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Ventania

In two days tomorrow will be yesterday.



Quinta-feira, 29.04.10

...

Eu bem disse que a Primavera sempre me traz exclamações. Apanhou-me desprevenida. E fiz o que faço sempre nessas situações, enrolo-me nas surpresas e vou, descalça, aonde o vento me levar, de cabelos rebeldes a tornarem-me criança outra vez. A descobrir que nem todos os erros deixam crateras no peito e aridez na alma. A descobrir que há mais pessoas que me fazem sorrir estupidamente e que nem todas descuram os seus (ou os meus?) princípios. A descobrir-me a mim e às marcas que ficarão, por muito que as tente arrancar. A descobrir que, às vezes, basta um momento para a vida se virar do avesso, ou uma palavra para fazer despertar um calorzinho no amor próprio. E que as armaduras de ferro magoam quem as veste e quem lhes toca.

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por Ventania às 22:37

Quinta-feira, 29.04.10

So...

Do you miss me yet?

 

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por Ventania às 22:32

Quinta-feira, 29.04.10

...

Se eu quisesse um porto seguro, tê-lo-ia no teu peito. A tentação é grande, a cautela é maior.

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por Ventania às 19:52

Quarta-feira, 28.04.10

...

Aos ingredientes, faltava talvez a pitada de drama. Fizeste-me chorar, sem saberes. Ingredientes completos. Agora, alguém trouxe a receita?

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por Ventania às 18:52

Terça-feira, 27.04.10

(era para se chamar volatilidades e cromossomas, mas fica em branco)

Eu - Lembras-te do C.?

Amiga - Esse estúpido! Era um bocado parvo, não era? Que idiota! Grande pancada, esse cretino! Não perdeste nada...

Eu - Fizémos as pazes.

Amiga - [silêncio]

Eu - [...]

Amiga - Quando se encontram outra vez? Devias ir ter com ele.

 

 

Eu - Lembras-te do C.?

Amigo - Sim. O que se passou?

Eu - Fizémos as pazes.

Amigo - Boa, fico feliz!

Eu - :)

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por Ventania às 23:30

Terça-feira, 27.04.10

O desconcerto

Contra tudo, contra todos, nem lei nem matemática. Lá me colocaste numa posição inédita. Os sinais a revelarem-se, três. Admiro essa resistência confiante. Tu, de peito aberto; eu, armada até aos dentes. E nunca me deixaste cair o sorriso.

 

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por Ventania às 22:32

Terça-feira, 27.04.10

Aos mortos!

Às vezes, as melhores decisões duma vida são tomadas por outrem. :)

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por Ventania às 14:47

Segunda-feira, 26.04.10

???

Durante muito tempo, fiz muitas perguntas. A resposta era só uma. Tornei a fazer muitas, ainda mais, perguntas. A resposta não era a que eu queria. Às tantas comecei a dar sempre a única resposta que conhecia, sem sequer fazer as perguntas.

Felizmente, há respostas novas a perguntas ainda por fazer.

(Huh?)

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por Ventania às 22:03

Segunda-feira, 26.04.10

A melhor coisa que me disseste

foi quando procuravas a minha mão com a tua.

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por Ventania às 01:24

Domingo, 25.04.10

...

I told you I'd make another mistake. Just not the 'right' one...

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por Ventania às 11:12

Domingo, 25.04.10

...

Viver tornou-se deambular num minúsculo casulo, em hipóxia. Fazes-me falta como o vento de que me alimento.

Sabes porque sempre te ajeitava o cabelo que teimava em cair-te para a testa?

...

Sabes porque gostava de ter os meus dedos entrelaçados nos teus, sem apertar?

Ou porque fechava toda a minha mão sobre o teu indicador?

...

 

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por Ventania às 04:03

Sábado, 24.04.10

Navegar, navegar & Foi por ela - Fausto

 

 

 

Navegar navegar 
Mas ó minha cana verde 
Mergulhar no teu corpo 
Entre quatro paredes 
Dar-te um beijo e ficar 
Ir ao fundo e voltar 
Ó minha cana verde 
Navegar navegar


Quem conquista sempre rouba 
Quem cobiça nunca dá 
Quem oprime tiraniza 
Naufraga mil vezes 
Bonita eu sei lá

Já vou de grilhões nos pés 
Já vou de algemas nas mãos 
De colares ao pescoço 
Perdido e achado 
Vendido em leilão 
Eu já fui a mercadoria 
Lá na praça do Mocá 
Quase às avé-marias 
Nos abismos do mar


navegar navegar...


Já é tempo de partir 
Adeus morenas de Goa 
Já é tempo de voltar 
Tenho saudades tuas 
Meu amor 
De Lisboa 
Antes que chegue a noite 
Que vem do cabo do mundo 
Tirar vidas à sorte 
Do fraco e do forte 
Do cimo e do fundo 
Trago um jeito bailarino 
Que apesar de tudo baila 
No meu olhar peregrino 
Nos abismos do mar

 


Foi por ela que amanhã me vou embora 
ontem mesmo hoje e sempre ainda agora 
sempre o mesmo em frente ao mar também me cansa 
diz Madrid, Paris, Bruxelas quem me alcança 
em Lisboa fica o Tejo a ver navios 
dos rossios de guitarras à janela 
foi por ela que eu já danço a valsa em pontas 
que eu passei das minhas contas foi por ela

Foi por ela que eu me enfeito de agasalhos 
em vez daquela manga curta colorida 
se vais sair minha nação dos cabeçalhos 
ainda a tiritar de frio acometida 
mas o calor que era dantes também farta 
e esvai-se o tropical sentido na lapela 
foi por ela que eu vesti fato e gravata 
que o sol até nem me faz falta foi por ela

Foi por ela que eu passo coisas graves 
e passei passando as passas dos Algarves 
com tanto santo milagreiro todo o ano 
foi por milagre que eu até nasci profano 
e venho assim como um tritão subindo os rios 
que dão forma como um Deus ao rosto dela 
foi por ela que eu deixei de ser quem era 
sem saber o que me espera foi por ela

 

 

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por Ventania às 20:49

Sábado, 24.04.10

...

O Bagaço Amarelo às vezes saca da inspiração e brinda-nos com pérolas destas:

 

"Não faz mal, pensa ela enquanto enquanto encosta a cabeça ao vidro da janela. Do outro lado da rua passa um homem abraçado a uma mulher e isso fá-la sentir-se ainda mais só. E a merda da solidão que anda ali por casa não faz nada: não lava a louça, não passa a roupa a ferro, não aspira e nem sequer faz a cama. Não faz mal, é só um vidro transparente que a separa do mundo lá fora, esse mundo onde as pessoas se abraçam, trocam beijos e palavras doces. É só um vidro, pensa.Não faz mal. Já os vidros a separaram da felicidade muitas vezes na vida. Era o da montra da lojas de animais quando era criança que não a deixava fazer festas aos gatos; nessa altura, era também o vidro da máquina automática de chocolates na estação. Depois foi o vidro da janela dum autocarro cansado que, durante anos e anos, a levou todos os dias de casa para o trabalho e do trabalho para casa no que parecia ser um monótono vaivém até à morte. Mas não foi, acabou por fugir com o que lhe restava da vida para novas formas de sobrevivência: Limpou os vidros do balcão de um café, depois das janelas da casa dum homem a quem tratava por doutor, depois já nem se lembra... talvez por se ter apaixonado.Aprendeu com o tempo que os vidros são uma forma cruel e transparente de impedir o contacto entre as pessoas e comprovou-o depois nessa paixão. O amor escoava-se todos os dias mais um pouco, talvez a conta-gotas para lugar nenhum, e o que restava da vida era essa crescente sensação envidraçada. Os beijos passaram a ser distantes e frios, as palavras passaram a ser curtas e de baixa intensidade, o calor dos corpos desapareceu. Era um vidro constante entre eles os dois. E tornou a fugir com o que o que lhe restava da vida, desta vez para uma casa só, em cujo vidro da janela agora encosta a cabeça. Do outro lado da rua passa um homem abraçado a uma mulher. Não faz mal, pensa."

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por Ventania às 13:58

Sábado, 24.04.10

...

Faz hoje precisamente 5 anos que inaugurei a minha primeira 'casa' na blogosfera. As voltas que a vida deu entretanto... Nada ficou no lugar, nem o meu nome é o mesmo. Saudades, nenhumas.

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por Ventania às 13:21

Sexta-feira, 23.04.10

guardar só o que é bom de guardar III

as pautas são linhas mais bonitas e enfeitadas com claves dançarinas

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por Ventania às 00:15

Sexta-feira, 23.04.10

guardar só o que é bom de guardar II

Não só não acho que conheço generalizadamente os homens como sou a primeira a dizer com toda a convicção que os homens não são todos iguais. Mas parece-me que anda meio mundo (independentemente de ter ou não pilinha) em absoluto desespero à procura de cara-metade e neste momento da minha vida, estou em contenção de energias desperdiçadas em causas impossíveis, digamos que preciso de simplificar. É que a sacana da imaginação mete as pessoas a sonhar alto, com idealizações que raramente correspondem com a realidade. Vai daí, quando a realidade se revela, o interesse dissipa-se como um bafo, instala-se uma amolgadela no ego e ficamos a braços com uma insatisfação pesada.

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por Ventania às 00:11

Quinta-feira, 22.04.10

guardar só o que é bom de guardar

O Deserto do Sahara. Dunas dum laranja intenso, monocromático, acariciadas pelo pôr-do-Sol. O silêncio magnífico, amplo, como um universo à parte. E a noite. O céu estrelado como nos livros infantis; grandes, imensas estrelas a acenar, algumas a cair. Pela paisagem, pelo momento, porque tudo era tão único, tinha na cara um sorriso de orelha a orelha e os olhos marejados de mar.

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por Ventania às 22:15

Quinta-feira, 22.04.10

Resultado ao final da 1ª parte

Duques: 6 - Cenas Tristes - 7

 

1 cartão vermelho directo

2 penalties por assinalar (a favor dos visitantes)

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por Ventania às 01:00

Quarta-feira, 21.04.10

...

Todos dizem repetidamente o mesmo, que eu não oiço. O que lhes parece que sou, o que talvez gostasse de ser.

Não têm nada melhor para dizer. Deviam calar-se, que me perturbam o silêncio das maçãs verdes de dentro dos sonhos.

A cobardia mete-me asco.

Bendita solidão que me poupas da acidez enjoativa da banalidade.

 

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por Ventania às 00:26

Terça-feira, 20.04.10

...

Quanto mais conheço os outros, mais gosto de ti. :(

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por Ventania às 21:11

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