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Ventania

In two days tomorrow will be yesterday.



Quinta-feira, 30.09.10

I wanna be loved by you - Marilyn Monroe

Pelo Tony Curtis a seguir, pelo que te disse, primeiro.

 

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por Ventania às 19:52

Quinta-feira, 30.09.10

Lost in translation. Literalmente.

Há dias encomendei um produto online, dum site holandês, que disponibiliza o mesmo em várias línguas. A tradução para português está ininteligível, apesar do pouco texto que se apresenta. "Whatever", pensei, e procedi à encomenda e pagamento. Recebi depois um e-mail de confirmação do pagamento, de título "Pacote Enviado". (Começa bem...) Transcrevo o dito, que contado tem menos graça:

 

Rezado Sr. / Sra., Ventania,


Obrigado pela sua encomenda!

Seu pacote acabou de ser enviada. Se conseguirmos um Track & Trace código, você receberá um e-mail com a faixa e número de rastreamento. (Usamos correios diferente. Nem todos os serviços de correio entregar uma faixa eo número de rastreamento).

Com a faixa eo número de rastreamento, você pode seguir o pacote durante o transporte para o seu endereço.

Esperamos que você aprecie a compra e obrigado por sua confiança em nossa empresa!

Atenciosamente,

 

Ainda tentei controlar-me, mas já calculam que há coisas mais fortes que eu, refilona de primeira apanha, hiper-crítica e intolerante a facadas deste calibre na minha Língua. (Misturar o meu nome e rezas na mesma frase foi a gota de água!) Lá escrevi um e-mail aos senhores, em inglês, a alertar para a trapalhada que andam a largar nas palavras deles, e com muito boas intenções, mas não sem uma pontinha de ironia, ainda me ofereci para, nas condições certas, lhes dar uma ajuda. E não é que os bacanos me respondem a dizer que agradecem muito se eu lhes corrigir os textos?! E agradecem com duas unidades extra do produto que comprei! O valor comercial da coisa é de meros euritos, mas depois de me rir à gargalhada, vou aceitar a proposta. Será a boa acção do dia. :)

 

(Começa bem a minha 'carreira' nas Línguas!)

 

Met vriendelijk groet,

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por Ventania às 11:30

Quinta-feira, 30.09.10

Emiliana Torrini - Jungle Drum

 

 

 

lyrics )

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por Ventania às 08:56

Quinta-feira, 30.09.10

...

 

 

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por Ventania às 03:15

Quinta-feira, 30.09.10

Broas do dia

Ó meuzzz amigozzz... DetErimento!?! Tenham dó do povo (pá)!

 

Aqui.

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por Ventania às 01:39

Quarta-feira, 29.09.10

Caramba! :)

Era ontem ou era numa vida passada (who cares?), que eu nem imaginava as florestas de sorrisos que me nascem com coisas singelas, destas: "passear um pouco, beijar-te, dizer-te coisas tolas e outras sacanas... tudo um pouco e tudo de nós..."

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por Ventania às 15:29

Quarta-feira, 29.09.10

bad roomates - T2 do coração

Há amores vivos e pulsantes, bonitos, mágicos. E há amores que morrem e há ainda amores que são abandonados. Os amores que são abandonados, não chegam, portanto, a morrer. Ficam arrumados (esquecidos não) num qualquer canto do coração, que tem espaço para muitos amores. O espaço disponível num coração para alojar amores é exponencialmente proporcional à quantidade de amores contidos num dado momento. Partilhar espaço dentro dum mesmo coração também não minimiza, em teoria, a sua grandeza, a sua posição, não invalida a devoção do coração a cada um dos amores. Mas há amores que se dão mal uns com os outros. São maus roomates. Se um está na varanda, o outro quer ir à varanda, se o outro está no sofá, o primeiro quer expulsá-lo. Desarrumam os espaços um do outro, não conseguem comportar-se e, eventualmente, a disputa acaba em olhos negros e arranhões a premiar o mau génio de cada um, e a baralhar todo o conteúdo do coração revolto. Explica-se-lhes que não têm de competir, há espaço para ambos, são ambos importantes ou não estariam a ocupar aquele T2 do coração. Que um não é menor que o outro. São os dois imensos e imprescindíveis, só tiveram a sorte de aparecer em alturas diferentes e terem crescido em tempos diferentes. Have I made myself clear? No? That’s ok too.

 

 

 

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por Ventania às 11:11

Quarta-feira, 29.09.10

Fellow bloggers

Já vos aconteceu escreverem posts que acham medíocres, não quero dizer que não sejam sentidos, mas se calhar um bocado a constatação do óbvio, sem arte nem engenho de especiais, e que vos digam que é lindo e maravilhoso? E, pelo outro lado, quando escrevem com tanto sentimento, aqueles textos em que se deixa pedaços de alma a arrastar nas palavras, ninguém liga puto?

 

 

 

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por Ventania às 10:13

Quarta-feira, 29.09.10

ok

 

:)

 

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por Ventania às 08:15

Quarta-feira, 29.09.10

...

 

Glad is, obviously, an understatement.

 

 

Um outro Poema de Amor

 

No fundo, as relações entre mim e ti 
cabem na palma da mão: 
onde o teu corpo se esconde e 
de onde, 
quando sopro por entre os dedos, 
foge como fumo 
um pequeno pássaro, 
ou um simples segredo 
que guardávamos para a noite. 

Nuno Júdice, in "O Movimento do Mundo"

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por Ventania às 02:14

Terça-feira, 28.09.10

...

Xô fantasmas, xô!

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por Ventania às 18:39

Terça-feira, 28.09.10

Tu nunca lambeste uma lágrima.

 

Não concordo nada. Chorar resolve, nem que seja pelo cansaço, coisas importantes dentro de nós. Ou pelo menos ajuda bastante. Não sendo a melhor das soluções, na falta dum abraço e dum chocolate quente, é a alternativa que se apresenta. Chorar as saudades dry. (Pois, só funciona em bilingue.) É o que faz, literalmente, chorar baba e ranho (pelo menos a mim). Uma torneira de mar salgado em cada ducto lacrimal. Chorar raiva e injustiça. Com a face quente e vermelha e um nó na garganta que sufoca e parece que quer esmagar o peito oprimido e as veias do pescoço a gritarem mais alto. Chorar tristeza, é o que custa mais. Lágrimas lentas, espessas, a correrem com toda a indolência pela cara abaixo, em silêncio, sem se tocarem, até tornarem ao canto da boca e se reciclarem no ciclo da melancolia. Da mesma composição das lágrimas de solidão, ou não fosse a solidão filha da tristeza (ou será vice-versa?).
Não chegou a haver tempo para ter saudades das lágrimas, que se elas andarem avessas uma ou outra semana parece apenas que contemplam umas breves férias, merecidas, por quem está no activo todos os outros dias do ano.
Chorar ausências e o que nunca teve uma oportunidade de ser criado, como um aborto antes da inseminação. Chorar uma última vez (...), como num beijo de despedida, e secar os olhos e untar com camadas espessas de ternura cicatrizante o coração que bate, já bate, e como bate (!), e por tanto e tão forte bater arrepanha as cicatrizes mal curadas.

 

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por Ventania às 12:16

Terça-feira, 28.09.10

make it simple

 

 

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por Ventania às 10:42

Segunda-feira, 27.09.10

Poemas sem lobos - Eugénio de Andrade

Para ti, que procuraste durante tanto tempo. Encontraste.

A boca,


onde o fogo
de um verão
muito antigo

cintila,

a boca espera

(que pode uma boca
esperar
senão outra boca?)

espera o ardor
do vento
para ser ave,

e cantar.

 


Procura a maravilha.

Onde um beijo sabe
a barcos e bruma.

No brilho redondo
e jovem dos joelhos.

Na noite inclinada
de melancolia.

Procura.

Procura a maravilha.

 


À breve, azul cantilena
dos teus olhos quando anoitecem.

 


Quase nada

O amor

é uma ave a tremer
nas mãos de uma criança.
Serve-se de palavras
por ignorar
que as manhãs mais limpas
não têm voz.

 

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por Ventania às 15:57

Segunda-feira, 27.09.10

História real

Tinha eu, se tanto, uns 8 anos. Era um sábado de manhã num início de Verão e tinha comido torradas ao pequeno-almoço. Estava na cozinha com o meu pai, que se preparava para engraxar os sapatos na marquise, como habitualmente. De repente ouvimos um barulho estranho e entrou uma coisa escura pela janela, direitinha como se alguém a tivesse arremessado da rua. Só que não era uma coisa. Era um pássaro, belíssimo, com penas azuis nas pontas das asas. Estava a sofrer. O meu pai pegou nele e eu arregalei os olhos. Depressa acalmou a agitação inicial. O pobre animal, que devia estar aterrado, sossegou nas nossas mãos. Tinha uma pata partida, o que explica a desorientação que o fez voar tão baixo e aterrar na cozinha dum rés-do-chão. Desde sempre adorei todo o tipo de bichos e combinámos, eu e o pai, tratar do pássaro. A caminho da casa dos meus avós, onde havia um quintal grande com espaço e condições para a sua recuperação do pássaro, perguntámos a um caçador se conhecia aquele pássaro. Disse-nos que era um gaio, tinha a certeza. Fiquei feliz, o pássaro tinha saído do anonimato da palavra “pássaro” em que se podia facilmente confundir com um dos periquitos da família. No quintal dos meus avós, tratamos de deixar o gaio suficientemente à vontade em cima dum ramo de nespereira, com uma corda atada à pata boa, como se fosse uma trela comprida, de modo a poder estar tão livre quanto possível mas sob os nossos cuidados. Passei as férias de verão na casa dos meus avós, a tratar do gaio. Dava-lhe água num prato vermelho, daqueles dos vasos de plantas, e apanhava minhocas na terra, para o alimentar. Dediquei-me com afinco e ternura àquela inesperada criatura que comigo traçava dias em conversas de silêncio. Eventualmente, o gaio recuperou, já conseguia apoiar-se em ambas as patas e ensaiar pequenos vôos do ramo para o chão e vice-versa. Libertei-o, ele voou. Passados muitos anos, estava eu de asas feridas, de tanto as haver enleado em arame farpado, que insistia em ignorar. Numa noite de Verão, o meu gaio voltou. Bateu à janela do sótão de mim, pegou-me pelos cabelos e ensinou-me a voar, mais alto do que alguma vez tinha ousado. Voámos juntos para além das estrelas, no nosso lugar, onde nos pertencemos.

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por Ventania às 11:24

Segunda-feira, 27.09.10

and that's why I love you

(always did and always will)
You with the sad eyes 
don't be discouraged 
oh I realize 
it's hard to take courage 
in a world full of people 
you can lose sight of it all 
and the darkness inside you 
can make you fell so small 

But I see your true colors 
shining through 
I see your true colors 
and that's why I love you 
so don't be afraid to let them show 
your true colors 
true colors are beautiful 
like a rainbow 

Show me a smile then 
don't be unhappy, can't remember 
when I last saw you laughing 
if this world makes you crazy 
and you've taken all you can bear 
you call me up 
because you know I'll be there 

And I'll see your true colors 
shining through 
I see your true colors 
and that's why I love you 
so don't be afraid to let them show 
your true colors 
true colors are beautiful 
like a rainbow
(True Colors, by Cindy Lauper)

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por Ventania às 09:58

Domingo, 26.09.10

Puta da mediocridade!

Diz que isto está numa das principais ruas de Lamego. Não sei se ria ou se chore.

 

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por Ventania às 19:38

Domingo, 26.09.10

...

E quando achamos que não merecemos todo o amor que nos querem dar, é uma valente treta.

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por Ventania às 16:20

Domingo, 26.09.10

"Nunca te esqueças do mundo, Zé Luís." - sobre a relatividade, para nós todos

Ainda ontem falávamos disto. E anteontem também. Eu insisto, bato na mesma tecla, para me lembrar e para esfregar pelos olhos adentro dos outros, que teimam em não lembrar. De vez em quando, deixo olhos tristes e molhados. E deixarei, sem comiseração por misérias pequenas, que são as da alma. Quando me dizem que sou tão positiva ou tão forte, é porque não me esqueci, naquele momento, de relativizar. Não sou mais forte, sou da mesmíssima profana matéria que todos nós, banal e esmagada com a pequenez da humanidade. Alimento um mundo inteiro, não parcial, dentro de mim, esforço-me por não esquecer, por ver a big picture, e se diferença houver é apenas esta. Se tenho problemas, dores? Como toda a gente, carradas deles e montanhas delas. Se me lamento? Sim, demasiado para o meu gosto, apesar de quase ninguém me ouvir, de "gritar para dentro" como me diz a minha mãe. Se os problemas são capazes de me abater? Só se eu deixar. E não posso deixar de acreditar, "em mim e no infinito".

E porque o Zé Luís o diz tão brilhantemente, como eu nunca poderia, e porque se aprende mais com os homens que puxam riquexós nas ruas de Deli do que em dúzias de anos dentro de salas de aulas lisboetas. E porque olho em volta e vejo pessoas de quem gosto tanto, tanto, que merecem tanto, tanto, motivos para sorrir. Acreditar é preciso.


 

Saber é lembrar-se.

Aristóteles, Poética

 

Zé Luís, nunca te esqueças dos homens que puxam riquexós nas ruas de Deli. Nas subidas, levantam-se do banco das bicicletas para usarem o peso inteiro do corpo em cada pedalada. No banco do riquexó, podem ir sentadas três pessoas, quatro, uma família com filhos ao colo, pode estar empilhada uma altura de sacos, madeira, pedras, barras de ferro. Os homens que puxam riquexós nas ruas de Deli têm vinte, trinta ou sessenta anos, parecem ter setenta, e vestem todos os dias a mesma camisa rasgada, os pés desfazem-se nos chinelos, as mãos agarram o guiador da bicicleta porque esse é o seu ponto de apoio no mundo, é ele que os impede de se afogarem no pó: terra castanha que se cola ao suor. Os homens que puxam riquexós nas ruas de Deli são capazes de sorrir debaixo dessa terra que os cobre, os seus olhos existem; são capazes de dizer algumas palavras em inglês, thank you, sir.

 

Quando o trânsito não tem solução, quando a estrada é um muro de camiões feitos de lata e parados, motas a passarem pelas folgas estreitas de autocarros negros como galeras, carros antigos, vacas desentendidas, cães exaustos, e pessoas em todas as direcções, esses homens de ossos desenhados na pele do rosto são capazes de levantar os riquexós no ar, de passá-los sobre os separadores centrais e de continuar a puxá-los, todo o seu peso, no outro lado da estrada, em contramão. Não te esqueças deles, Zé Luís. Não te esqueças da sua vontade muito maior do que a miséria, muito maior do que todas as facas, todo o veneno. Esses homens foram aqueles meninos que, hoje, agora, caminham sozinhos nessas mesmas ruas de Deli e estendem a mão a pedir uma rupia ou brincam, esquecidos das buzinas que se embaraçam à sua volta. As suas mães, vestidas com saris, continuam a cavar buracos na berma da estrada, a carregar alguidares com terra e pedras à cabeça. Os seus pais continuam a atravessar a cidade a pé apenas para chegarem ao outro lado e regressarem sem nada. O calor queima-os a todos por igual.

 

Por isso e por mais do que isso, não te esqueças dos homens que puxam riquexós nas ruas de Deli, Zé Luís. Depois de quilómetros a puxarem um casal de namorados, o rapaz irá pagar-lhes 10 rupias (60 rupias = 1 euro, mais ou menos) e se o homem, ainda sentado no banco da bicicleta, achar que merece 20, se abrir a boca para dizer duas palavras abafadas em hindi, o rapaz há-de dar-lhe dois murros onde o apanhar, no peito ou na cara. E o homem que puxa o riquexó há-de encolher-se porque estará já rodeado por muitos outros rapazes, de castas mais altas, que o olham com o mesmo desprezo do casal de namorados. Como te atreves?

 

Durante o dia, os homens que puxam riquexós nas ruas de Deli poderão trocar uma nota suja por pão (naan) e água. Enquanto o estiverem a mastigar, terão os olhos abertos e sentir-se-ão privilegiados. À sua volta, monges com os braços cortados pelos pulsos, cegos agarrados às paredes, raparigas despenteadas a vasculharem montes de lixo. Ao serão, os homens dobrar-se-ão sobre o banco do riquexó e, após instantes, poderão adormecer por fim. Se alguém chegar e lhes empurrar os ombros, serão capazes de reconstruir a organização dos ossos, passar a palma da mão aberta pelo rosto, lixa, e pedalar até onde for preciso, 10 rupias. O que se espera da vida? Há um corpo, a pele, e há o sofrimento que se é capaz de conceber, o conforto que se desconhece. Zé Luís, os homens que puxam riquexós nas ruas de Deli estão neste momento a sonhar com aquilo que rejeitas e agradecer aquilo que deixaste de sentir. Não são eles que correm o risco de se esquecer da vida, és tu. O teu padrinho tinha uma bicicleta igual àquela com que eles puxam o riquexó. Lembras-te ainda de como soava a sua campainha à entrada da rua de São João? Lembras-te ainda da sua voz quando falava para ti?

 

Quanto estiveres a ponto de te preocupar com merdas, os dilemas da poesia portuguesa contemporânea, o IRS, o código do multibanco, os carros que te roubam o estacionamento, a falta de rede no telemóvel, as reuniões de condomínios, o tampo da sanita, lembra-te dos homens que puxam riquexós nas ruas de Deli. É essa a tua obrigação.

 

Nunca te esqueças do mundo, Zé Luís.

 

Podes estar descansado, Zé Luís. Eu não me esqueço.

 

 

José Luís Peixoto, in revista Visão (Abril, 2010)

 

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por Ventania às 08:39

Domingo, 26.09.10

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