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Ventania

In two days tomorrow will be yesterday.



Sábado, 31.03.12

Eu, materialista, me confesso.

O dinheiro não traz felicidade? Eu pensava sempre que não, mas eis que ganhei o euromilhões e já me sinto tão mais animada!

 

LOL

I wish!

 

Não ganhei nunca mais de 6 ou 7€ no euromilhões, mas o facto é que 90% das melhores coisas da última semana foram materiais, e tenho de me agarrar a elas.

Por exemplo, descobri os tremoços temperados com alho na tasca e o seu poder de descompressão psicológica quando acompanhados de panachés em série, como as lâmpadas da árvore de natal. Ou um verniz novo azul escuro e maravilhoso, ou o vestido velho que me faz parecer mais nova. Ou achar que aqueles 4 dias de Novembro vão ser muita bem passados no sítio mais gélido onde já estive e poder decidir e marcar sem ter de pensar se vou ter trocos.

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por Ventania às 09:04

Sábado, 31.03.12

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por Ventania às 08:00

Sexta-feira, 30.03.12

Doação (e recompensa) de óvulos

É um tema sensível e polémico q.b., mas interessa-me, enquanto potencial dadora, enquanto potencial receptora, enquanto mulher, enquanto ser humano.

 

A legislação é dúbia, semi-omissa, por enquanto, em Portugal. Desconheço se algum dos partidos políticos com assento parlamentar tem alguma proposta de alteração da lei nesta matéria, e se por aqui passar quem o saiba, muito agradeço que me informe e documente.

 

Não sou mãe. Não sei se virei a ser. Durante alguns anos tinha uma séria dúvida, clinicamente fundamentada, sobre a minha fertilidade. A dúvida dissipou-se e aparentemente, dizem os médicos, não há nenhum obstáculo. A verdade é que também nunca tentei engravidar, e há uma forte probabilidade de nunca o fazer. Mas as probabilidades são só isso, a vida dá muitas (tantas, tão grandes!) voltas, e já não digo nunca nem sempre.

Não sei se vou (voltar a) querer ser mãe. O que sei é que há muitas mulheres que querem ser mães e não o conseguem sem ajuda. Há casais e indivíduos que têm o desejo e condições e o direito de criar família, deixar descendência, procriar. Sou bastante sensível às múltiplas situações, conheço algumas de perto, umas com sucesso e outras com consequências devastadoras. E por isso, penso seriamente em doar os meus óvulos, caso reúna condições fisiológicas que os tornem viáveis e bons candidatos.

 

Se a minha motivação é puramente altruísta? Não. É até tendencialmente egoísta. A principal motivação não é a eventual recompensa monetária, mas acho-a não só justa como apetecível, naturalmente, e sempre o assumirei. A minha (sublinho, é a minha motivação, nem julgo nem critico as de outras pessoas e aceito todas, porque cada um é ou deve ser livre de fazer o que bem entenda, nos limites - por vezes contrários - do bom senso e da legalidade) é a propagação dos genes. É simples como isso. É o mais básico instinto animal. Sou filha única, e de entre a misteriosa combinação genética entre criaturas tão distintas e maravilhosas como os meus pais, saí eu, esta ambígua quimera. Às vezes gosto de mim, outras tantas nem por isso. Tenho genes porreiros e tenho genes fraquinhos. Sou feia mas estou entre as 5 pessoas mais idealistas que conheço, tenho memória de peixe mas sou honesta, a pele é reles mas o fígado um espectáculo. Tenho incontáveis defeitos mas meia dúzia de qualidades que por vezes os compensam. Tenho o "melhor mau-feitio" da região e um Q.I. interessante o suficiente para amedrontar 2/3 dos homens na minha vida. Balanço feito, há genes que era fixe que vingassem nas gerações futuras. Se não através de mim, porque não através de quem queira os meus óvulos?

 

Este pequeno esboço é uma reflexão aberta e em progresso... Veremos onde me leva.

 

Outras considerações em:

http://www1.ionline.pt/conteudo/79242-ovulos-valem-850-euros-ate-onde-vai-ilegalidade

http://www.unorp.br/downloads_blogs/A_Lei_de_Doacao_de_Ovulos.pdf

http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=658328

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por Ventania às 22:20

Sexta-feira, 30.03.12

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por Ventania às 08:00

Quinta-feira, 29.03.12

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por Ventania às 08:00

Quarta-feira, 28.03.12

So you think you had a rough day?

Eu mandei o meu chefe à merda e gave him the finger duas vezes.

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por Ventania às 22:55

Quarta-feira, 28.03.12

Hipérboles

A mentira continua a ser aquilo que mais me magoa e mais me lixa. Em todos os âmbitos.

Mesmo as little white lies. Nenhuma mentira é tão inofensiva assim.

 

Por exemplo, o chefe diz a 50% dos seus colaboradores que são os melhores e os maiores e sem comparação. Pretende motivá-los e escolhe fazê-lo pela positiva, mas excede-se. Em vez de apontar e reforçar os pontos positivos de cada um, diz-lhes, a todos estes 50%, "és o melhor de todos". (Como um tipo dizer às 3 namoradas "és o maior amor da minha vida".) E os colaboradores ficam contentes, todos inchados, de ego cheio. Até ao momento da verdade. Sim, que a verdade descobre-se sempre. E os colaboradores vêm-se preteridos, ou prejudicados, ou passados para trás. E percebem que havia mais meia dúzia na mesma situação, convencidos que seriam a primeira escolha do chefe, ou o braço direito, até os factos o desmentirem categoricamente. (Ou as namoradas apanham o tipo em flagrante a pedir outra em casamento.)

Este "balde de água fria" dói sempre muito mais que a verdade nua e crua. Porque mais do que acreditarem em algo irreal, os colaboradores (ou as namoradas) foram feitos de parvos durante um bom bocado. Não só não são os melhores nem os mais bem vistos pelo chefe, como ainda ficam com a certeza que o chefe os acha burros e totós ao ponto de acreditarem... (Ou, não só as namoradas foram todas encornadas como o tipo ainda acha que são tão parvas que nunca iriam descobrir.)

 

Acredite-se, a verdade é mesmo a melhor política.

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por Ventania às 08:53

Quarta-feira, 28.03.12

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por Ventania às 08:00

Terça-feira, 27.03.12

Epifania do dia

Todos os mentirosos são bananas. (Senão, não precisariam de mentir.)

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por Ventania às 20:49

Terça-feira, 27.03.12

Ruy Belo

e um olhar perdido é tão difícil de encontar
como o é congregar ventos dispersos pelo mar

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por Ventania às 08:59

Terça-feira, 27.03.12

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por Ventania às 08:00

Segunda-feira, 26.03.12

Pois.

Para que saibas, estou óptima. Mil vezes melhor do que quando estávamos juntos. Olha para mim, reconheces-me?! Olha para a minha pele fantástica, tão bem que me fica esta maquilhagem. Repara no brilho do meu cabelo, e no meu sorriso que nunca foi tão branco e direitinho. Nunca me viste sem aparelho. Os medicamentos estão a resultar e já quase não tenho dores. As drogas que me incharam também já acabaram, dentro de meses vou voltar ao peso com que me conheceste, vais ver. Vais ver-me passar à tua porta de sorriso em riste e vais ficar de queixo caído a pensar "Quem é aquele avião?", vais deixar o cigarro queimar-te os dedos de estupefacção.

Estou óptima. Passei o sábado inteirinho sem derramar uma lágrima, nem uma. Na minha casa está tudo nos seus lugares, como se nunca tivesses passado pela minha vida. A mala de viagem que me emprestaste para a mudança está na arrecadação, à espera que a venhas buscar. O perfume que me ofereceste está escondido e nunca mais o usei.

Estou fantástica. Aposto que de cada vez que bebes para esquecer acabas a chorar e a pensar em mim, nos erros todos que cometeste. Aposto que vais sempre, a vida toda, lembrar-te do que me disseste no último dia: que estás bem ciente de que nunca ninguém te vai amar como eu te amei, e que vais sempre, a vida toda, lembrar-te que nunca vais amar ninguém como me amaste a mim. Espero que te arrependas amargamente cada dia da tua vida do mal que me fizeste, como eu nunca me vou arrepender de nunca ter desistido de ti, de ter dado tudo e feito tudo pela promessa que tínhamos.

Mas não te preocupes, eu estou óptima. Não precisas de andar a verificar o obituário, não vou atirar-me de lado nenhum por não te ter. Não sou do género de fugir às dores, se me conhecesses saberias isso. Como é que pudeste acreditar que eu tinha mesmo encontrado outra pessoa passado um mês?! Um mês, Hugo... Isso é o que tu fazes, é a tua forma de lidar com a minha ausência, procurar outro colo, que sabes que não vai resultar em mais nada, que sabes que nunca se vai comparar ao nosso amor. Não sou eu. Se me conhecesses, saberias. Se me conhecesses, ou não te terias apaixonado por mim ou nunca terias desistido sem antes tentar de tudo.

Sonhei outra vez contigo, naquela forma de assombração que consigo sentir e cheirar. Abraçaste-me e beijaste-me o pescoço enquanto pedias desculpa, mas eu sabia que era um sonho e só disse "vai-te embora". Apertavas-me com mais força e começaste a chorar, mas desta vez não foi suficiente. Nem sonhos, nem mentiras, por muito que queira acreditar, já não servem. Tornei-me cínica, desprezo o amor, desisti de tudo e a culpa é inteiramente tua. Mas eu estou óptima. Mil vezes melhor do que quando estávamos juntos. No sábado não chorei uma única vez, já te disse?

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por Ventania às 08:30

Segunda-feira, 26.03.12

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por Ventania às 08:00

Segunda-feira, 26.03.12

É a luz.

Sempre foi.

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por Ventania às 03:12

Domingo, 25.03.12

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E Pedro (outro Pedro). Obrigada a ti, por tudo. És um amigo querido.

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por Ventania às 20:51

Domingo, 25.03.12

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Obrigada, Pedro.

Finalmente alguém, para mais um rapaz, confirma que eu não sou uma E.T. por achar que os amores do passado ficam melhor bem longe do presente. Quiseram fazer-me crer que não, que era uma tontice, que era perfeitamente aceitável conviver com fotografias das outras, com poemas e cartas para as outras, dentro de caixas guardadas no móvel da sala, à mão de semear, a respirar o mesmo ar que eu. Quiseram fazer-me de parva ou de tola por me sentir incomodada com as recordações, com o pijama preferido que tinha sido presente de outra, ou as chávenas de café presente doutra ainda, com o isqueiro gravado por uma terceira, com a t-shirt com dedicatória guardada durante 12 anos porque tinha sido escrita pelo primeiro amor, com os livros e caixinhas e conchinhas e tudo o resto.

 

As minhas recordações de outras vidas, algumas, também ficaram. Há uma caixa algures com molduras para que não tornei a olhar, há fotografias que guardo com carinho e que cuidei não fossem vistas por acidente, há uma caixa de chás a que tapei a imagem, há uma aliança que não tornei a usar. É uma questão de respeito, de clareza, de não deixar que restem raízes soltas no mesmo vaso que se rega.

São as pequenas coisas que fazem a diferença, toda a diferença.

 

Eu não sou louca. Ou pelo menos, não era.

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por Ventania às 20:36

Domingo, 25.03.12

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por Ventania às 08:00

Sábado, 24.03.12

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Às vezes o tempo pára. E eu só queria que tivesse parado há uns meses.

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por Ventania às 18:54

Sábado, 24.03.12

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Sometimes, it is.

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por Ventania às 08:00

Sexta-feira, 23.03.12

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O blogue mais bem escrito, pungente, original, melancólico, poético, profundo e sensível que alguma vez li continua a ser o do ex-noivo.

Lamento.

Sobretudo que tenha deixado de escrever.

E outras coisas que não posso dizer.

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por Ventania às 09:36

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