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Ventania

In two days tomorrow will be yesterday.



Terça-feira, 30.11.10

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Que mais fazer senão rir das contradições e coincidências que a vida teima em colocar no caminho?

 

(Talvez, um dia destes, aceitar e ver no que dá... Hoje ainda não é o dia.)

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por Ventania às 16:40

Terça-feira, 30.11.10

Metáforas privadas

Farol que ilumina na escuridão. Que resiste às turbulências e calmarias do mar com o mesmo sólido amor que tem às ondas.

Onda de flesh and blood que arrasta os sonhos até às estrelas.

Pó de estrelas que chove em palavras e beija a doce banalidade terrena.

Bússola que aponta o norte a quem está perdido ou cansado de sempre se achar sem rumo. Que garante que nunca mais voltarão a navegar à deriva.

Cacto que não pica e flori com a abundância do amor que lhe regam.

Flor selvagem que cria raízes no vento e ergue os braços ao Sol.

Pássaro que entra pela janela madrugada dentro e deposita um malmequer na almofada.

 

 

 

 

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por Ventania às 09:18

Terça-feira, 30.11.10

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por Ventania às 08:00

Segunda-feira, 29.11.10

Cenas que me irritam

"Em Portugal e também na Europa." Pois, concerteza que se é em Portugal, também é na Europa. Goste-se ou não, lamento informar, Portugal está na Europa, na geográfica e na política.

Ouvir isto lembra-me sempre da D. Amélia, que tentando relatar as suas primeiras férias fora de Portugal com o máximo detalhe, dizia e repetia, convicta, que depois de chegada a Atenas tinha apanhado outro avião para a Grécia.

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por Ventania às 13:49

Segunda-feira, 29.11.10

...

Até aos meus 6 anos, quando todos os outros miúdos se deliciavam com chupa-chupas e chocolates, o que fazia as minhas delícias eram... lascas de bacalhau salgado. Tinha um cúmplice, com mais sessenta anos que eu, que me introduziu à gulodice do sal. E que me tratava como à filha e à neta que nunca teve, amor a dobrar, pelas duas juntas. O primeiro homem (e cúmplice) que perdi. Perdi-o para o malvado do tabaco (sim, foram os cigarros que o levaram, não foi o cancro, o cancro é só uma consequência inevitável).

Comprei bacalhau desfiado e não o demolhei. Homenagem ao T., que não chega para matar a saudade. Ando a comê-lo em pequenas lascas, a recordar as estórias do Alfeite, as tardes em frente à cozinha de porta azul, aos bancos de perna adornados como tronos, com conchas e seixos, para o Rei e a Rainha daquele que foi o melhor dos mundos. Continuo a odiar cigarros (e cada vez mais), que depois me tolheram mais dois.

Perder Amigos cúmplices é daquelas crueldades que nunca doem menos do que doía ontem.

 

 

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por Ventania às 09:25

Segunda-feira, 29.11.10

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por Ventania às 08:00

Segunda-feira, 29.11.10

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por Ventania às 00:12

Domingo, 28.11.10

Dieta

Ir ao supermercado local, comprar uns essenciais, sabonetes, não trazer as bolachas que ele gosta porque se armou aos cucos, alguns artigos para o Banco Alimentar, chegar a casa, olhar para o talão e perceber que se gastou mais em chá do que noutra coisa qualquer.

 

 

 

 

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por Ventania às 11:10

Domingo, 28.11.10

Gourmandises, by Phoebe

Apetece-me cozinhar-te em lume brando. 

Estás cru. Seguro-te com as duas mãos, retiro-te da embalagem com os meus dedos a colher-te como pinça, sinto-te a textura fresca, tensa, sinto o teu peso, cheiro-te em ânsia e confirmo perdida de vontade que me vais saber bem. Inalo nano- partículas até encher o peito de de ti, chegas-me ao palato espessas-me a saliva pelo tanto te querer provar, molho-te com a língua, e sinto-te o gosto. Aliso-te de mãos espalmadas e redefino-te formas enquanto as moldas a mim. 
Tempero-te comigo. Deixo-te depositado o meu sal e o meu óleo e adejo-te ramos de tomilho embebidos em calda de citrinos. Não te deixo repousar sob meu corpo, besunto-te a carne e humedeço-te os sulcos, rolo redondos, daqueles rosa pimenta, que incorporas. Aperto-te e escorregas como êmbolo que
inebria num casulo ao meu toque. 
Vou-te virando enquanto te aqueço a fogo e sinto escorrer os sucos que recupero sobre a tua pele tostada. Contenho-me a não te devorar
al dente. Com fome. 
Estalas agora,
crepitas, oiço-te, estás tão quente, tentas-me... 

Estás pronto. Vou-te comer.

 

 

Phoebe, Na Terra dos Lalás

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por Ventania às 09:31

Domingo, 28.11.10

*

 

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por Ventania às 08:22

Domingo, 28.11.10

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por Ventania às 08:00

Sábado, 27.11.10

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por Ventania às 23:28

Sábado, 27.11.10

"sim, foi tudo mentira."

E assim me mataram, pela última vez.

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por Ventania às 17:58

Sábado, 27.11.10

A partilha

deve ser completa, ou não é partilha. Do sono e das insónias, das pielas e das ressacas, das empreitadas e do descanso, das festas e das mágoas, das recordações e das expectativas.

 

 

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por Ventania às 14:05

Sábado, 27.11.10

Um espelho, para mim e para ti

 

 

 

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por Ventania às 13:04

Sábado, 27.11.10

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por Ventania às 08:00

Sexta-feira, 26.11.10

Natalidade

No que diz respeito à minha vizinhança, a demografia portuguesa não parece estar em risco de flop. Bem pelo contrário. Em cada porta um bebé fresquinho, de meses ou nem isso. E organizadinhos que os putos são: fazem turnos! Assim que um cala o berreiro começa outro. Têm a coisa tão bem sincronizada que não há um minuto de sossego. Nunca.

 

 

 

 

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por Ventania às 10:36

Sexta-feira, 26.11.10

Is it morning already? :/

 

 

 

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por Ventania às 08:36

Sexta-feira, 26.11.10

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por Ventania às 08:00

Sexta-feira, 26.11.10

Big girls don't cry

Não, os amores não morrem. Eu sei disso, tu também. Toda a gente que já amou sabe que os amores nunca morrem. Arrumam-se, afastam-se, definham, esquecem-se. E a verdade é que eu amei-te. Como te amei! E a verdade é que penso ainda em ti, que a tua ausência me dói ainda horrores. Que a saudade sufocada persiste. A verdade é que procuro pretextos para deixar as lágrimas rolarem, porque sei que nelas te encontro. Sempre foi assim, as minhas lágrimas têm o teu nome. A minha verdade, o teu nome e as lágrimas, ao menos esses ficarão indissociáveis para sempre.

 

 

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por Ventania às 06:34

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