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Ventania

In two days tomorrow will be yesterday.


Domingo, 21.10.12

Dilemas, dilemas

Quando em vez, falha-me a razão para ordenar o que de si não tem explicação.

 

(Acho que preciso de tirar um mês, ou seis, para reflectir nisto...)

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por Ventania às 22:30

Terça-feira, 25.09.12

Coisas giras para fazer em noites de insónias


  • Contar carneiros - obviamente, não resultou;

  • Ler blogues - nem os mais entediantes me dão sono;

  • Fazer um curso online de francês - no fim do 4º capítulo percebo que não estou tão enferrujada quanto cria;

  • Ler manuais da máquina fotográfica - too geek to be bored with it;

  • fazer um post idiota para fingir que o blog não está às moscas...

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por Ventania às 03:29

Sábado, 25.08.12

zen

O médico ordenou "não se pode aborrecer nem irritar, olhe que ainda é muito nova e tem uma vida inteira para lidar com coisas difíceis, umas boas e outras más".


Portanto, para além de temporariamente ter o dia-a-dia revestido com isolamentos vários, e para além de passar as pessoas por uma peneira fina, também não posso ler nem ver notícias.


Vou meditar, é isso.

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por Ventania às 20:08

Quinta-feira, 23.08.12

Lição aprendida à bruta.

Todos precisamos dum momento Calimero every now and then. Tentar ser e tentar parecer sempre invencível, inabalável, forte, solid as a rock, o pilar de tudo e todos, a postura sempre recta e sem fraquezas é uma merda.


As pessoas começam a esperar que nos aguentemos a tudo, que sejamos sempre os bombeiros de serviço nos cataclismos, ainda que sejamos os primeiros a levar com o tecto em cima. Se passamos a imagem de super-homens e super-mulheres, não devemos levar a mal quando os outros se sentem defraudados se só nos apetece ser o banal fraquinho e incapaz.


Porra, não tenho condições de ser super-mulher agora, ok? Não aqui, que é a minha casa, em que ando descalça. Não tenho sempre um sorriso nos lábios, não sou sempre optimista e de momento a atitude positiva está a hibernar. Também sinto, também me vou abaixo, também choro, mesmo que não deixe ninguém ver. Sofro e reservo-me o direito de sofrer aos berros, estou farta de morder a língua e puxar-me pelo cachaço até dar a volta por cima. Estou-me nas tintas para o facto de ser mais ou menos interessante aos olhos de alguém, não preciso nem quero agradar a ninguém, não ando à procura de nada, não quero conhecer pessoas porque não gosto de pessoas, as pessoas fazem-me mal e o que eu quero é esquecer metade das pessoas que já conheci.


 


Estou de mal com a vida sim, tenho motivos de sobra e estou no meu direito.


 


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por Ventania às 18:06

Quarta-feira, 22.08.12

વે અરે પોએત્ર્ય.

Fugir da poesia é o último reduto de quem procura a poesia e não a encontra em lado algum.


 


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por Ventania às 21:48

Terça-feira, 21.08.12

***

Ainda me lembro de quando me mostraste as estrelas. Foi quando as palavras pausaram e deram lugar à eloquência do silêncio.






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por Ventania às 09:12

Segunda-feira, 20.08.12

Breve estória de um abraço à beira-chuva

Desejo-te perto e vens buscar-me, levas-me de urgência escadas abaixo para contemplar o rio à beira-chuva. Descalços, ambos, por relvas e troncos e pardais. Sensualidade molhada de seios e umbigo, arrepios, do frio e da proximidade da tua pele. Não sorris, sequer vocalizas o que quer que seja. Os teus dois olhos escurecidos, carregados de verdade. Pegas-me nos pulsos e olhas-me de frente como se me fosses anunciar um fim de mundo. Sério, grave. Os lábios entreabrem-se como que a desenhar palavras no ar, como que a tomar coragem. Toda eu um ponto de interrogação, exclamação, reticências… O cabelo molhado, sem ordem, a enganar. Um fingido cansaço desarma e a respiração acelera. Pingos grossos acariciam a cara, lambem os ombros, deslizam matreiros pelas costas. A névoa que sempre separa os meus olhos dos teus dissipa-se num bafo. Procuro ler-te, ansiosa por pular para dentro dum sonho. Murmuras: “E se disser que gosto de ti?” Conheço bem esta espiral, que sempre impões diante de mim, sem portas nem refúgios, apenas o infinito, aberto, à espera de ser colhido. “Quando o pensamento de mim te siga a todas as horas, quando souberes que a vontade é maior do que só a de ter o casulo do ego acarinhado; Quando reconheceres muito mais que uma doce empatia. Quando sob pálpebras cerradas o coração chamar o meu nome. Só nesse dia voltarás a ter-me tua.”


 


Solto uma mão e com um polegar afago a tua face desmascarada. Apertas-me contra o peito, não te importas de confessar uma lágrima, espessa, outra. Carinho, dor, amor, identidade. Estes que somos.


 


Por te amar, mudei. E decidi tornar a amar só quando esse dia chegar. Naquele abraço permanecemos, sem tempo, enquanto a chuva molhar.

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por Ventania às 10:00

Domingo, 19.08.12

Aos 27 de Abril de 2008

Fustigados por desamores e espinhos q.b., ele era receios sem fim, ela destemida de asas abertas. Renderam-se ambos, deram-se as mãos, decisões, trocaram corações. Ela vontade de ir, ele ansiedade de chegar. Ele águas e ondas, ela ventos e montes. Gostaram-se. Do outro e mais de cada um nos reflexos do outro. Descobertas, reticências, ternuras e cedências. Laços dum, amarras doutro.


 


Um de estar, outro de vagabundear. Um de nuvens, outro de mar. Um de efémero, outro de brutal. Um de neve, outro de areal. Um de fiel, outro de planar. Um de leis, outro das quebrar.


 


Ela insistia que o sonho cheirava a flores e ervas, ele sem forças para correr nos bosques. Ele de braços abertos, ela de punhos cerrados. Ela de olhos postos, ele de pés fincados.


 


Ela do norte, ele do sul. Se ela chorava, ele a abraçava. Se ela beijava, ele a desejava. Se ele esmorecia, ela o elevava.


 


Um a puxar, o outro a deixar estar. Ele a dormir, ela a sonhar. Ele a sorrir, ela a cantar. Equilibravam-se num ponto médio, longe do centro gravítico do ser. Ele mentia, ela sabia. Ela fugia, ele permitia.


 


Ele desertou. Ela libertou.


 


Não se pode voar quando as asas estão acorrentadas. É dia de celebrar a liberdade.

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por Ventania às 10:41

Sábado, 18.08.12

Auto-Retrato

Dramáticos e roxos, os pés não mexem. Enterrei-os fundo, sob vários centímetros de neve, que me tolhem a sensibilidade das barrigas das pernas. Os joelhos, engelhados, parecem os dum elefante morto, deixado ao abandono das suas perpétuas memórias. Os braços abertos, palmas das mãos viradas para fora como se dum crucificado se tratasse, presas por correias de angústia à pobreza nua duma cruz sem traves nem pregos nem madeira nem cor. Os cabelos, uma bandeira, sem pátria nem conquistas, apenas a dançar revoltos com a geada. Cobre-me desde os seios até meio das coxas uma velha e rota casca de sobreiro, cortiça mortiça, enrugada, carcaça duma vida outrora suculenta e audaz. Oca, lambida por húmidas putrefacções, oculta reflexos de si própria no vazio instalado. No rosto apenas traços muito grossos: dois cerrados no local onde deviam brilhar os olhos, mortos e abandonados faróis enferrujados de mares imensos, salgados e que escorrem para dentro; outro, mero agrafe do sorriso, para sempre toldado, impedido mesmo de dar espaço a cantos chorados, uivos de solidão.

 


Assim sou eu, hoje, sem vontade de avançar ou de recuar, sustendo-me do ar e da força que me mantém, firme, de pé, contra tudo e todos. Que posso achar-me vazia, oca, num absurdo desespero, sem apoio de nenhum dos pontos cardeais; Posso ter perdido a razão, a emoção, o abraço que me embalou ou o beijo que me amou; Mas não deixarei de Ser, sombra talvez do que fui, mas cá estou, de pé, como os bravos. A rendição é inequacionável. Hoje, sobreviver, com os sangues que ainda correm; Para nunca deixar de Ser e amanhã, talvez, Voar.

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por Ventania às 09:01

Sexta-feira, 17.08.12

Eu não sou vingativa

mas quem mas faz, paga-mas.

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por Ventania às 20:16

Sexta-feira, 17.08.12

Gosto de fazer pão

Dou na massa os murros que não posso dar a algumas pessoas.

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por Ventania às 13:24

Quinta-feira, 16.08.12

Improvável

Este blog devia chamar-se "Rainha do Improvável". Improvável is my middle name...


 


Aquela pessoa que nasceu dum óvulo fecundado quando a sua mãe tomava religiosamente a pílula.


Aquela pessoa que reúne os genes maus dos dois progenitores.


Aquela pessoa que é pontualíssima, mas no dia em que apanha uns 4 acidentes na estrada e, por conseguinte, um trânsito infernal, quando chega ao trabalho está lá a directora a falar com toda a equipa.


Aquela pessoa que não sai de casa (nem sequer vai à janela) antes de tomar o belo do duche, estar arranjada e perfumadinha, no único dia em que precisa de ir num pulinho à arrecadação do prédio (são 20 degraus de distância) e vai mesmo de pijama, não só encontra um vizinho no percurso (pela primeira vez numas 300), como tem de ser o vizinho mais giro e simpático.


Aquela pessoa a quem os médicos dizem que saiu a lotaria 2 vezes, uma porque tem uma doença crónica que normalmente só ataca homens com mais 30 anos que ela, como ainda nasceu torta (e não falo apenas do feitio).


Aquela pessoa que nos dias mais difíceis, esbarra com as últimas pessoas que quer ver.


Aquela pessoa tão bem comportadinha, que na manhã seguinte à primeira directa da sua vida, passada na discoteca com a loucura no volume máximo, é informada de ter uma reunião super-importante com os chefes (e mal consegue manter os olhos abertos).


Aquela pessoa que é pedida em casamento por 5 pessoas diferentes, mas continua sozinha.


Aquela pessoa que se queixa (e vangloria) do álcool não lhe fazer qualquer efeito, porque pode beber litradas e ficar precisamente na mesma, na única bebedeira que apanha, sofre efeitos... nefastos, chamemos-lhe assim, e estão presentes e a assistir todos os colegas de faculdade do seu ano e do seguinte.


Aquela pessoa que conheceu os 3 mais importantes homens da sua vida da mesma forma, todos têm a mesma profissão, dois têm os mesmos nomes próprios e cadelas com os mesmos nomes, e o que falta é amigo de outro.


Aquela pessoa que aceitou boleia dum estranho para andar 3 km e chegar ao sítio de onde tinha partido inicialmente.


Aquela pessoa que planeou uma viagem intercontinental de 3 semanas com alguém que não conhecia, na primeira conversa que têm.


Aquela pessoa que podia ter o Ironic (da Alanis Morissette) como banda sonora da sua vida.


 


Pois, essa pessoa sou eu.


 


E é por isso que eu sei, porque acredito no karma e nos equilíbrio de energias do Universo, que um dia me vai sair um grande jackpot do Euromilhões. Ainda que jogue pelo menos uma vez por semana há mais de 5 anos e só tenha saído, uma única vez, o último prémio.

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por Ventania às 18:46

Quinta-feira, 16.08.12

Amanhã

Estou longe de ser uma pessoa estável. Sou até bastante temperamental, de fases, consoante a lua, a hora, o interlocutor, o tempo ou as cores… Sou errática e desequilibrada, de extremos e peremptória nas escolhas que faço. Detesto rotinas e a ausência de estímulos novos: conversas, locais, desafios, ideias. Talvez por isso não esteja nunca demasiado cansada para embarcar em programas que me digam algo às sinapses. O que me cansa é exactamente ter limites pré-definidos, saber antecipadamente como vai ser um dia de trabalho, uma refeição, tudo com horários e regras. Detesto conhecer de cor as pedras da calçada e os buracos no alcatrão, a acomodação de usar sempre o mesmo caminho só porque é o mais rápido… Do que eu gosto mesmo é do inesperado, de surpresas, de aventuras de e em todos os sentidos. Gosto de passear a pé, em cidades desconhecidas, no meio da serra ou na planície. Gosto de encontrar velhos amigos em locais inesperados. Gosto das rajadas de vento que deixam a verdade a descoberto. Gosto de arriscar mudar só porque sim. No caos em que a minha vida se encontra neste momento, achando-me até ineditamente desanimada, encontro alento no amanhã por descobrir. Tenho a absoluta certeza que a próxima semana será diferente desta, e conforta-me não ter a mínima pista de onde estarei ou a fazer o quê.



Quando era miúda não conseguia imaginar-me com mais de 18 anos. Até aí a vida seguiria certamente de acordo com o planeado, em torno da escola e pouco mais. A partir dos 18 não conseguia sequer visualizar uma sombra de futuro. O que até é estranho, porque sabia exactamente que curso queria tirar e onde (e foi isso mesmo que fiz), mas esse é outro capítulo, o da obstinação desmedida (que quando meto uma ideia na cabeça não desisto até a ver concretizada; mas é que não desisto MESMO!). Nunca tive planos muito concretos a longo prazo, nunca imaginei como seria a minha vida aos 20 ou aos 30. Sabia, grosso modo, o mesmo que sei hoje: que o que me dá prazer é aprender e viajar pelo mundo, que amar é imprescindível e que a felicidade não reside nos bens materiais. Tenho confiança em mim, e isso basta-me, por ora, para não ceder à resignação.


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por Ventania às 12:40

Quinta-feira, 15.03.12

Lição aprendida à bruta

Todos precisamos dum momento Calimero every now and then. Tentar ser e tentar parecer sempre invencível, inabalável, forte, solid as a rock, o pilar de tudo e todos, a postura sempre recta e sem fraquezas é uma merda.

As pessoas começam a esperar que nos aguentemos a tudo, que sejamos sempre os bombeiros de serviço nos cataclismos, ainda que sejamos os primeiros a levar com o tecto em cima. Se passamos a imagem de super-homens e super-mulheres, não devemos levar a mal quando os outros se sentem defraudados se só nos apetece ser o banal fraquinho e incapaz.

Porra, não tenho condições de ser super-mulher agora, ok? Não aqui, que é a minha casa, em que ando descalça. Não tenho sempre um sorriso nos lábios, não sou sempre optimista e de momento a atitude positiva está a hibernar. Também sinto, também me vou abaixo, também choro, mesmo que não deixe ninguém ver. Sofro e reservo-me o direito de sofrer aos berros, estou farta de morder a língua e puxar-me pelo cachaço até dar a volta por cima. Estou-me nas tintas para o facto de ser mais ou menos interessante aos olhos de alguém, não preciso nem quero agradar a ninguém, não ando à procura de nada, não quero conhecer pessoas porque não gosto de pessoas, as pessoas fazem-me mal e o que eu quero é esquecer metade das pessoas que já conheci.

 

Estou de mal com a vida sim, tenho motivos de sobra e estou no meu direito.

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por Ventania às 00:10

Domingo, 04.03.12

...

A minha amiga tem uma amiga de quem não gosto. Por nenhuma razão em especial. Não gosto da forma como me olha, não gosto do modo como fala, o próprio tom de voz da moça irrita-me sobremaneira. Talvez seja da postura algo snob, talvez me faça, inconscientemente, lembrar alguém, mas não confio nela nem um pedacinho, tudo o que diz me soa a falso e a segundas intenções.

Tantas vezes me digo que tenho de dar mais crédito aos instintos que desta vez me vou deixar ficar assim. Noutros tempos, faria um esforço por ignorar esta sensação, por racionalizar e achar que estou apenas a implicar sem razão. Agora, estou-me nas tintas. Não gosto dela e ponto.

 

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por Ventania às 19:56

Sábado, 09.07.11

Os meus contra-sensos

Férias do curso de literatura = finalmente, tempo para ler!

 

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por Ventania às 10:53

Sexta-feira, 08.07.11

Amo-te versus Adoro-te

A Pipoca de Saltos Altos deu o mote, a gente responde aquilo que tem a certeza que é verdade dentro do íntimo.

De cada um dos outros, bem... Nunca se pode saber o que se passa dentro da cabeça dos outros.

 

São palavras, e arrisco dizer sentimentos, completamente diferentes. Faz-me comichão a banalização do "amo-te" entre os miúdos de hoje, que dizem "amo-te" uns aos outros, entre amigos, sem o menor pudor. Temo que estejam a diminuir o próprio sentimento.

 

Se é verdade que o amor assume muitas formas (amor fraterno, amizade, por aí fora), também é verdade que ainda não conseguimos arranjar um lexema que melhor retrate O Amor, aquele Amor que nos deixa K.O., por que cometemos as maiores loucuras, que nos leva a todos os extremos e que nos apazigua de tal forma as dores e as carências que pensamos estar perante um complemento que a vida toda faltou e que, quando é encontrado, nos leva aos píncaros da felicidade. Já lhe chamei "síndrome peça no puzzle" por não saber dizer melhor. E é por este sentimento ser tão especial, tão raro quando é pleno e incondicional, que lhe temos vindo a reservar a palavra. Que, digo eu, não deve ser esbanjada. É uma palavra que só faz sentido dizer-se quase em jeito de confissão, nem sempre olhos nos olhos, até porque se diz "amo-te" sem sequer o verbalizar e o amor nunca esteve preso a barreiras físicas.

 

Não, não é a mesma coisa. Eu gosto muito de vinho tinto e queijo, e gosto muito da Sandra e do Miguel. Eu adoro viajar, adoro escrever e pintar, e adoro a minha avó. Mas adorar é um sugar a felicidade do momento, da companhia, duma acção, é contemplação. Adora-se um quadro, uma música, ou comer caracóis. Adora-se quando a admiração por alguém é extrema, mas só adorar não significa aquela chama do "fogo que arde sem se ver". É um problema de expressão indeed, como diriam os Clã. A palavra amor não chega para traduzir em verbo o calor que se sente na alma, todas as palavras são insuficientes e cada uma delas parece supérflua.

 

Dizer "adoro-te" ou dizer "amo-te" é como comparar um convite para passar um fim-de-semana fora, ou a vida toda ao lado de alguém. Ambos podem ser muito bons, mas a escala é de todo diferente. Se há ainda quem pense de outra forma, é puxar pela memória. Toda a gente se lembra da primeira vez que lhe disseram "amo-te" ou que o disseram a alguém. Alguém se lembra da primeira vez em que se soltou o "adoro-te"? Comparem os sentimentos implícitos. Ou então ao contrário. Experimentem, quando estiverem com a pessoa mais-que-tudo, abracem-n@ e digam "amo-te" ou "adoro-te" conforme o que parecer mais certo para o momento, e a seguir pensem no que aconteceu. =)

 

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por Ventania às 10:41

Sexta-feira, 08.07.11

...

Ali na Cocó na fralda falava-se de fobias. No caso concreto, fobia de baratas. Não consigo compreender plenamente de onde surge uma fobia por um animalzinho tão discreto e inofensivo, mas os fenómenos da psique não são para (eu) compreender.

O facto é que uma fobia pode ser deveras incapacitante e deve procurar-se ajuda para ultrapassar.

São ou não são umas fofinhas? ;)

Baratinhas, ratinhos, cobrinhas, acho todos magníficos. Mas se eu dissesse o que me causa verdadeiro asco, daquele em que se chega a iniciar o refluxo do vómito só pela sugestão do assunto, riam-se. Até porque muita gente o fez e espero mesmo que não o continue a fazer (blhargh!!!). No outro dia o assunto foi abordado numa animação... Blhargh!!! Tive de mudar de canal.

 

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por Ventania às 02:30

Terça-feira, 14.06.11

Hoje (que já é ontem)

O dia em que a activista em mim superou a tímida em mim.

O dia em que jantei (vou jantar) pelas 2 da madrugada.

O dia em que recebi 8 corações doces a juntar ao dele, que é meu.

O dia em que fiz em menos de 12 horas o trabalho de 6 dias.

O dia em que tive a grande lata ousei colocar uma alusão a teorias matemáticas e estatísticas complexas num ensaio sobre literatura.

O dia em que ainda não foi desta que fui aos santos.

O dia em que nem todas as más notícias me fazem desistir das minhas lutas.

 

dia looooongo...

 

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por Ventania às 01:46

Domingo, 05.06.11

Assim sendo,

no Portal do Eleitor que consultei há pouco, vi isto:

 

 

Podia ter ficado quieta e encolher os ombros, podia. Mas fazendo jus à fama que ganhei na DRH da minha empresa, de "pessoa que quer mudar o mundo" (com entoação negativa, como quem recomenda "fica mas é quietinha que ainda te lixas"), não fiquei. O mundo muda-se aos poucochinhos e se toda a gente fizer um bocadinho todos os dias é muito mais fácil.

 

 

Yours truly,

 

 

The Dreamer :)

 

 

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por Ventania às 16:59


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