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Ventania

In two days tomorrow will be yesterday.



Domingo, 31.01.10

...

 


 


Estou cansada, sabes? Cansada de chorar com saudades de ti, cansada de esperar que me estendas a mão e o coração, cansada de não saber qual é o meu lugar, cansada de me convencer que não te perdi, a ti e a mim. Estou cansada de não ter vontade de nada, nem de vir, nem de ficar, de não saber para onde me posso virar e chorar mais um pouco sem ninguém ver. Estou doente de cansaço de não saber de ti, de não saber encher o buraco que deixaste na minha vida. Estou cansada de não dizer o que me apetece gritar. E o que me apetece gritar é que preciso de ti, é que nunca deixarei de te amar, é que a tua ausência me levou a vontade de viver. Não sei o que pensas ou sequer se pensas em mim. Não sei se encontraste alguém para colocar na bagagem ou apenas para ocupar o tempo ou se não encontraste ninguém. E também podia gritar que ninguém te vai amar como eu te amo, que nunca ninguém te soube amar como mereces e que mereces tudo mas não se faz o que me fazes. Não há um minuto em que consiga não pensar em ti, não há noite em que os sonhos de ti me dêem tréguas e não há maneira de encontrar saída daqui. Não quero culpar-te, não quero a tua atenção nem a tua condescendência. Mas continuo a querer-te a ti. Aqui, ao pé de mim. Não quero que o passado regresse, quero reescrever cada linha com a mesma tinta de verdade e ternura. Estou cansada de ter de dar as mesmas explicações às mesmas perguntas, de não conseguir reagir aos tantos esforços dos meus grandes amigos. Estou cansada de ter medo de nunca mais te ter. Estou cansada de sentir tanto assim.


 

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por Ventania às 20:52

Domingo, 31.01.10

And the nominees are...

A fashionable e muy talentosa Mau Feitio estendeu a carpete vermelha (como o Batom) e anda a organizar os Óscares da Blogosfera. E nomeou-me para duas categorias: Melhor Escritora num Blog e Revelação 2009! Uau! Estou perfeitamente embevecida.


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por Ventania às 10:44

Sábado, 30.01.10

a Verdade - everything hurts

Já aqui tenho falado na minha necessidade extrema de verdade. Mesmo sabendo que posso estar a magoar alguém, ou a mim própria, mesmo vendo nitidamente as vantagens de me deixar ficar calada, mesmo sabendo que dar opiniões quando ninguém as pediu pode ser um abuso que coloca pressões nas liberdades alheias. Ferve-me sob a pele tudo o que penso e tenho de expulsá-lo, na hora, nem consigo deixar para depois e dar espaço e tempo para as ideias assentarem, amadurecerem e quiçá mudarem. Porque esta obsessão com a verdade e a fidelidade tem consequências e faz estragos. Quando decido alguma coisa, nada, mas é que mesmo nada, me faz demover. Posso ter todas as provas reunidas à minha frente a dizer que aquela decisão não é a melhor, que vai dar n problemas, que é simplesmente má ideia. Mas sou tão obstinada e faço tanta questão de ser sempre, sem excepção, mulher duma palavra só, que ainda dando a mão à palmatória e admitindo que estou redondamente enganada, não volto atrás. Se digo que irei por aquele caminho, que ninguém duvide, irei. Se me comprometo a fazer uma coisa, venha o que vier, razões, argumentos e obstáculos, farei. Morta de vontade de ir, dizer e fazer, se usei a palavra nunca, nunca irei, nunca direi e nunca farei.

 

 

Sofro, deixo passar oportunidades, e deixo lágrimas a escorrer. Mas de alguma forma, consola-me saber que esta sentença de carácter faz de mim uma Mulher grande, Honesta e Pura. Ostento, com orgulho (que os pecados capitais são para os crentes), um coração límpido e transparente, onde cada falha é obviada. E falhas, tenho muitas. Mas qualidades tenho muitas mais.


 

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por Ventania às 21:48

Sexta-feira, 29.01.10

Exaustão é


  • adormecer antes de ter terminado de jantar

  • adormecer abraçada ao aquecedor

  • fechar os olhos entre duas estações de metro e ter uma epifania on the move

  • baixar os braços e continuar a bater nas paredes

  • deixar de lutar contra as manifestações emocionais mais deslocadas

  • escrever todo o tipo de baboseiras no blogue para fingir que não houve tempo de publicar as páginas e páginas de revoltas e angústias que atormentam cada vez mais

  • resignar os olhos ao inchaço que se tornou constante

  • entregar a saudade a uma fotografia que passou a andar sempre comigo

  • desviar o assunto 24h por dia, quando o assunto me assola 24h por dia


Lutar contra os sentimentos (puros e genuínos, já disse?) cansa com'ó caraças. Tentar esquecer o inesquecível e pôr para trás das costas o que de mais precioso se teve é uma traição; aceitar as impossibilidades e as curvas dum fado escrito por outrem causa-me overload a nível celular. Parece-me que ando a tentar forçar o planeta a girar no sentido contrário com o poder da mente. E a mente está por um fio. Estou verdadeiramente exausta de andar aqui.


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por Ventania às 00:58

Quarta-feira, 27.01.10

playing dead

Cabeça ausente, pensamentos deambulantes que esbarram sempre nas mesmas paredes, redondas, que delimitam este universo-bolha cheio de ausências. Merda.


 

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por Ventania às 23:08

Segunda-feira, 25.01.10

Ancorada

Ela ancorou. Ou naufragou. Não se sabe, mas sabe-se que já não navega livre, como as gaivotas que admira no cais. Ela nunca larga o leme, agarra-o com a sofreguidão de quem acredita que escreve o destino e traça a sua rota sem compasso.


A última coisa que lhe passa nos planos é tornar-se um destroço abandonado, mas sabe que não vai aparecer nenhuma equipa de buscas para a salvar. Ela quer salvar-se a ela própria, mas não consegue içar aquela âncora.


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por Ventania às 22:44

Domingo, 24.01.10

Gravity - Sarah Bareilles

 



I never wanted anything so much than to drown in your love and not feel your reign.



Set me free, leave me be. I don't want to fall another moment into your gravity.

Here I am and I stand so tall, just the way I'm supposed to be.


But you're on to me and all over me. 

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por Ventania às 16:23

Sábado, 23.01.10

My Immortal - Evanescence


 





I'm so tired of being here, suppressed by all my childish fears

And if you have to leave, I wish that you would just leave

Your presence still lingers here and it won't leave me alone



These wounds won't seem to heal, this pain is just too real

There's just too much that time cannot erase



When you cried, I'd wipe away all of your tears

When you'd scream, I'd fight away all of your fears

And I held your hand through all of these years

But you still have all of me



You used to captivate me by your resonating light

Now, I'm bound by the life you left behind

Your face it haunts my once pleasant dreams

Your voice it chased away all the sanity in me



These wounds won't seem to heal, this pain is just too real

There's just too much that time cannot erase



When you cried, I'd wipe away all of your tears

When you'd scream, I'd fight away all of your fears

And I held your hand through all of these years

But you still have all of me



I've tried so hard to tell myself that you're gone

But though you're still with me, I've been alone all along



When you cried, I'd wipe away all of your tears

When you'd scream, I'd fight away all of your fears

And I held your hand through all of these years

But you still have all of me, me, me


 



sad songs remind me of you


 




 

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por Ventania às 21:06

Sábado, 23.01.10

Apple Tree - Klimt

 

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por Ventania às 16:31

Quinta-feira, 21.01.10

A Pele

 


Nunca tinha sentido a pele a reivindicar tanto um toque, como um pólo dum íman debaixo dela, da pele, a chamar, a instigar o outro. Duas peles que têm apetite pela outra, que partilham temperaturas e o mesmo cheiro.


É muito mais do que a pele, porque é tudo o mais no seu expoente máximo. Mas é, sem dúvida, toda a pele. Toda a mordaz tentação a que o tacto não consegue resistir.


É a química, as feromonas que se encaixam tão na perfeição. É o fogo líquido que exige ser saciado.


É a textura de leite nos ombros e naquela curva que eu gosto, no pescoço. É um lóbulo da orelha mordiscado, e depois o outro, lambido. É a ponta do meu nariz a acariciar os mamilos, a subir até ao queixo, a aspirar com vagar e dedicação os aromas das maçãs do rosto ali ao lado.


 É a doçura que derreto e faço pingar em cada gesto e o picante dos sentidos atiçados.


É a pouca vergonha com que me toca. É o umbigo perfeito a beijar o meu num namoro provocante. É a ousadia do joelho que me arrepia as coxas.


É a força nos braços que me guiam e os lábios sempre tímidos a revelar segredos monossilábicos. É a masculinidade imponente, a rebentar de vigor. São os dentes esfomeados nos meus seios e os dedos curiosos nas minhas costas. É a língua, deliciosa e exploradora. São os dedos, enterrados na posse dos corpos.


É o arrepio do abraço pela cintura e a audácia do ritmo inconstante.


Dois desejos entrelaçados, num festim de sexos húmidos e de carnes palpitantes.


É o sal de lágrimas e suor.


É o momento em que o tempo pára para contemplar o prazer.


É a expressão dos olhos fechados, límpidos, inegáveis. É a posição em que dorme cansado e a vontade de tornar a cansá-lo.


 


 


 



 


 

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por Ventania às 13:13

Quarta-feira, 20.01.10

um sonho recorrente

Sim, continuo a sonhar acordada com uma cena digna de filme, vista de bem perto, mas ao lado.


Ela chega a casa mais tarde do que o costume, desejosa de um duche e do conforto do sofá. Está alguém de pé, junto à porta, de costas. Ela sobe os degraus com a chave na mão e prepara-se para evitar contacto visual com o suposto vizinho ou visita de vizinho. Ao aproximar-se, reconhece a posição, as pernas, o casaco. O coração tenta saltar pela boca no momento em que esta ia começar a balbuciar um “boa noite” tímido e incógnito. Não chega a dizer nada. Ele vira-se e os olhos dele encolhem, de surpresa, alívio e terror. “Pensava que não me querias abrir a porta. Boas noites.” “O que estás aqui a fazer?” – responde ela com o tom mais seco que consegue e a chave ainda imóvel a meio caminho da fechadura. E são as últimas palavras que trocam naquela noite.


 


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por Ventania às 23:01

Quarta-feira, 20.01.10

o pedido de desculpas

Já pensei um milhão de vezes em pedir desculpa. Mas não peço. Não posso pedir só porque lhe sinto a falta e lamento as consequências. Pedir desculpas de quê? Se não fiz nada que não fosse exactamente o correcto, aquilo em que acredito e se assumi sempre todas as minhas opções e opiniões. Não peço desculpas por ser quem sou, pensar e sentir como penso e sinto. Orgulhosa? Sim. E sobretudo segura de estar certa, pura e em paz com a consciência.


Ele tem muitos motivos para me pedir desculpas a mim. E eu fui sempre desculpando, sem os pedidos. E continuo a magicar desculpas para negar que uma pessoa que tanto idealizei pode ter falhas daquela dimensão.


Já pensei um milhão de vezes. Como um meio para atingir um fim. Mas teria de passar por cima dos meus princípios. E ele pode até merecer quase tudo, pode até ser tão especial que eu (ainda) ache que valha a pena os sofrimentos, as mágoas e as lágrimas. Mas nada, nem mesmo o grande amor da minha vida, vale mais que os meus princípios.


 


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por Ventania às 22:26

Terça-feira, 19.01.10

perguntas que ficam sem resposta

Diz-me, sou o teu segredo? Falas em mim ou guardas todas as memórias num sítio escondido, só teu? Vais lembrar-te de mim amanhã? Quando dormes sozinho recordas as nossas noites?


Se falas de mim o que dizes? Contas as palavras que te digo e te escrevo, contas os olhares, tens como explicar ou descreves apenas a versão narrativa sem sal? Pensas em mim quando estás longe ou limitas-te a evitar-me quando estás ao virar da esquina?


Fui alguma vez alguém com quem quiseste ser “algo mais que amigo”? O que te cruzou o pensamento em cada um dos momentos, o que te fez mudar de ideias de cada uma das mil vezes?


Que verdades aceitaste e em que mentiras embarcaste?


Sentes a minha falta como eu sinto a tua? A minha ausência dói-te, ao menos um bocadinho?


Sabes o quanto eu gosto de ti? Sabes o que é gostar assim? Quem te abraça quando te calas e deixas falar o fantasma que carregas no peito?


Quanto tempo mais vais demorar?



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por Ventania às 22:22

Terça-feira, 19.01.10

every smile, a sad smile

  

Também eu já não me lembro da última vez que sorri assim, com a alma toda, com o mundo inteiro nas palmas das mãos. Também eu não me lembro da última vez que viver foi tão difícil.


just because you're gone...

 

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por Ventania às 21:18

Segunda-feira, 18.01.10

flashback - uma coisa boa

2009 foi dos piores anos que sempre para mim, pelo menos nesta encarnação. Mas nem tudo foi mau, claro. Para tentar compensar os desaires, o universo arranjou maneira de me brindar com duas vibrações muito zen. Durante uns meses, duas vezes por semana, formava-se um trio muito especial, identificado pelo sonoro gargalhar tantas vezes inoportuno. Fiz duas amigas. Dois doces, muito especiais. Algo me diz que as nossas aventuras triangulares ainda só agora estão no prelúdio.

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por Ventania às 03:57

Domingo, 17.01.10

A areia

Areia. Leve, mutável, instável. Dourada, mágica, onde voámos por cima das estrelas.


As histórias são feitas de pequenos grãos, que podem unir-se e pausar, ou podem voar para qualquer direcção. Podem ir, ou ficar. Cada grão um breve instante, com várias faces. Cada grão um mundo.


Nós dois, um deserto. Tantos, tantos grãos, tantos momentos, tantas emoções. Vão para onde o vento os soprar.


 



 


O nosso nome tatuado na areia vai permanecer, no matter what. 


 


 

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por Ventania às 20:03

Domingo, 17.01.10

canela


 


The real thing. Not cassia. E quem se contenta com uma imitação quando se deseja o original, quem almeja um simulacro se a emoção só é verdadeira quando os momentos são reais?





Se ainda sonho com O desejo? Sempre. Como não?

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por Ventania às 09:45

Domingo, 17.01.10

Hoje

 teria sido um bom dia para as "cartas da Maya" acertarem em cheio.


 


SAÚDE: A conjuntura ilumina o seu dia. 

AMOR: Será finalmente presenteado com gestos de amor, por quem esperou tanto tempo que se manifestasse.

DINHEIRO: Novas propostas profissionais surgirão na sua vida, como uma lufada de ar fresco.

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por Ventania às 06:42

Sábado, 16.01.10

A minha porta

Se abriria a porta?


Abrir uma porta não significa apenas deixar alguém entrar. Significa que se está pronto para sair e explorar sítios novos, lá fora e cá dentro. Dentro de mim. A ti deixava-te entrar, como deixei sempre, tu entraste mal viste uma brecha, sem perguntar se podias. E eu não te expulsei. Achei até que entraste com tanta avidez que querias mesmo cá estar, e ficar. Entraste de rompante, impuseste a tua voz no meio dos meus sonhos e agarraste-me pela cintura. Deste-me a mão, levaste-me portas fora e portas dentro com rodopios, com esses sorrisos que me desfazem por dentro, com carinho e cumplicidade, possuíste-me, com força, com o que se parecia com mais do que paixão movida a desejo. E um dia saíste sem te despedires, deixaste a porta aberta e eu fiquei, parada, a ver-te longe, agarrada ao espanto do vazio e à solidão da dor. Chegaste a voltar, envergonhado e a medo, quase que a pedir desculpa por não teres resolvido as dúvidas que persistem como ferrugem num prego velho. E com mais amor que medo te voltei a abrir a porta. Agora, que não sei de ti, não sei o que pensar ou onde deixei o coração, decidi manter a porta aberta. Porque tenho todos os motivos para a trancar e vedar a pessoas como tu. Mas repara, está vedada aos outros. A minha porta convida-me a sair, mas eu não vou longe. Não quero ir sem ti. Se soubesse como encontrar-te ia até ao fim do mundo buscar-te, salvar-te. Quando quiseres ser salvo, a minha porta está aberta para ti. E só a fecho quando vieres com mais do que a paixão movida a desejo.


 


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por Ventania às 10:50

Sexta-feira, 15.01.10

erros e erros

Hoje pensei nos erros que me dizem que cometi. Há erros que não o podem ser, fizeram-me feliz. Faria tudo de novo e repetia se pudesse.


E também há erros que o são, e que ainda assim repeti. Hoje, faz sentido recuperar isto.

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por Ventania às 04:11

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