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Ventania

In two days tomorrow will be yesterday.



Quinta-feira, 31.12.09

Vai-te embora ó melga!

 2009, baza meu, ninguém te curte!


a big hand of applause for the worst year ever!



 


2010, faz o favor de me lixar menos a vida do que o 2009... 

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por Ventania às 23:59

Quinta-feira, 31.12.09

goodnight & goodbye

 

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por Ventania às 19:11

Quinta-feira, 31.12.09

Eu sei...

"Não sei o que há em ti que se fecha e se abre sem parar. Mas alguma coisa em mim sabe que a voz dos teus olhos é mais profunda do que todas as rosas. Ninguém, nem mesmo a chuva, tem tão delicadas mãos."


PP





Eu sei o que é e vou agarrar-te essas mãos com todas as minhas forças. E vou espreitando de cada vez que te abres e é a tua alma que a minha alma vê, no fundo dos olhos, no eco da voz. E compreendo-te todo, e amo-te todo, confio-te todo. Talvez espere por ti só até ao momento em que me tentes alcançar e me encontres já perdida. Mas será sempre amor.



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por Ventania às 10:41

Quarta-feira, 30.12.09

uma qualquer 5ª feira - obviamente extemporânea

A Princesa vai falar de si própria na 3ª pessoa. A ver se se distancia o suficiente para racionalizar melhor.





A Princesa acordou cheia de calor, com vontade de procurar um ombro fresquinho ali ao lado. As pálpebras relutantes eventualmente despegaram-se. Só a almofada.





A boa notícia. Respirar fundo. Vontade de correr a contar. Calma, já dizes.





Nevoeiro em redor. A visão turva com o nevoeiro que fazemos. O calor dissipa o nevoeiro, mas calor demais também deturpa a imagem. Outra vez a importância da temperatura certa. A Princesa lembra-se de muitas coisas boas, mas essa talvez fosse a melhor qualidade do Princeso. O que pensará ele agora? No meio do nevoeiro, certamente. Deixá-lo...





Corpo dorido. O dia de ontem foi exaustivo, a cidade em zig-zag com responsabilidades e pesos às costas, com cordéis a roerem os dedos, mais pesos pendentes. Emoções várias, a rodopiar, os medos, as ansiedades, prazos, tic tac.


 


Relativização. A boa notícia pode ser afinal a pior. Esperar é tortura... Aproveitar a falha nas precisões alheias para arranjar coragem e espreitar. Tivesse a Princesa dois corações e estaria um a pular pela boca.

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por Ventania às 09:08

Segunda-feira, 28.12.09

Se viesses

Se viesses fazia-te um chá. Mostrava-te o quadro que quero pintar. Se viesses perfumava a casa toda com aroma de maçãs verdes e dava-te um abraço para te receber. Se viesses verias os meus olhos a brilhar, e sorrias a confirmar todas as certezas. Se viesses dava-te aquela romã, adoçada. Far-te-ia uma festa na cara e no cabelo. Se viesses eu ria muito e tu também. O tom de voz estaria mais elevado e agudo e o sol brilharia com mais força, até de noite. Se viesses mostrava-te a lua a reflectir no rio e as copas das árvores prateadas. Se viesses ficava contigo na varanda, a combater o teu frio. Dava-te a mão e o resto, pela alma fora.


Se viesses, eu ia gostar e tu quererias ficar.


Quando vieres, não vou deixar que te vás.


 




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por Ventania às 18:56

Sábado, 26.12.09

Paralelismos na nuvem n.º 9

 



 



Estou com problemas de expressão. Ora porque me faltam as palavras, ora porque sobram as tantas coisas que queria dizer-te. É que as palavras são pequenas, são poucas e indignas do que te quero dizer. Queria dizê-lo com olhares e sorrisos pendurados ao peito, queria que os lesses com avidez e te lambuzasses em cada sílaba. Nem todas doces, algumas mais amargas, como o tempero que nos traz de volta ao inverno, que te permite comparar as realidades que tens e os sonhos que podem ser teus, nossos.



A incerteza move-me, sabes que adoro aquela adrenalina da descoberta pela descoberta, a dúvida e as possibilidades exponenciais que me significam sonhos sem rédeas. Pesadelos e dores, também tenho encontrado. Mas não me queixo senão quando a escuridão não me permite ver mais além. E tu és a luz. Iluminas e arrepias, calor doce e pura ventania.


Queria dizer-te que sei. E que estou dentro de ti. Que quando te sentes a perder o fio condutor, sou eu. Que quando a lógica impera, também sou eu. E que quando sentes a minha falta, não sentes apenas a falta da companheira de aventuras. Queria que fosses tu a reconhecer a capacidade que tens de fazer alguém feliz. Queria que te entregasses ao sabor dessa maré que tens dentro, que pousasses esses remos obstinados. Os planos antigos que traçaste eram bonitos, eu sei. Aconteceu como não devia. Faz as pazes com o passado, com os erros e as razões. Começa de novo, planos novos, que nunca poderão ser iguais... mas serão planos onde cabes tu por inteiro, onde nenhuma dimensão tem de ser vergada. Onde possa caber todo um mundo além do teu.


Queria dizer-te que gostava que me desses flores. Que cometesses uma daquelas loucuras anunciadas, tão tuas. Que me convidasses para um passeio. Queria contar-te da vontade que tenho de te oferecer presentes de Natal todos os dias, de levar-te sumo de laranja à cama e de nunca mais ter saudades tuas.


Queria que pudesses apagar algumas palavras, que as quisesses retirar para sempre. Queria que pedisses desculpa.


Queria dizer-te para perderes esse medo. Queria ensinar-te a amar de novo, melhor. Queria mostrar-te o que me comove no nascer do sol e queria aprender todos os teus risos e olhares. Queria caminhar lado a lado contigo, de dedos entrançados nos teus.


Sei que te encontras nas minhas palavras, sei que a perturbação também chega a esse lado. Queria dizer-te para não resistires... Para arriscares. Para experimentares. Queria que, se no futuro houvesse lugar para arrependimentos, que os houvesse pelo momento em que valeu a pena e não pela ausência duma estória.


Queria dizer-te que há dias em que um beijo vale tudo. E que há beijos que me dão vontade de chorar.


 



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por Ventania às 14:48

Sexta-feira, 25.12.09

Natal no Palácio - frases soltas e incoerentes*

A mozzarela de búfala explodiu no frigorífico. O dentista mais fofinho (até hoje) diz para não abrir tanto a boca (e chama-me querida, faz festinhas e dá beijinhos, mais os sorrisos na moldura barbuda e os olhares intelectuais quando lhe respondo com palavreado científico). Mal sabe ele dos excessos da mente que nem chegam a sair boca fora, ninguém os quer ouvir. Trambolhão que me deixou com severas dificuldades em subir e descer escadas.


Pensamentos nas ausências do passado e do futuro. Quão frágeis somos, de corpo e de alma. Lá fora, a chuva. Vontade de fazer disparates que podem custar caro, mas a vontade está cá, a espicaçar, a provocar. Não tenho medo da chuva. Molha, mas nem tanto. Ah, mas ajuda a escorregar. Os disparates não eram necessariamente para fazer à chuva. Podia ser em frente da lareira. Ou no fim do mundo, ou na lua, desde que com ele.


A psicoterapeuta admite que concorda comigo, mas ainda insiste que devia ir à procura do que não quero encontrar. As fotos ficaram bem mais giras do que imaginei. Sem vontade dos doces natalícios, excepção feita a uma ou outra azevia de grão (com pouca canela). A avó do falecido faz umas azevias como eu gosto, inundadas de canela e limão. Afinal sempre tenho ainda transtornos com a separação.


Litradas de chá quentinho.





Mas o que fazia falta era um tubinho de Hirudoid. Ai...


 


*não se espera nada mais, e ainda nem toquei no moscatel.

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por Ventania às 15:30

Quinta-feira, 24.12.09

...

 


P.S.


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por Ventania às 15:00

Segunda-feira, 21.12.09

dreammore

 


Dá-se new year's resolution a quem a quiser apanhar.

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por Ventania às 22:35

Domingo, 20.12.09

who believes in mine?

 


 


Acredito, mesmo. E acredito em ti. Em tudo o que dizes, também no que desdizes. Olho para os teus olhos e tudo é possível. A minha força (bruta) feroz, a minha garra, são tuas, vão contigo para onde fores, a segurar-te as asas bem alto.


Sem onde nem quando, estou contigo.


 

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por Ventania às 23:37

Sexta-feira, 18.12.09

post do ano,

de mais um ano, o primeiro onde ele esteve presente todos os dias e todas as horas. Este post explica o inexplicável.

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por Ventania às 22:11

Sexta-feira, 18.12.09

Tenho saudades tuas.

Pronto, era só para saberes. 


 


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por Ventania às 21:46

Quinta-feira, 17.12.09

Odilon Redon

 

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por Ventania às 21:40

Quarta-feira, 16.12.09

Vinícius de Moraes




Soneto da Separação




De repente do riso fez-se o pranto

Silencioso e branco como a bruma

E das bocas unidas fez-se a espuma

E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento

Que dos olhos desfez a última chama

E da paixão fez-se o pressentimento

E do momento imóvel fez-se o drama.



De repente, não mais que de repente

Fez-se de triste o que se fez amante

E de sozinho o que se fez contente.



Fez-se do amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente.








 


Tomara

Que você volte depressa

Que você não se despeça

Nunca mais do meu carinho

E chore, se arrependa

E pense muito

Que é melhor se sofrer junto

Que viver feliz sozinho



Tomara 

Que a tristeza te convença

Que a saudade não compensa

E que a ausência não dá paz

E o verdadeiro amor de quem se ama

Tece a mesma antiga trama

Que não se desfaz



E a coisa mais divina

Que há no mundo

É viver cada segundo

Como nunca mais...





 





Eu não existo sem você



Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim

Que nada nesse mundo levará você de mim

Eu sei e você sabe que a distância não existe

Que todo grande amor

Só é bem grande se for triste

Por isso, meu amor

Não tenha medo de sofrer

Que todos os caminhos

Me encaminham pra você



Assim como o oceano

Só é belo com luar

Assim como a canção

Só tem razão se se cantar

Assim como uma nuvem

Só acontece se chover

Assim como o poeta

Só é grande se sofrer

Assim como viver

Sem ter amor não é viver

Não há você sem mim

Eu não existo sem você











Ausência 



Eu deixarei que morra em mim o desejo

de amar os teus olhos que são doces

Porque nada te poderei dar senão a mágoa

de me veres eternamente exausto

No entanto a tua presença é qualquer coisa

como a luz e a vida



E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto

e em minha voz a tua voz

Não te quero ter porque

em meu ser está tudo terminado.

Quero só que surjas em mim

como a fé nos desesperados.

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por Ventania às 17:45

Segunda-feira, 14.12.09

E quando um estranho te oferece avelãs, isso é?

 ... Pois, não sei o que é. Mas lá que adoro avelãs, adoro! Que boa pontaria! :)





Thank you!

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por Ventania às 21:47

Segunda-feira, 14.12.09

Nobody Knows - Pink

 



Nobody knows

Nobody knows but me

That I sometimes cry

If I could pretend that I'm asleep

When my tears start to fall

I peek out from behind these walls

I think nobody knows

Nobody knows no



Nobody likes

Nobody likes to lose their inner voice

The one I used to hear before my life

Made a choice

But I think nobody knows

No no

Nobody knows

No



Baby

Oh the secret's safe with me

There's nowhere else in the world that I could ever be

And baby don't it feel like I'm all alone

Who's gonna be there after the last angel has flown

And I've lost my way back home

I think nobody knows no

I said nobody knows

Nobody cares



It's win or lose not how you play the game

And the road to darkness has a way

Of always knowing my name

But I think nobody knows

No no

Nobody knows no no no no



Baby

Oh the secret's safe with me

There's nowhere else in the world that I could ever be

And baby don't it feel like I'm all alone

Who's gonna be there after the last angel has flown

And I've lost my way back home

And oh no no no no

Nobody knows

No no no no no no



Tomorrow I'll be there my friend

I'll wake up and start all over again

When everybody else is gone

No no no



Nobody knows

Nobody knows the rhythm of my heart

The way I do when I'm lying in the dark

And the world is asleep

I think nobody knows

Nobody knows

Nobody knows but me

Me 

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por Ventania às 02:03

Sábado, 12.12.09

Carta ao Pai Natal

ou será wishlist?





A princesa republicana e ateia até gosta do Natal, dos embrulhos, das caras dos special ones quando abrem prendinhas, das comidinhas gulosas e hiper-calóricas... E portou-se tããão irritantemente bem este ano que foi do piorio, que até acha que merece um miminho extra. Pai Natal (ou caríssimos desconhecidos que visitam este humilde palácio), toca a abrir cordões à bolsa e a meter umas cunhas para fazer a vontade à Princesa Canela!


 


 






Só de olhar para os índices fico em pulgas, mais ou menos como uma criança numa loja de brinquedos. "Quero esta, e esta, e esta!!!" Mas ao mesmo tempo uns desabafos menos alucinados e mais adultos "porra, mas porque é que eu sou pobre?!" e ainda "porra, não vou ter companhia para esta". Porra, Pai Natal, um prémio no Euromilhões e o parvalhão do um Prince Charming, não se arranja? Queroooooo*!!! A pontos de fazer birra (princesinha mimada, acostumada a conseguir sempre tudo o que quer).


 


* Para quem não percebeu, não são só os livros que estão na wishlist, são as próprias 'biages' também.

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por Ventania às 17:23

Quinta-feira, 10.12.09

Felicidade

Uma vez escrevi num postal de aniversário estas exactas palavras:





"A felicidade processa-se do interior (de ti próprio) para o exterior. Não depende de outra pessoa, nem de qualquer factor externo ao teu íntimo. Não é o que fazes, o que tens ou quem te acompanha que te definem, mas antes quem escolhes ser. Que encontres a sabedoria que te permita escolher ser, espontaneamente, Feliz. Não desejo que se concretizem todos os teus sonhos; o meu desejo egoísta é que sejas muito feliz."


 



 


Vá, toca a experimentar a fórmula mágica para a Felicidade. Se resultar, venham cá dizer.





P.S. O meu desejo egoísta mantém-se.

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por Ventania às 20:46

Domingo, 06.12.09

A Cidade é um Chão de Palavras Pisadas - Ary dos Santos

A cidade é um chão de palavras pisadas 

a palavra criança a palavra segredo. 

A cidade é um céu de palavras paradas 

a palavra distância e a palavra medo. 



A cidade é um saco um pulmão que respira 

pela palavra água pela palavra brisa 

A cidade é um poro um corpo que transpira 

pela palavra sangue pela palavra ira. 



A cidade tem praças de palavras abertas 

como estátuas mandadas apear. 

A cidade tem ruas de palavras desertas 

como jardins mandados arrancar. 



A palavra sarcasmo é uma rosa rubra. 

A palavra silêncio é uma rosa chá. 

Não há céu de palavras que a cidade não cubra 

não há rua de sons que a palavra não corra 

à procura da sombra de uma luz que não há. 


 

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por Ventania às 02:20

Sexta-feira, 04.12.09

PC & R

"Porque é que não gostas de alianças?"


"Porque não preciso dum anel para me lembrar de quem amo. E fazem-me lembrar anilhas, ou gado marcado."





"Não tens fotografias de ninguém, nem família nem amigos, nada?"


"Não, não preciso de ver as caras para me lembrar de quem gosto."





"Um poema numa moldura? Tu não és normal..."


"Obrigada. Mas preciso de me lembrar disto todos os dias..."








Qual será o poema, qual será? ;)

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por Ventania às 21:11

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