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Ventania

In two days tomorrow will be yesterday.



Quarta-feira, 31.03.10

escrevem por mim V

Ausências - Diana Nogueira

 

E tudo que eu andava

a fazer e a ser

eu não queria que ele

visse nem soubesse,

mas depois de pensar isso

deu-me um desgosto

porque fui percebendo (...)

que talvez eu não quisesse

que ele soubesse que

eu era eu,

e eu era.

 

Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correcto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas as tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso. A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.


"Penso, com mágoa, que o relacionamento da gente sempre foi um tanto unilateral, sei lá, não quero ser injusto nem nada - apenas me ferem muito esses teus silêncios."

 

"Seria tão bom se nos pudéssemos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções."

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por Ventania às 23:04

Quarta-feira, 31.03.10

on the beauty of erasers

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por Ventania às 00:12

Domingo, 28.03.10

a luta continua?

“A luta nunca foi fácil, quem luta nem sempre ganha, mas quem não luta perde sempre!”

 

 

Pois, acontece que enquanto amar terei forças...

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por Ventania às 21:08

Sexta-feira, 26.03.10

...

i miss you so much!...

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por Ventania às 05:25

Quarta-feira, 24.03.10

...

antes/before

 

depois/after

 

agora/now

 

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por Ventania às 22:02

Terça-feira, 23.03.10

...

Podia ligar-te, para te ouvir a voz. Podia ficar escondida perto das escadas para te ver passar. Podia enviar-te como se por acidente um e-mail ou sms. Podia esbarrar em ti em tantas ocasiões. Podia inventar mil artimanhas para te fazer preocupar comigo, para te obrigar a pensar em mim. Podia dedicar-te músicas na rádio que ouves, podia colocar fotografias nossas em placards. Podia insinuar-me, podia tentar-te, podia pedir-te ajuda. Podia deixar-te recados por toda a parte, aqui, ali... Podia devolver-te um postal rasgado num envelope sem remetente, podia nesse envelope escrever o que quisesse. Podia perguntar por ti aos teus amigos. Podia espantar-te. Podia fazer-te chegar as novidades de mim, as decisões que tomei. Podia fazer passar um avião por cima da tua casa a implorar a tua atenção e o teu amor. Podia fazer-te sentir culpado. Podia suscitar a tua pena ou o remorso. Podia não evitar cruzar-me contigo, podia expôr-me para que soubesses sempre onde encontrar-me, podia estar acessível como sempre tinha estado. Podia muito mais. Poder, podia. Seria fácil, corriqueiro até. Mas não procuro saídas fáceis, não quero a tua atenção se não for genuína nem sentimentos de substituição aos que mereço. Recuso, como recusei os beijos falsos, lembras-te? Não quero nada de ti, se não for de verdade. Nem os pedidos de desculpas. Nem os pontos finais.

 

 

 

 

 



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por Ventania às 21:30

Domingo, 21.03.10

dream the muchness back into my bones

I may have lost a great deal of my muchness inside someone's heart, but it's my dream and I make the path.

 

 

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por Ventania às 23:23

Domingo, 21.03.10

escrevem por mim IV

ESPERAR UMA VIDA INTEIRA - CARLOS MGL TEIXEIRA


Tenho noites em que a acidez oblíqua da chuva, não fende apenas as árvores ou os insuspeitos nevoeiros da rua. Rasga a natureza comum dos dias que se vão somando, e expõe a dúvida. Olho da janela ao alto, deixando o corpo descair no canto do quarto. E vejo todos os milénios de um mesmo dilúvio extrair de uma matriz que ignoro, essas dúvidas vermelhas. Há noites assim, de dúvida escarlate. E observo a luz dourada de um qualquer candeeiro na rua, lembrar-me subitamente de como eram dourados os cabelos dela, quando a luz se lança do vidro fosco para a tela breve da noite. Dourados os cabelos, escarlate o sangue que verte da dúvida, cinzas as nuances cristalinas do nevoeiro. Há noites assim, em que se espera uma vida inteira.

 

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por Ventania às 00:01

Sábado, 20.03.10

Caravaggio

 

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por Ventania às 02:05

Quinta-feira, 18.03.10

...

Sei que digo coisas esquisitas quando ninguém está à espera. Quando o tom de voz se veste de veludo e navega ondulante ao sabor dos pensamentos. É distracção. Normalmente fico sem resposta para além de monossílabos surpresos. Já não sei endereçar as palavras, o único endereço que lhes dava desapareceu. Se calhar estou a perder a noção da realidade. Estarei a enlouquecer para lá dos limites a que o corpo já se tinha habituado. Tenho de me deixar de tiradas literárias em voz alta e deixar de fazer figuras tristes.

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por Ventania às 21:13

Terça-feira, 16.03.10

cabeça erguida

Dantes caminhava de cabeça baixa, olhos arrastando-se no chão ao ritmo de passos tímidos, mesmo se apressados numa fugida da minha sombra. Olhos que se diziam felizes, mas só sabiam reflectir as pedras da calçada, perscrutando cada centímetro quadrado de chão, em busca talvez dum tesouro, certamente assinalado com um grande X vermelho que a todos os outros teria passado despercebido. Caminhava ao som da banda sonora do meu filme, onde magistralmente desempenhava o papel principal. Tudo era como devia ser, cada capítulo com um final apropriado, a fazer jus aos ingredientes habilmente misturados. Podia ser um filme mudo, sem legendas, pois que tudo seguia o curso normal e previsível de qualquer vida mundana, o que não é dizer desinteressante. Mas era uma vida de filme, ficcionada. Nada de novo no horizonte, os figurantes não abriam asas para levantar vôo nem falavam com paredes. Tudo normal. Tudo tão normal que comecei a suspeitar que não era real. Mas continuei a andar de cabeça baixa, fitando o chão. Até que o chão deixou de estar lá e caí. Esfolei o orgulho e amarrotei todos os planos. Quando estava caída, a recuperar o fôlego, calquei as mãos com força contra o chão. Era areia, infiltrando-se em cada ferida. Pouco havia de sólido naquele chão que me faltou, exclamei como quem descobre a pólvora que ali não se susteria nenhum alicerce e levantei-me. Sozinha, com joelhos tremeliques e quase arrepiada de insegurança. Agarrei em mim e levantei-me, sacudi os restos de areia da alma e meio ofuscada olhei para cima. Ousei olhar para o Sol mais brilhante que qualquer projector no meu filme, ousei sujar-me por entre profanações alheias e derrubei com um empurrão apenas todos os cenários do conto desencantado. Levantei o queixo e caminhei. Sem saber por onde ir, mas sempre sem olhar para trás.

Desde então, ando sempre de cabeça erguida, desafiante até. Com faíscas no olhar, de tanto sonhar alto, alto... Agora olho toda a gente nos olhos e estou desperta. O quotidiano deixou de ser expectável e normal para dar lugar a tiradas de surrealismo. Há nuvens com formato de cowboys e de quando em vez chove rãs. O chão perdeu o interesse, porque as estrelas brilham mesmo de dia, o sol aquece-me os ombros e os loucos fazem-me rir. Hoje dói mais do que antigamente, mas é real. Acordei duma letargia em que cada palavra era de algodão-doce-de-faz-de-conta para a intensidade de palavras como agulhas quentes espetadas na carne. Já não me abrigo da realidade, antes a acolho de braços abertos e cabelos ao vento e esperanças ao alto e probabilidades irracionais. A cabeça, sempre erguida, para dar beijos na boca de olhos nos olhos.

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por Ventania às 19:34

Segunda-feira, 15.03.10

Todas as manhãs

Nua, em frente ao espelho da casa de banho, revejo o meu corpo. Percebo que falta algo que não identifico de imediato. É mais do que a habitual falta de correspondência com a imagem que tenho de mim própria. Falta algo em todo o corpo, no conjunto, como uma embalagem, como se ao litro de leite faltasse o tetrapack. Falta algo que contém, mas mais, falta algo que dá forma e que confere todo um sentido. Como se este corpo tivesse sido engenhado para corresponder a uma origem, ou a um fim.

A água a correr, o cheiro familiar e herbal de espumas doces e terapêuticas.

Percebo, ainda de olhos fixos na imagem reflectida, que vejo mais do que o que realmente o espelho devolve. Vejo-te a ti por trás de mim, cabeça entretida em beijos no meu pescoço, o teu peito contra as minhas costas, os teus braços a cobrirem-me peito e barriga, os meus braços a cobrirem os teus, os meus dedos a dizerem aos teus que sim, que os quero para sempre colados a mim. É isso que falta. Faltas-me tu, no lugar onde pertences, junto a mim.

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por Ventania às 22:40

Domingo, 14.03.10

No dia em que eu morrer

No dia em que eu morrer tu vais saber. Vais sentir um aperto no coração e acordar mais cedo do que o costume. Gosto de começar cedo, de olhar os primeiros raios de Sol e pôr-me a caminho em silêncio. Mas possa ter a oportunidade, vou despedir-me de ti. Vou dar-te o último dos beijos, com o mesmo amor eterno e saudade. Desculpa acordar-te, será talvez uma pequena vingança por todas as vezes que me acordaste a mim. Nesse dia não vou precisar de fazer as malas, não é permitida bagagem. Mas devo preparar a mochila, em todo o caso. Um agasalho, os óculos de sol, a lanterna, que a escuridão não me encanta tanto quanto a Luz. Um lápis e um bloco, sempre, para gravar as conversas interiores. Não te direi nada, cumprirei com a minha promessa. Mas saberás. Pede que te entreguem o que tenha escrito para ti. Adivinhando-me, será um envelope branco, grosso, pesado, cheio de palavras eternas, todas tuas conhecidas – já sabes que não deixo nada por dizer. Nesse dia vou viajar sozinha, para o último e mais exótico dos destinos, o Fim. Cuida que me cumprem as vontades, só confio em ti para as compreenderes. Não que importe muito. Mas eu tenho sempre de ter a última palavra.

 


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por Ventania às 23:59

Domingo, 14.03.10

Love of my life - Queen

 

Love of my life, you hurt me, 
You've broken my heart, and now you leave me. 

Love of my life can't you see, 
Bring it back bring it back, 
Don't take it away from me, 
Because you don't know what it means to me. 

Love of my life don't leave me, 
You've stolen my love now desert me, 


Love of my life can't you see, 
Bring it back bring it back, 
Don't take it away from me, 
Because you don't know what it means to me. 

You will remember when this is blown over, 
And everythings all by the way, 
When I grow older, 
I will be there at your side, 
To remind you how I still love you 

I still love you. 

Hurry back, hurry back, 
Don't take it away from me, 
Because you don't know what it means to me. 

Love of my life, 
Love of my life.

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por Ventania às 21:46

Domingo, 14.03.10

para lavar os olhos

 

(refresh away!)

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por Ventania às 04:27

Domingo, 14.03.10

Crazy - Ray Lamontagne

Original de Gnarls Barkley. Para lembrar que há mais gente crazy. We are not alone, babe.

I remember when, I remember, I remember when I lost my mind 
There was something so pleasant about that place 
Even your emotions had an echo 
And so much space 

And when you're out there 
Without care, 
Yeah, I was out of touch 
But it wasn't because I didn't know enough 
I just knew too much 

Does that make me crazy?
Does that make me crazy?
Does that make me crazy?
Probably

And I hope that you are having the time of your life 
But think twice, that's my only advice 


Come on now, who do you, who do you, who do you think you are, 
Ha ha ha bless your soul 
You really think you're in control 

Well, I think you're crazy 
I think you're crazy 
I think you're crazy 
Just like me 

My heroes had the heart to lose their lives out on the limb 
And all I remember is thinking, I want to be like them 
Ever since I was little, ever since I was little it looked like fun 
And it's no coincidence I've come 
And I can die when I'm done 

Maybe I'm crazy 
Maybe you're crazy 
Maybe we're crazy 
Probably

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por Ventania às 04:12

Sábado, 13.03.10

mean what you say

or say nothing at all. and when you change your mind, say it loud and clear.

 

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por Ventania às 21:42

Quinta-feira, 11.03.10

Nunca

São quase três meses sem ti. São quase dois anos contigo, com a certeza de que tu existes. Desde o primeiro fortuito encontro numa teia qualquer, as primeiras farejadelas disseram-nos que havia ali alguém interessante, com quem se pode conversar a um ritmo intelectual e emocional que poucos apanham, ou apreendem. Deve ter sido bom, repetimo-lo amiúde. Daí até aos almoços e programas improváveis foram dois passos, distâncias à parte. As distâncias para nós têm outro significado, não pesam, não afastam. Não arrastam nada no tempo, porque o tempo se molda a cada quilómetro ao ritmo a que o impusermos. Pode girar o mundo na palma das mãos mil vezes, não há ninguém igual. Nada foi comum nesta estória, na nossa estória, que já vai passando à história. Nem o começo, nem o meio, nem os interregnos, muito menos os recomeços. Sobressaltos e solavancos, nenhum dia terminava da mesma forma que começava. Repara que não falo em fim. Porque a qualquer momento espero um novo solavanco que vire tudo do avesso. Nada é definitivo, o nunca e o sempre são demasiado tempo. Tu disseste nunca, eu disse nunca. Mas tudo pode sempre mudar. Personagens que entram e saem, alguns, que devem estranhar estes estranhos universos onde as regras parecem não se aplicar. O tempo vai passando ao contrário e o espaço encolhe em vez de expandir. Pequenino, este casulo de mim onde não chega só a memória de ti. Os acasos, provocadores, ironias talvez.

Não me peças para esquecer-te.

Nunca deixarás de fazer parte de mim. Nunca.

 

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por Ventania às 21:29

Terça-feira, 09.03.10

falling

A vida que sonhei está-me vedada. Os sonhos mudam, dir-me-ão. Verdade. Cumpri sonhos, alguns, para a seguir rejeitá-los com convicção. Mas cumpri. Este sonho maior que o sentimento está riscado sem ter tido a oportunidade de se fazer valer. Talvez tenha sonhado muito alto. Caí. Ainda caio, a ver o chão lá longe. Acordem-me quando chegar aí abaixo.

 

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por Ventania às 15:32

Segunda-feira, 08.03.10

Escrevem por mim III

A miúda* escreve por mim tantas, tantas vezes. Posso subscrever quase integralmente cada uma das suas clandestinidades. Uma das mais recentes, breve, que diz tanto.

 

 

 

- Quando sabes que amas o suficiente?

- Não sabes. Apenas sabes que se tiver de ser abrirás mão do teu amor e deixá-lo-ás partir livre se isso lhe trouxer a felicidade, independentemente do quanto te custe.

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por Ventania às 23:17

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