Chorei desorientada, chorei magoada, chorei rios que pudessem partir em busca da razão que nunca soube. Ele tinha partido, sem pré-aviso, sem justificação, sem sinais de desamor. Partiu com medo, encolhido, enterrou a cabeça na areia e não mais de lá a tirou.


Não aponto o dedo, não o culpo de nada em que eu não seja também culpada. Estou em paz, comigo e com ele e desejo-lhe (não preciso de vincar que com toda a honestidade, ele sabe que eu só digo o que quer que seja desse modo) que seja extraordinariamente feliz.


É tão mais simples perspectivar à distância, quando as memórias já foram lavadas. Tão mais fácil relativizar quando a escala já não é a mesma.


Não cheguei a reencontrar nada do que perdi. Obviamente também não procurei, porque só procuro o que quero. Nem quero regressar àquele lugar, àquela pessoa que fui, com limitações, sempre presa pelas vontades de outra pessoa, pelos limites, por querer ter o que não podia porque não existia. Vejo agora que o que eu pensei ser o topo do mundo era afinal a rampa de lançamento para outros universos, que ainda nem tive tempo de descobrir! Eu não pertenço a um cantinho, apertada entre dois braços; nunca poderia ser feliz sem as asas abertas! Eu sou do mundo! Tenho fome e sede de viver todas as sensações, mereço rir até me engasgar, mereço todos os medos do desconhecido, mereço os beijos inesperados, mereço os poemas e as músicas dedicadas, as flores colhidas no campo, mereço cada fotografia tremida. A minha ambição é uma apenas, mas tão grande… Eu quero, e vou, ser Feliz! Só ou bem acompanhada pelas grandes planícies da vida, por cima das estrelas e sob os oceanos. Quero tudo, todos os lugares, todos os sabores, sem limites!


 


Descobri tantas coisas que não me havia permitido sequer imaginar... às vezes é preciso deixar arder, morrer para renascer mais forte. Hoje, sinto-me tão mais EU. Ainda que seja Domingo. =)


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por Ventania às 18:25

Domingo, 23.11.08

à espreita por cima do Sol

 

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por Ventania às 10:30

Sábado, 22.11.08

escrevo...

...o que me apetece, quando me apetece. Posso publicar aqui textos acabados de escrever e que estejam em plena sintonia com a realidade, posso publicar coisas que escrevi há semanas ou meses ou anos. Posso misturar quanta ficção desejar, posso retratar com a máxima fidelidade a minha realidade, ainda que ninguém a reconheça. Não esperem ler no Ventos e Aragens um diário da Ventania, porque nunca o foi. Nem tudo o que escrevo tem uma razão definida, destinatários reais ou linha-mestra de marca pessoal. Podem passar-se meses sem publicar uma palavra (como, aliás, já aconteceu), posso escrever dezenas de páginas por dia. Não preciso justificar nem dosear nem manter expectativas. Exponho tanto ou tão pouco quanto queira, ressalvando que a exposição pode mesmo estar a léguas de algum resquício de verdade. Desengane-se quem pensa conhecer-me por ler meia dúzia das muitas palavras que vou escrevendo. Felizmente sou bem mais profunda e complexa do que um caderno virtual de deposição de palavras, imagens e sons. ;)

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por Ventania às 22:49

Sábado, 22.11.08

blindness





 



 



 


Um dos melhores escritores do mundo, um dos melhores realizadores do mundo, uma sátira metafórica à Humanidade. Tudo juntinho, num batido... de leite alvíssimo. Não desiludiu, mas confesso que não arrebatou como desejava. Malditas expectativas, que insuflam, movidas às melhores premissas, e quando se chega ao destino nos fazem cruzar os braços à espera de algo mais. Ainda assim, não hesito em elogiar inequivocamente a mestria do Meirelles, presente em cada detalhe, em cada ângulo aparentemente fortuito; a sublime interpretação da Julianne Moore; a fidelidade para com o romance (que ganha, nas palavras de Saramago, uma dimensão para mim maior, mais profunda, crua, autêntica).




 



 



 


O ponto que marca a diferença (como ultimamente reparo em tantos vértices da minha vida) é a Paixão. Aquele sentimento extremado, de picos, que solta gritos ou lágrimas ou murros, que dá força para escalar montanhas quando as quedas já foram mais que muitas. Sobre O Fiel Jardineiro escrevi, em 2006: "Um filme arrebatador, tão belo que fere os olhos, tão perturbador que revolve as entranhas. Que fotografia, que extraordinários actores! O Meirelles é o melhor realizador de todos os tempos! Estou apaixonada por este filme, como raramente acontece." Lá está, a Paixão. Como já me tinha acontecido com a Cidade de Deus, um dos mais belos filmes de sempre. O Blindness não me apaixonou, sendo porém apaixonante (mais uma daquelas contradições inexplicáveis senão com a escusa de, também aqui, tratarmos de sentimentos e, esses, ninguém saber muito bem por onde começa a explicação).



 



 


 

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por Ventania às 15:09

Sexta-feira, 21.11.08

...

Hoje preciso dum beijo à chuva... Para lavar a alma.


 


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por Ventania às 07:00

Quinta-feira, 20.11.08

dores agudas


 


Dói recordar.


Doem as pernas entrelaçadas, os cabelos afagados, os pés ousados.


Doem os beijos que ninguém viu, os sorrisos tão verdadeiros.


Dói o nariz no pescoço, a língua nas orelhas, cada curva arrepiada.


Dói a lágrima derretida que não soube esconder-se.


Doem os dedos entretidos, os pêlos espantados.


Doem as carícias lambidas, os lábios longos e mornos.


Chega a doer o cheiro das flores, o vapor do duche, o abraço nú.


Dói aquela sede, o suor e o prazer.


Dói a palavra que escapou a medo, o brinde enganado, a gargalhada abafada.


Dói andar à deriva, mas também atracar. Dói regressar.


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por Ventania às 21:27

Quarta-feira, 19.11.08

vai


Viro costas, não te sigo mais por essas rotas.


Perdeste a bússola e vagueias, procuras quem não te quer achar.


Desmistifico, sei quem sou e não mais.


Na bagagem, três dedos de sensatez e as cicatrizes para te recordar.


Não há mais nada para ti aqui.

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por Ventania às 21:20

Quarta-feira, 19.11.08

Hoje

Queria abraçar-te com força e dizer que está tudo bem, que tudo passa.


Imagens que se perpetuam, acordam dentro do peito em sobressalto quando as críamos adormecidas num recanto escondido. Quando os olhos se fecham e o corpo se rende ao cansaço, soa uma frase que talvez tenhamos ouvido, ou talvez tenhamos apenas imaginado, que abala os alicerces e acorda o sangue. Chapada de água do mar, fria, salgada, a impor a sua presença molhada, não permite mágoas choradas em surdina, soco no peito.


 


Queria ser um pilar de granito, inabalável, onde pudesses agarrar-te, um refúgio à prova de som onde viesses aninhar-te.


O som insinua-se de mansinho, entra por frestas distraídas, as sombras crescem, nuvens de fumo mescladas no burburinho. As forças, minha e tua, fraquejam, erráticas, e falham até as palavras. Estagnado nos degraus, perdido.


 


Queria saber-te bem, completo, pleno, ainda que aí do outro lado tão longe de mim.


Adivinho um olhar derramado, cheiro ressequido, músculos empastelados que desistem das aparências. Procuro em todos os livros que não escrevi o bálsamo morno que te traga alento. Só tinta sem forma nem rumo. Para te dar, apenas todo um abraço soprado ao ouvido.


 

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por Ventania às 12:16

Segunda-feira, 17.11.08

"Blue Monday" - New Order

 



"Blue Monday" by Nouvelle Vague


 


How does it feel

To treat me like you do


When you've laid laid your hands upon me

And told me who you are



I thought I was mistaken

I thought I heard your words

Tell me how do I feel

Tell me now how do I feel



Those who came before me

Lived through their vocations

From the past until completion

They will turn away no more




And I still find it so hard

To say what I need to say


But I'm quite sure that you'll tell me

Just how I should feel today



I see a ship in the harbor

I can and shall obey

But if it wasn't for your misfortunes

I'd be a heavenly person today




And I thought I was mistaken

And I thought I heard you speak

Tell me how do I feel

Tell me now how should I feel



Now I stand here waiting



I thought I told you to leave me

While I walked down to the beach

Tell me how does it feel

When your heart grows cold


(grows cold, grows cold, grows cold)

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por Ventania às 20:59

Domingo, 16.11.08

Picasso

Partilhando mais um pouco do que me faz vibrar:


 



The Embrace, 1900 - Pastel on paper


 



Roofs of Barcelona - Barcelona, 1902 - Oil on canvas - 57,8 x 60,3 cm


 


Para quem quiser mais: aqui.

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por Ventania às 06:11

Sábado, 15.11.08

Alanis Morrissete

Sempre gostei muito da música da Alanis Morrissete, da cadência não óbvia com que canta letras com as quais me identifico tantas vezes. Gosto da quase sobre-exposição de peito aberto, das suas verdades atiradas em velocidade.


Fica aqui uma das mais recentes, Torch, do álbum "Flavors of Entanglement":





 



 


I miss your smell and your style 

And your pure abiding way 

Miss your approach to life 

And your body in my bed 

Miss your take on anything 

And the music you would play 

Miss cracking up and wrestling 

Our debriefs at end of day
 



These are the things that I miss 

These are not times for the weak of heart 

These are the days of raw despondence 


And I never dreamed I would 

have to lay down my torch for 

you like this 




I miss your neck and your gait 

And your sharing what you write 

Miss you walking through the front door 


Documentaries in your hand 

Miss traveling our traveling 


And your fun and charming friends 

Miss our Big Sur getaways 

And to watch you love my dogs
 



These are the things that I miss 

These are not times for the weak of heart 

These are the days of raw despondence 

And I never dreamed I would 

have to lay down my torch for 

you like this 



One step one prayer 

I soldier on 

Simulating moving on 




I miss your warmth and the thought 

Of us bringing up our kids 

And the part of you that walks with 

your stick-tied handkerchief 



These are the things that I miss 

These are not times for the weak of heart 

These are the days of raw despondence 

And I never dreamed I would 

have to lay down my torch for 

you like this
 

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por Ventania às 14:18

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