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Ventania

In two days tomorrow will be yesterday.



Segunda-feira, 30.11.09

fora do lugar

Há alturas em que nada parece fazer sentido. Em que se procura uma, ao menos uma, explicação, para o tanto que se consegue encontrar fora do lugar.


Não é suposto perdoar biblicamente com a facilidade de quem engole analgésicos, porque não há ainda analgésicos para as dores de alma. Não é suposto essas dores cavarem um buraco tão fundo que não se consiga, eventualmente, tapar, ou esconder debaixo duma qualquer felicidade camuflada. Nem se espera que as palavras se desfoquem assim que as começamos a soltar, pois não?


Mais uma fuga, mais umas pazadas de terra. Terra que se afunda ou dissolve, deixo de a ver e de a cheirar. E cavar dá cabo das costas. Há dores que esperam a cada esquina, que aparecem de surra quando até se começava a esboçar um sorriso.


Mais um dia, um mês, sempre a fingir que não se sente falta de ter onde pousar a cabeça, a fingir que a cabeça está sempre erguida e livre. Não apetece confessar sintomas nem razões. Apetece só que esta ausência se cale um pouco, deixe respirar, permita reconhecer que é possível respirar sem doer.





Há demasiado tudo fora do lugar.

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por Ventania às 22:17

Quarta-feira, 25.11.09

winter

 


sim, gosto de gelo e de frio e vou embriagar-me nele até adormecer.

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por Ventania às 23:18

Terça-feira, 24.11.09

uma série de recados,

assim todos duma vez, que estou com pressa. Todos daqui. Faz ou não faz sentido? Venham lá todos dizer-me que não, que sou louca, que tenho de me acalmar e sonhar o que toda a gente devia sonhar, que estou a cometer um grande erro, que não vou ser capaz de enfrentar tudo sozinha, que devia era encolher-me, fugir e fingir que não se passou nada. Força, atrevam-se. Digam-me que me acham desequilibrada, doida, que desafio a lógica e as forças do universo, que vou magoar-me mais, que não estou a considerar as consequências. Que estou a condenar-me a uma solidão devastadora, mascarada de sacrifícios. Digam-me na cara o que pensam, mas não encolham os ombros com receio e pena e com olhos lacrimosos. Não me dêem palavras de conforto, que o meu conforto é a verdade. Não me falem de justiça e de mundos perfeitos. Há coisas maiores que o mundo e este que temos é cheio de falhas.





I'm doing it.


 






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por Ventania às 21:31

Segunda-feira, 23.11.09

You and me...

 


"Globe-trotting destroys ethnocentricity. It helps you understand and appreciate different cultures. (...) Thoughtful travel engages you with the world. Travel changes people. It broadens perspectives and teaches new ways to measure quality of life." - Rick Steves

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por Ventania às 19:10

Sábado, 21.11.09

...

Algumas das reflexões mais profundas que tenho acontecem quando estou a lavar a loiça. E vão-se perdendo, pelo cano abaixo, porque as mãos pingam e intimidam papéis e teclados.



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por Ventania às 17:36

Sexta-feira, 20.11.09

Ele e Ela - III

Hoje acordou minutos antes do chilrear que sairia do despertador do telemóvel, pousado estrategicamente no apoio de cabeceira, perto o suficiente da mão preguiçosa que normalmente o calava duas vezes antes de a cabeça despertar na mentalização de que teria eventualmente de sair da cama morna. Hoje deixou-se ficar um pouco, de olhos vagueantes pelo quarto. A cama que sempre ocupa só pela metade esquerda pareceu-lhe mais vazia, como se o seu corpo ocupasse menos espaço e se tivesse intimidado perante a outra metade, cheia de ninguém, lençóis imaculados, sem rugas. Não tinha dona, aquele espaço. Talvez só à figura que ia imaginando, persistentemente; que não queria ocupar aquele vazio, na sua cama e no seu coração, já há bastante tempo. Hoje não esqueceu que desejava ser acordado pela mulher que amava e que se tinha tornado um pano de fundo, quieto e pesado, nos últimos anos da sua vida. Nunca o esquecia; nunca A esquecia. Mas hoje não sentiu a falta dela a dormir em silêncio a seu lado. Hoje esboçava um sorriso por dentro, pensando na possibilidade de vê-la - outra mulher, amiga, que essa sim o amava desde antes de o encontrar. Hoje não calou o som dos pássaros que imaginava patetas e alegres, saltitando no paial da janela; sempre amenizavam mais o despertar de insuficientes horas de sono que o apito estridente de que o resto do mundo parecia ser adepto. Dava-se a pequenos luxos, brinquedos quase todos electrónicos, que lhe permitissem um maior bem-estar. Gostava de si, do seu umbigo e apesar da usual relutância em gastar os cobres que ganhava, com um trabalho de que normalmente gostava e o mantinha entretido várias horas por dia, não se importava de gastá-lo em pequenos mimos, talvez tentando suprimir a falta de aconchegos mais etéreos e emocionais. Telemóvel que nem é de gama muito alta, pensou, mas o som é porreiro. Quase que parecem os sons do acordar do fim-de-semana. Esgueirou-se agilmente de entre os lençóis e rapidamente completou a sua rotina matinal, o banho, a barba. Cantarolou qualquer coisa em frente ao espelho, com o seu jeito de rapazola, abanando tímida e descoordenadamente os ombros e o crânio, enquanto passava a máquina pela cara e pescoço. Deteve-se um segundo e pensou que ela mencionava amiúde a predilecção por barbas de uma ou duas semanas. Tomou cuidado na escolha da camisa, apesar de saber que ela nem repara nesses detalhes. O que ele nem sempre se recorda é que ela gosta dele de qualquer maneira, amarrotado ou roto, de fato e gravata ou descalço, de calções ou despido. Colocou uns borrifos de perfume, viria ela a presumir que para lhe agradar. Ela não tinha pensado nele naquele dia, não na possibilidade dum fugaz encontro, o que lhe causou estranheza quando reflectiu. Talvez se tenha habituado às ausências, sempre presentes.

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por Ventania às 01:12

Domingo, 15.11.09

reasons why

 


A música que toca quando te vejo

O modo como rimos juntos

Doer no peito cada dor tua, mesmo as que me magoam mais a mim

Sentir que conhecer-te foi das maiores dádivas que o Universo me podia ter dado

Rever o teu sorriso nos poemas do Eugénio

Guardar cada abraço como um tesouro

Colocar todos os males do mundo em “pause” quando a tua mão procura a minha

Partilhar aventuras contigo que mais ninguém partilharia

O código do meu cadeado ser a tua data de nascimento

Os lírios, tristes, de cada beijo

A ternura com que te ajeito o cabelo

Dar-te impulsos para voar em vez de te querer prender

Acordar a sorrir porque estavas a meu lado

Desde o dia em que te conheci, seres um “brilhozinho nos olhos”

Ter-te dito, com o mesmo espanto com que o assumi, quando descobri que a Paixão por ti havia marcado a minha existência

Passares a mão na minha anca e dizeres “assim deixas-me maluco”

Sonhar que o inimaginável é possível, contigo

Atirar-me dum avião contigo

Chorar à tua frente, chorar contigo e por ti

Despir-me à tua frente

Ser-te sempre honesta e verdadeira

Equacionar-te para pai dos meus filhos

O inegável carinho

Partilhar a minha escova de dentes contigo

Ter pedido que te dessem a ti a oportunidade que também te pedi

Ser acordada pelo teu desejo

Fazer um test-drive contigo

Ver filmes indianos contigo

Fazer Amor contigo

Falar contigo de tudo, como se fosse só comigo

Dar beijinhos nas tuas feridas para que sarem mais depressa

Massajar-te os pés

Ter escrito sobre ti num dos jornais mais lidos no país

Adorar o teu rabo, as tuas bochechas e as rugas nos cantos dos olhos

Pedir-te, de coração aberto, uma oportunidade de provar o quão felizes podemos ser juntos

Comermos gelados juntos em três continentes diferentes

Dedicar-te uma música na rádio

Fazer uma aposta no euromilhões por ti, e a chave ser premiada

Tu gostas de doces, eu sou doce e chamo-te docinho

Ter sido tomada por tua namorada ou esposa mais que algumas vezes

Gostarmos das mesmas coisas

Termos o mesmo sentido de humor

Apoiares-me em todas as aventuras tresloucadas, e vice-versa

Defender-te quando um amigo tem vontade de te partir a boca para me defender a mim

Terem-nos desejado "a happy married life"

Dares-me à boca a tua comida para eu provar

Ser a primeira pessoa a quem recorres quando precisas dum favor ou dum ombro

Vermos a Via Láctea e estrelas cadentes de mãos dadas, deitados nas dunas

Amar-te incondicionalmente até que o Sol deixe de nascer

 


 


 


Motivos para te esquecer, sei-os de cor. São mais que muitos. Repito-os todos os dias, sempre que o pensamento resvala para ti. Percorro na memória tudo o que me disseste, cada uma das palavras mais cruéis que se pode ouvir. E oiço a voz da razão, da lógica, de cada amigo que me ampara e aconselha. E sei que consigo, nunca duvidei. Não são as forças que me falham, não é a razão, nem a ausência de esperança, que essa vais destruindo até só faltar um último pedacinho.

Culpar-te, por insistires, por não me deixares morrer em paz na tua vida, por me procurares, depois de eu dizer não mil vezes. Culpar-te, por seres assim, surreal, ideal, perturbado, como eu gosto. Maldizer o dia em que ouvi o teu nome e cada um dos mil acasos que te trouxeram a mim. Não adianta e eu sei que não. Hoje, não. Por muito que o amor seja o sentimento mais forte do mundo, por muito que eu desse tudo, tudo, por ti. Não posso convencer-te que me amas. Nem quero.

 

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por Ventania às 20:13

Sábado, 14.11.09

sem título - Fernando Pessoa, 1933

Meu coração tardou. Meu coração


Talvez se houvesse amor nunca tardasse; 

Mas, visto que, se o houve, houve em vão,                                        
        

Tanto faz que o amor houvesse ou não.                                        
                                        
              

Tardou. Antes, de inútil, acabasse.



Meu coração postiço e contrafeito

Finge-se meu. Se o amor o houvesse tido,

Talvez, num rasgo natural de eleito, 

Seu próprio ser do nada houvesse feito, 

E a sua própria essência conseguido.



Mas não. Nunca nem eu nem coração

Fomos mais que um vestígio de passagem

Entre um anseio vão e um sonho vão.

Parceiros em prestidigitação, 

Caímos ambos pelo alçapão.

Foi esta a nossa vida e a nossa viagem. 

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por Ventania às 03:37

Quinta-feira, 12.11.09

...





Devias ser tudo o que não és.


Desejei-te de mil outras maneiras.


Rejeitei-te sem antes te ter considerado possível.


Agora decidi-te.


Não preciso de mais do que sou.


Serei o teu tudo.


Deves ser tu que me andas a consumir todas as lágrimas que se recusam sair.


Não sei se tudo acontece por um motivo.


Podes bem ser o meu motivo para aqui ter chegado.


Sozinha, mas de pé.


Agora, seremos amados.


Eu por ti e tu por mim.


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por Ventania às 17:25

Quarta-feira, 11.11.09

Z - António Maria Lisboa

As formas, as sombras, a luz que descobre a noite 


e um pequeno pássaro 



e depois longo tempo eu te perdi de vista 

meus braços são dois espaços enormes 

os meus olhos são duas garrafas de vento 



e depois eu te conheço de novo numa rua isolada 

minhas pernas são duas árvores floridas 

os meus dedos uma plantação de sargaços 



a tua figura era ao que me lembro da cor do jardim. 



in "Ossóptico e Outros Poemas"

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por Ventania às 22:38

Quarta-feira, 11.11.09

Last will and testament


Chego a uma altura na vida, e fazem-me as circunstâncias e condicionantes pensar em coisas destas. Já há tempos tinha escrito uma declaração de últimas vontades, em jeito de testamento. Não tenho ideias de bater a bota nos próximos, digamos, 50 anos (que tenho tanto mundo ainda por calcorrear, sabores e texturas por sentir, beijos por dar, livros por ler…). Mas começo a estar mais consciente de que tudo é efémero e que a vida dá muitas enormes voltas em poucos segundos. E como sou um niquinho de nada perfeccionista e controladora, achei por bem deixar as últimas ‘ordens’ bem explícitas e umas mensagens de “ponto final”, que as restantes vou tentando entregar em mão e na hora.


 




Não vou partilhar aqui, naturalmente, até porque se contam pelos dedos duma mão (e ainda sobram dedos) aqueles que me conhecem a mim, a pessoa que faz uns turnos de Princesa Canela, e este espaço. Mas saibam que odeio despedidas e prefiro escrevê-las quando tem de ser.




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por Ventania às 03:45

Terça-feira, 10.11.09

"Bleeding Love" - Jake Walden featuring Bonnie Somerville

 


 



 


 


Closed off from love 


I didn't need the pain 


Once or twice was enough 


And it was all in vain 


Time starts to pass 


Before you know it you're frozen





Ooooh... 





But something happened 


For the very first time with you 


My heart melted into the ground 


Found something true 


And everyone's looking 'round 


Thinking I'm going crazy 





Chorus:


But I don't care what they say 


I'm in love with you 


They try to pull me away 


But they don't know the truth 


My heart's crippled by the vein 


That I keep on closing 


You cut me open and I 





Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love 


I keep bleeding 


I keep, keep bleeding love 


Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love 


You cut me open 





Oooh, oooh... 





Trying hard not to hear 


But they talk so loud 


Their piercing sounds fill my ears 


Try to fill me with doubt 


Yet I know that their goal 


Is to keep me from falling 





Hey, yeah! 





But nothing's greater 


Than the rush that comes with your embrace 


And in this world of loneliness 


I see your face 


Yet everyone around me 


Thinks that I'm going crazy


Maybe, maybe





Chorus:


But I don't care what they say 


I'm in love with you 


They try to pull me away 


But they don't know the truth 


My heart's crippled by the vein 


That I keep on closing 


You cut me open and I 





Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love 


I keep bleeding 


I keep, keep bleeding love 


Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love 


You cut me open 





And it's draining all of me 


Oh they find it hard to believe 


I'll be wearing these scars 


For everyone to see 





I don't care what they say 


I'm in love with you 


They try to pull me away 


But they don't know the truth 


My heart's crippled by the vein 


That I keep on closing 


You cut me open and I 





Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love 


I keep bleeding 


I keep, keep bleeding love 


Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love 


You cut me open and I 





Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love 


I keep bleeding 


I keep, keep bleeding love 


Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love 


You cut me open and I 


Keep bleeding 


Keep, keep bleeding love


 

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por Ventania às 21:01

Segunda-feira, 09.11.09

loneliness

 

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por Ventania às 20:07

Domingo, 08.11.09

do shiuuuu

 

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por Ventania às 00:01

Sexta-feira, 06.11.09

You can shine!


"Eu sou capaz de tudo, se acreditar. Querem ver?"

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por Ventania às 17:38

Quinta-feira, 05.11.09

Good Enough - Evanescence

Porquê, perguntam-me vezes demais. Porque cedeste se sabias que ia acabar assim? Porque aceitaste ir? Porque te entregaste a instantes de luz intermitente se a escuridão dói mais assim?





"O que é que ele tem de especial que a faz querer tanto e aceitar receber tão pouco?"





Podia dissertar longamente sobre as razões, sobre o que ele significa, sobre o que eu sinto e sobre os muitos momentos que fizeram despertar os "pedaços desfiados de esperança". Culpa dele? Talvez. Who cares?





Disse-lhe uma vez que tinha muitas razões para dizer que não e só uma para dizer sim.





Quem eu sou define-se assim. Fiel ao que penso e, sobretudo, ao que sinto. E basta.


 


 



 


 


Under your spell again

I can't say no to you

Crave my heart and it's bleeding in your hand

I can't say no to you



Shouldn't let you torture me so sweetly

Now I can't let go of this dream

I can't breathe but I feel



Good enough

I feel good enough for you



Drink up sweet decadence

I can't say no to you

And I've completely lost myself and I don't mind

I can't say no to you



Shouldn't let you conquer me completely

Now I can't let go of this dream

Can't believe that I feel



Good enough

I feel good enough

It's been such a long time coming

But I feel good



And I'm still waiting for the rain to fall

Pour real life down on me

'Cause I can't hold on to anything



This good enough

Am I good enough

For you to love me too?



So take care what you ask of me

'Cause I can't say no


 

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por Ventania às 04:45

Quarta-feira, 04.11.09

Insónias

Não, não ando a ter. Aliás, é raro. Acontece quando estou muito cansada (ao ponto de não conseguir descansar decentemente), muito ansiosa, e... that's it. Nem sempre a razão é nítida e imediata, às vezes ando ansiosa sem saber bem porquê (tenho uns malvados duns instintos, ou sexto sentido, ou intuição feminina ou seja o que for, que vou ignorando, mas não devia). E vocês? Contem-me tudo. O que vos tira o sono? Café a mais? Preocupações, arrependimentos, pesos na consciência?


O que estavam a fazer esta madrugada às 02:34 ou às 05:53, por exemplo? A pensar em quem amam, a roncar ruidosamente, a caminho do trabalho? Eu estava a dormir, profundamente, de consciência em paz, talvez mesmo a sonhar.


E o que fazem para combater as insónias? Contar carneirinhos resulta? Tricot, puzzles, ler as páginas amarelas?


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por Ventania às 19:15

Segunda-feira, 02.11.09

2m44s

Era um embrulho pequeno, sem caber no bolso dum casaco. Rectangular, papel e laço branco. Para comemorar. Ou lamentar. Porque sim, havia algo deveras importante, mas nunca saberás, não por mim nos próximos 20 anos, pelo menos. Mandei o embrulho fora, perfeitinho, sequer o amachuquei antes. Directo para o contentor. Como devia fazer contigo.


 


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por Ventania às 20:44

Domingo, 01.11.09

Do espanto e do eu

Há pessoas que me fazem pasmar. De espanto, queixo caído, incrédula e sem reação. Porque são ridículas, porque são más, porque mentem, porque distorcem. Outras ocasiões, ou outras pessoas, me fazem pasmar pela coragem, pelo risco, a ousadia. Admiro-as secretamente. Tomara ter a confiança de dizer aquilo sem a voz tremer. Já pasmei com a generosidade, com a subtil percepção dum lamento quando se diz uma palavra, quando me abrem a alma perante os incrédulos olhos. E pela crueldade. Pelo incumprimento de promessas, de juras, pelos sonhos renegados.





Por estes dias, pasmo sobretudo comigo. Mais do que algumas vezes me disseram que sou uma caixinha de surpresas. "Q.b.", parafraseio. Quem acredita pouco no que tem por dizer limita ao mínimo as sílabas, di-lo tão "vagamente" quanto possível.





"O que queres de mim?" "Não sei. Algo entre o tudo e o nada." (Devia ter perguntado se os intervalos abertos ou fechados, ][ ou [].)


Adiante. 





Eu que tanto prezo a beleza do inesperado, a poesia da exclamação, encontrei em mim mesma surpresas de pasmar. As possibilidades são infinitas. Ir, até onde quiser, a galope ou a voar. Eu sou capaz de tudo, se acreditar. Querem ver?

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por Ventania às 21:45


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