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Ventania

In two days tomorrow will be yesterday.



Domingo, 28.06.09

Definições

A Amizade e o Amor partilham paralelismos nas suas (minhas) definições. Uma, como o outro, não me fazem sentido sem reciprocidade. São laços que unem duas pontas, nós mais ou menos intrincados, mais ou menos apertados, mas sempre dependentes da outra parte, que um nó a atar-se a si mesmo, sem ter onde amarrar, passa a ser apenas um grande embróglio de fios, imiscuídos em si mesmos.


 





 


 


Friendship isn’t how you forget, but how you forgive. Not how you listen, but how you understand. Not how you see, but how you feel. Not how you let go, but how you hold on.


 

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por Ventania às 11:05

Sábado, 27.06.09

Amedeo Modigliani



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por Ventania às 05:05

Quarta-feira, 24.06.09

Mesmo?

Queres mesmo mesmo mesmo, mas mesmo mesmo mesmo mesmo mesmo saber o que penso quando penso em ti? Queres? Mesmo?





Querias... Mas não to vou dizer. Se quiseres MESMO saber, vais ter de dar-te ao trabalho e obter/seguir as pistas. A primeira dou de barato, que sou generosa.





Pista #1: Há uma parede em Lisboa onde está tudo escrito, numa só frase...





 


Para obter mais pistas é favor deixar esmola na caixinha. =)

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por Ventania às 22:42

Quarta-feira, 24.06.09

A conversa que devia ter sido

- Sinto a tua falta. Faltas-me.


- (Acho estranho.) Porquê?


- Talvez faças mais parte de mim do que pensava.


- Talvez não saibas o que queres. Ou do que gostas.


- Talvez. Sou uma pessoa complicada.


- Ou talvez sejas tão cobarde que só te permites querer o que não podes ter, gostar de quem não gosta de ti.


- Isso significa que não gostas de mim?...


- … Isso significa que gostas de mim?

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por Ventania às 20:13

Quarta-feira, 24.06.09

...

Antes vazio e parado que cheio de enganos e corrosivas ilusões.


'Tá estragado, não há sobresselente nem recauchutagem possível. Antes apeado que a derrapar nos óleos alheios.


 



 

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por Ventania às 03:09

Terça-feira, 23.06.09

I mean it

When no means no;


When forever means forever;


When never again means never again.





Right here, beneath all of the growing pains, nobody hides, nobody is undercover. 





Some call it bad temper. I call it Truth.

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por Ventania às 12:57

Segunda-feira, 22.06.09

no teu poema - José Luís Tinoco / Carlos do Carmo


 



No teu poema

Existe um verso em branco e sem medida

Um corpo que respira, um céu aberto

Janela debruçada para a vida

No teu poema existe a dor calada lá no fundo

O passo da coragem em casa escura

E, aberta, uma varanda para o mundo.

Existe a noite

O riso e a voz refeita à luz do dia

A festa da senhora da agonia

E o cansaço

Do corpo que adormece em cama fria.

Existe um rio

A sina de quem nasce fraco ou forte

O risco, a raiva e a luta de quem cai

Ou que resiste

Que vence ou adormece antes da morte.

No teu poema

Existe o grito e o eco da metralha

A dor que sei de cor mas não recito

E os sonhos inquietos de quem falha.


No teu poema

Existe um cantochão alentejano

A rua e o pregão de uma varina

E um barco assoprado a todo o pano

Existe um rio

A sina de quem nasce fraco ou forte

O risco, a raiva e a luta de quem cai

Ou que resiste

Que vence ou adormece antes da morte.

No teu poema

Existe a esperança acesa atrás do muro

Existe tudo o mais que ainda escapa

E um verso em branco à espera de futuro.



 

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por Ventania às 05:59

Domingo, 21.06.09

Sit Down - James

 





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por Ventania às 10:02

Sábado, 20.06.09

Klimt

Parece(-me) quase impossível, mas ainda a semana passada estive com alguém que considero bastante culto, bem-formado, atento, com uma sensibilidade artística apurada, mas que desconhecia por completo Gustav Klimt. Por isso, deixo um cheirinho (a obra mais famosa de Klimt, O Beijo, já a tinha deixado aqui), e vou tentar que a periodicidade desta que vai sendo uma rubrica cá da casa, a da pintura, passe a semanal. É que as coisas boas sabem melhor quando são partilhadas.






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por Ventania às 05:05

Terça-feira, 16.06.09

A romã

Foi tua, foi minha, doce, aos pequenos gomos que se derretem nos sabores das línguas. Canivete, carroças, calor. Ácido, cheira a quarenta graus e a espiritualidade. Flores de lótus. Lado a lado, sem palavras, obtusas, desnecessárias. Partilha. Fertilidade, ternura, aventura. Começos, intervalos, reticências nos esquecimentos. Pausa em tudo o que nos acostumámos a ser. Sexo(s). Franja suada, colada à testa, ventoinhas cantoras testemunhas, duches de paz e de beijos. O reverso. Romã é Amor ao contrário.


Maluda


Devia ter comido só figos.

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por Ventania às 19:59

Terça-feira, 16.06.09

One of these days / Um dia destes...

Um dia destes traduzo, se voltar a vontade. Escrevi isto num dia azul e sereno e os dias têm estado cinzentos e esmorecidos. Um dia destes...


 


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por Ventania às 03:33

Domingo, 14.06.09

esferográficas

Tenho um problema. Vários, na realidade. Mas vamos por partes.


Não sou grande coleccionadora. Sou mais uma acumuladora, de coisas particulares de que goste ou tenham algum interesse. Importa frisar que são poucos, muito poucos, os itens materiais que me suscitem este interesse. Algures umas notas de vinte escudos, algumas moedas, uns poucos de selos. Não lhes presto atenção, não os exibo, sequer os mantenho devidamente acondicionados. Daí que jamais me poderia considerar coleccionadora do que quer que fosse. Sempre nutri um fascínio grande, porém, por todo o tipo de artigos de escrita e desenho, tenho uma paixão assumida por papel, na sua virgindade múltipla de possibilidades, a promessa de poder conter o mundo, um retrato de alguém querido, um poema, anotações atentas floridas de termos científicos. Blocos, cadernos, quase como embriões de livros. Telas, pincéis, bisnagas de tintas, encerrando misteriosos devaneios pouco estudados e sempre improvisados. Lápis, sobretudo os de grafite escura e macia, mares de sombras, gradientes, vidas ondulantes a duas dimensões. Pelo que, não no sentido do coleccionismo do objecto, pristino e intacto na sua embalagem original, acolhido por pequenas vitrines ou álbuns, mas antes pela adoração do potencial que encerra e pelo gosto de manusear e tentar canalizar as energias que me povoam para a criação de alguma coisa, detenho um número considerável de, resumamos, lápis e esferográficas.


Os lápis são amigos fiéis, inutilizados apenas se quebrados ou finda a sua vida. Já as esferográficas, do alto da sua engenhosa mecânica, são manhosas. Ora podem rebentar nas mãos, ora cessam o seu fluxo, ora secam, ora nos deixam mal quando estávamos a contar com o seu desempenho inequívoco, a meio duma assinatura, um postal de aniversário, uma ideia fantástica… Deixam marcas mais profundas, são definitivas como as palavras ditas, que não podem voltar para trás. Nem corrector, nem borracha, nada faz recuperar a candura perdida do papel em branco, depois de ter sido profanado por uma esferográfica. São complicadas. Pouco versáteis. Têm tampas, ou molas, ou outras complicações acessórias. Em constante desafio, a provocar, a pedir que lhes pegue e as faça exsudar um rasto da sua essência.


E o que fazer com as esferográficas que se recusam a escrever? Este é o meu problema. Jazem ali umas quantas dezenas. Já tentei todos os métodos que o instinto dita; roçá-las com energia, enfurecendo-as, enfurecida, insistindo; Aguardando pacientemente que inclinadas mais para lá ou para cá a tinta se voluntarie para descer e escorregar por onde deve, por onde tem de ser, que não foi feita para outra coisa. As esferográficas foram feitas para escrever, ou para desenhar. Foram feitas para mim e para funcionarem sem sobressaltos. E eu gosto realmente delas, das grandes, das pequenas, pretas, azuis ou vermelhas. Sem preconceitos. A tal paixão pelos pequenos universos que concentram. Mas elas falham-me. E deixam assim de me ter utilidade, que belas nem tanto assim, não me consolam a estética. Para além de existirem mundo fora milhões de esferográficas, novas pelo menos para mim, perfeitamente funcionais e possivelmente mais afinadas, com melhor tom, correctas e respeitadoras. Prontas a cair nas minhas mãos e a permitir que faça delas instrumento, batuta, pauta. Pulsantes de vigor e ansiosas por dançar e rodopiar entre papéis frenéticos ou melancólicos. Mas estas, as que não tenho como minhas, não estão impedidas de entrar e me acharem. Pode acontecer não ter já espaço para elas, por estar ocupado com as outras, as casmurras, cheias de tinta que não querem dar. E sendo assim não procurarei novas esferográficas, seria uma busca condenada à partida. Que dilema! Valerá esperar que as canetas disfuncionais um dia se reinventem, curadas, que lhes agrade mais o tempo ou o espaço, a superfície ou o abstracto, e tornem a escrever? As palavras que dirão poderiam ser substituídas pelas palavras de outras, frescas, portentosas, imaturas? Que hoje estão mancas, não me servem de nada, estendem-se ao longo da sua complacente inércia a ocupar o meu espaço, o meu precioso e selectivo espaço. Mas por elas tenho a estima própria de quem se afeiçoa a uma presença e só aprende o quanto no dia em que aquela passa a ausência.


A isto se resume uma das minhas mais pertinentes questões do momento: devo deitar fora as esferográficas que não escrevem e libertar espaços nas gavetas, ou manter a fidelidade aos arrebatamentos e guardá-las, tentando talvez mais tarde o seu regresso?


 


 



Ah, e é claro, quem diz ‘esferográficas’ diz ‘pessoas’…


 


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por Ventania às 02:10

Sábado, 13.06.09

Manuel Cargaleiro




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por Ventania às 08:58

Quarta-feira, 10.06.09

Somewhere to go, something to stay for

Porque estamos sensivelmente a meio do ano, parece-me uma boa altura para fazer um balanço. Os desejos não mudaram muito e desde aqui, four down, three to go, one on the way. Não está mal.





E está na altura de arranjar um tempinho para pensar nas férias 'grandes' e começar a planear. Aceitam-se sugestões, eventualmente convites!


 


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por Ventania às 21:02

Terça-feira, 09.06.09

Um baú mal fechado

De quem é a cara abatida, de olhos mortiços, que me devolve o espelho?


Porque rebentou aquela lágrima calada, que se perpetua na face e na alma? Será o degelo do coração? Escorrem-me as memórias a cada som, cada cor... E invejo a tua amnésia selectiva.


Sofremos, por opção. E choramos, e berramos, contra ventos e mares e paredes, esperneamos e reivindicamos o que é nosso por direito, assim o cremos. Acalentamos a dor com achas de memórias do futuro e culpas do passado.





P.S. Este blogue não é um diário

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por Ventania às 23:50

Quarta-feira, 03.06.09

Frida Kahlo

Without hope



O Abraço Amoroso entre o Universo, a Terra (México), Eu, o Diego e o Señor Xólotl



A coluna partida


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por Ventania às 22:46

Segunda-feira, 01.06.09

Something's missing

 


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por Ventania às 15:05


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