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Ventania

In two days tomorrow will be yesterday.



Sexta-feira, 31.07.09

os dias

Há dias em que acordo triste. Esgueiro-me aos pensamentos que sei que ardem, por entre rotinas e obrigações. E noutros dias, em que acordo ainda mais triste, falham-me as vontades, permito o alívio duma ou outra lágrima mais longa, por baixo dos óculos de sol, no meio de tanta gente, ninguém vê, nem ninguém se importaria se visse. É a tristeza assim concentrada, que liberto quando a pressão quer fazer rebentar o peito, que me vai permitindo alguma sanidade, mesmo um ocasional e pouco motivado sorriso. Ainda bem que aprendi a chorar.

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por Ventania às 22:23

Quinta-feira, 30.07.09

Shiuuuu

Nunca dormi melhor que no desconforto da parte de baixo daquele beliche, pequeno para um e minúsculo para dois, numa carruagem em movimento do comboio que atravessava um sonho antigo ao meio. Um mundo diferente, oposto, do lado de fora. Antes, tinham sido as estrelas e um silêncio bonito. A cabeça às voltas em tantas mudanças sem direcção. As pernas dele nas minhas, os pés ternos a mimarem os meus. Gosto dos pés dele. E das mãos, pragmáticas, ágeis, doces. As mãos subiam e desciam em carícias florais nos meus braços. Eu brincava tímida e pueril com as orelhas dele. Ele atreveu o beijo, o beijinho, a testar a emoção. Fui feliz.


 

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por Ventania às 06:00

Terça-feira, 28.07.09

ocasionais recordações

O sabor da sua pele, o trilho que percorri até aos seus lábios, os dedos que me aconchegaram as curvas.

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por Ventania às 23:22

Domingo, 26.07.09

Pássion

A paixão é uma rameira que se entrega a troco dum beijo.


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por Ventania às 05:54

Sábado, 25.07.09

Ah, e ver isto!

Presente, em cada azulejo da minha alma, o sabor do teu beijo, o teu manto de estrelas e a poesia dos teus olhos. Abraça-me e diz-me que é de verdade...


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por Ventania às 18:26

Sábado, 25.07.09

weekend break

 Hoje não estou por cá. Vou ali comer (a meias com um grande amigo) uma fatia disto:


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por Ventania às 02:01

Sábado, 25.07.09

A Pequena Vaga - Eugénio de Andrade

Mar de pequena vaga e céu azul:

a irrupção das frésias na manhã

faz destas ruas um jardim do sul.

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por Ventania às 00:33

Quinta-feira, 23.07.09

Ele e Ela - I

Ele não sabe que ela às vezes tem pena dele. Ela tem pena que ninguém lhe dê um beijo de boa noite e que ele deixe metade da cama vazia, à espera. Tem pena que ele não saiba dizer as coisas que lhe diz a ela a mais ninguém, e que mais ninguém as saiba escutar.

 

 

Ele trata-a nas palmas das mãos como se ela se partisse com um sopro. Ela é forte, feita de rebuçado, densa e ele admira-a. Mas ela derrete quando não deve. Ela é a força dele quando ele fraqueja e esquece que precisa ser mais forte por isso. Ele colocou-a num pedestal fechado para que o ar não a danifique e não se julga merecedor. Mas ele almeja um pedestal etéreo onde ninguém está ou quer estar. Ela detesta pedestais, mas gosta dele.

 

 

Ele é um Sol que a aquece em noites frias, que a ilumina a cada dia. Ele não suporta tê-la longe, mas acha que é só pela companhia.

 

 

Ela acha que nunca ninguém soube amá-lo por inteiro, com ternura. Ela pensa que ama mais do que alguém alguma vez amou. Ela queria que ele se deixasse amar e que isso lhes bastasse. Mas sabe que nunca bastaria.

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por Ventania às 06:00

Terça-feira, 21.07.09

O Sonho

É que, sabes?, o Sonho é uma semente que vai germinando na alma; se o regarmos e alimentarmos, com esperanças e possibilidades, com promessas e vontade de vingar, ele cria raízes muito fortes, ele apega-se aos muros e sobe por nós acima, tentando alcançar o céu. às tantas és tu a apoiar os pés no Sonho, o Sonho a trepar por ti, escada um do outro. O Sonho começa a fazer parte de ti e tu nem te conheces sem ele a pautar os teus dias.


 


A esperança é uma coisa tramada...

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por Ventania às 21:58

Terça-feira, 21.07.09

One of these days

 



One of these days I really am going to make you a surprise. It won't be planned so it's probably doomed to be an absolute disgrace. But maybe, if I’m lucky, I’ll get to amaze you in a good way, maybe you’ll be glad to be surprised and just maybe I’ll get to give you one of ‘those’ smiles. The kind of smile I would like to be the cause for, every day of your life. One of these days I’m going to make you love surprises, my surprises, because I’ll be the one to light up your heart and raise your soul. One of these days you’ll realize that you miss me when I’m away, you’ll be able to call out my name and, if you’re lucky, maybe I’ll come running to your embrace. One of these days you’ll be dreaming of me and when you wake up I’ll be there, holding your hand and kissing you softly. You will finally know I just love who you are and it’s just that simple. You’ll surrender and give up your foolish pretexts; you will look in the mirror and see a happy man looking back at you. I will feed you strawberries for Sunday breakfast and take photos of us under the sun and the moon, and over the clouds.


One of these days we are going to be in love!





 


 

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por Ventania às 00:26

Segunda-feira, 20.07.09

With all my heart, I will go.

 



 


Obrigada. Do fundo do coração.


Também não sei bem por onde vou. Tenho uma ideia (fixa) de por onde quero arriscar a perder-me, mas parece que as estradas estão todas bloqueadas. E eu, como sou casmurra e persistente, escolho sempre a mais difícil, a mais escura, mais íngreme. Sempre pronta a arregaçar as mangas e a levantar em peso todos os obstáculos. À frente, um muro... alto e maciço... Sou rija, hei-de derrubá-lo, ou saltar por cima.


 





A Gente Vai Continuar - Jorge Palma


 



Tira a mão do queixo, não penses mais nisso


O que lá vai já deu o que tinha a dar


Quem ganhou, ganhou e usou-se disso


Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar


E enquanto alguns fazem figura


Outros sucumbem à batota


Chega aonde tu quiseres


Mas goza bem a tua rota


 


Enquanto houver estrada para andar


A gente vai continuar


Enquanto houver estrada para andar


Enquanto houver ventos e mar


A gente não vai parar


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por Ventania às 21:11

Domingo, 19.07.09

O tempo e o sal

Não tenho tempo para nada! Tanto para fazer, entre um trabalho e o outro, e eu e a casa... Não sobra tempo. E tenho escrito tanto... Mas não posso, não tenho tempo. Só que para escrever tenho de ter, é uma necessidade primária. Curioso, quando era feliz não tinha tempo para escrever... Não sei se escrever apazigúa ou alimenta as angústias. Mas parece-me que escrever e chorar são duas variáveis dependentes duma mesma constante.



 

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por Ventania às 23:53

Domingo, 19.07.09

Desalinho

Gosto demasiado de ti para te ter sem que o amor seja reconhecido nos meus e nos teus olhos. Por te querer, rejeito-te. Antes o silêncio ensurdecedor que uma canção desbotada.

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por Ventania às 00:32

Sábado, 18.07.09

Porquê?

Por várias vezes já me perguntaram porquê. E eu esquivo-me, com muitas racionalidades e justificando que o resto não tenho como explicar. Porquê? Não faço ideia, porra! Porque sim, como não? Bate certinho, ao milímetro, nem mais nem menos, medidas perfeitas na transcendentalidade do que não se pode medir. Acasos, coincidências, magia, alquimia... Porque é, não sei. Mas é. Cada vez mais tenho uma certeza inabalável, que nasceu dum sopro que me iluminou a alma. A parte racionalizável já tinha sido exposta, a alquimia foi há dias certos, contados, não vou dizer quantos que é quase humilhante. E assim foi. Foi o sorriso, cheguei a dizer?


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por Ventania às 23:27

Sábado, 18.07.09

Maluda II





Para ver e saber mais sobre a mais divulgada pintora portuguesa: http://maludablog.umnomundo.eu 

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por Ventania às 06:39

Quinta-feira, 16.07.09

Nobody understands (me)

 

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por Ventania às 23:14

Quinta-feira, 16.07.09

Às vezes não entendo

 e às vezes não quero entender.

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por Ventania às 23:00

Quarta-feira, 15.07.09

SHIUUUU

Esta idade que tenho, não a sinto. Não se me impõe, não me limita nem me pesa. Não é muita, nem é pouca e não me importa. Quase sempre sinto que sinto como quando era adolescente. Tudo em demasia, tudo muito intenso, muito forte, porque é tudo muito verdade e não gosto de rodeios. Não sei se pareço muito menos, mas sei que quando olho para trás vejo muitas coisas, muitos dias bem vividos, não lamento nada do que fiz. E quando olho para a frente vejo muito mais, porque me parece que comecei ainda agora, que o universo é imenso e está sequioso de esperar que o encontre. E vou partindo, ao seu encontro, ora pelas latitudes fora, ora por mim dentro. O saco das memórias é desarrumado, já se sabe, sem a ordem que se gostava de encontrar quando se desenrolam novelos. Não perdi nada do que tinha aos 15 anos, parece-me que só ganhei. Sendo sempre a mesma, mudei. Mas não mudei muito. Hoje consigo disfarçar melhor a timidez e de vez em quando já me vejo mulher, mas continuo a ser mais miúda. Continuo a gostar das mesmas coisas, não troquei os ténis por sapatos de salto, continuo a gostar muito de rir com a alma toda. Mas foi só com esta idade que reparei que já sofri como gente grande, e a seguir descobri que queria ter o mundo todo nas mãos e que as dores (mesmo as físicas) são irrelevantes. Foi com esta idade que tomei decisões adiadas e que arrisquei. Foi com esta idade que passei a viver sozinha e a ter tempo para desfrutar da minha companhia. Foi com esta idade que abri os olhos e vi com clareza o que pretendo para mim. Foi com esta idade, mais dia menos dia, que fiz uma directa da discoteca para o trabalho. Foi com esta idade que descobri que o Amor acontece, não se faz. Foi com esta idade que afirmei sem pudores as minhas prioridades e que comecei a colocá-las por ordem na minha vida. Com esta idade saltei de pára-quedas, escrevi mais e melhor do que nas outras idades todas somadas, com esta idade fui seduzida. E foi só com esta idade que aprendi a chorar, a não trancar tudo num cinzento nó na garganta, e parece-me que ando a compensar os anos em que não derramava uma lágrima. Com esta idade percebi que a ideia da solidão até ao fim é assustadora, mas que não troco a minha solidão por companhias ocas e superficiais. Foi só com esta idade que me vi adormecer nos braços de quem amo desde sempre e, por um instante, antes de ceder ao sono, achei que a vida era perfeita. 

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por Ventania às 06:06

Terça-feira, 14.07.09

Out of reach

Esse sinal de interdição é para manter as distâncias? É para sublinhar quão inalcançável és (ou pretendes ser)?


Que sabes tu de mim ou da minha vida? Perdes tempo… Perdes-te em suposições, focas e desfocas as lentes das proximidades consoante o que queres retirar, sempre; nunca consoante o que queiras dar, porque não dás nada, só poeira. Não te iludas, eu não sou manipulável como os restantes. Quando chegas, já sei o que trazes nos bolsos. Não te fica bem dissimular, fingir que não trazes nada. Nem sequer tens muito jeito para disfarçar. Pensas que tens as respostas, contudo ostentas as perguntas, como que a fazer um teste de 9º ano. Não gosto de testes nem de jogos. Não me apetece dar ao trabalho de perceber o teu. Diz o que queres, se é que queres. Se não, desampara(-me, -nos) a loja. Os súbitos interesses, pausados em compassos ansiosos por revelações que não o são. Não gosto dessas artimanhas, gosto que as pessoas sejam directas e façam as perguntas que têm de forma objectiva.


Suspeito que de mim não queiras mais do que apaziguar a ordem do pódio. Relaxa, nunca gostei de medalhas, muito menos de protagonismos. Tenho aqui tudo o que preciso. Dispenso alimentar-me de bajulações a identidades imaginárias. O que tenho, é meu. Tenho-o guardado no peito, não preciso expor na vitrina para que todos vejam como é grande e belo e cheio de sacrifícios. O que tenho, pouco ou nada, é meu por inteiro, só meu, é verdadeiro e não sucumbe aos frívolos atentados. Não digo que me queiras mal. Só digo que já não acredito numa só versão da mesma estória. Ainda te quero bem. Mesmo conhecendo mais de ti e percebendo esses ardis.


A necessidade de atenção pode ser doentia. Compra muitos espelhos, ver-te-ás sempre no centro duma roda de gente fascinada por ti. Mas não me verás a mim, que eu, já te vi.


 

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por Ventania às 04:51

Segunda-feira, 13.07.09

take 1

Ao longe, vozes que falavam umas com as outras, numa língua que não era a sua. Tinha receio de abrir os olhos. Não tinha a certeza se havia sido sonho, imaginação ou puro desejo. Ousou ensaiar uma espreguiçadela, sentiu os braços dele a envolvê-la. Os pés fizeram-lhe uma festa, as pernas engalfinhadas sorriam. Ele apertou-a e deu-lhe um beijo pequenino, muito rápido, na face. Ela abriu os olhos e inquiriu, sem dizer nada. Ele também não sabia responder melhor. Era assim, ali estavam, isolados, juntos e cheios de hesitantes hipóteses. Esgueirou-se depressa, pés no chão e soltou um nervoso assobio bem-disposto. Ela gostou. Sentiu-se cheia de confiança, pareceu-lhe que a vida acabara de começar, e da melhor maneira. Ensinou-o a dar-lhe os bons dias, com um beijo de confirmação. Tudo era perfeito, o cheiro de sabonete na pele, a música, a distância dos passados que já não importavam. Não tinha sido um engano, sequer a embriaguez duma nova realidade com paredes pintadas a lápis-de-cor. O sentimento, recente sem ser imprevisto, instalara-se como um estandarte.


A vida acabara de começar. 

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por Ventania às 22:15

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