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Ventania

In two days tomorrow will be yesterday.


Terça-feira, 12.04.11

Sapatos, outra vez

Agora nas palavras da ursa-musa blogosférica, Pólo Norte, que explica, com metáforas e muita pinta, porque é que a Ventania se borrifa para o glamour dos saltos e quer é que as patinhas traseiras estejam felizes e confortáveis nos seus ténis, fiáveis e amigos de todas as horas.

 

Um ex-namorado é como um sapato que deixou de nos de servir (e algumas actuais namoradas Cinderelas confusas)

Toda a gente sabe como é reconfortante estrear uns sapatos acabados de comprar. Coloca-se no pé e ficam lindos de morrer, ainda que ao princípio nos pareçam meio desconfortáveis, nos possam apertar um bocadinho e nos façam sentir desejosas que se moldem aos nossos pés e nos dêem um melhor andar. Mas é, nesta fase de habituação, que eles nos parecem mais bonitos, mais vistosos, que achamos que mais inveja causam nas outras mulheres (e como queremos, à força, sermos invejadas...). 
Depois, há uma altura em que os sapatos já se moldaram aos nossos pés tanto o quanto se poderiam moldar. Nesta fase, em que já não nos parecem tão tcharan e alvo de cobiça, o que mais queremos é que nos dêem bom andar, que continuem bonitos e em bom estado mas que nos permitam andar, correr, dançar e usar os nossos pés com eles calçados.
Mas há, por fim, um altura em que já não suportamos a dor de pés. Que sentimos pena porque cristalizámos a imagem dos sapatos na montra da sapataria, porque tentámos tanto habituarmo-nos à biqueira estreita, à altura vertiginosa do salto e ainda assim nunca nos conseguimos sentir confortáveis com a porra dos sapatos calçados. E quando desistimos de forçar, viramo-los do avesso e verificamos que trouxemos o número abaixo e que, por mais que tentássemos, nunca nos serviriam convenientemente. A culpa não é do sapato nem da sapataria, a culpa foi da compra por impulso. 
E aí temos duas hipóteses: ou insistimos e, para não chorarmos o dinheiro despendido, usamo-los tanto que os alargamos em demasia, gastamos a meia sola do salto e eles ficam absolutamente gastos e espatifados; ou firmemente anunciamos que "fica assim" e colocamo-los de lado, sem arrependimentos nem lamento. 
Um dia, por mero acaso, pisando a mesma calçada onde outrora andámos com eles calçados avistamo-los nos pés de outra pessoa. Que, contente, passeia os seus sapatos que, para si, estão a estrear. 
E não deixamos de achar genuinamente graça ao seu ar vaidoso, orgulhoso, com os seus sapatos nos pés. E sorrimos, desejando verdadeiramente que lhe continuem a servir, sem sentir lamento, nem inveja (embora a nova proprietária, que sempre calçou o número abaixo e cega pelo desejo que lhe cobicem os novos sapatos, acredite que sim) porque só nos vem à memória as bolhas, os calos, os dedos colados pelo aperto e a transpiração ao fim do dia, quando os descalçávamos, enfim. E, embora não deixemos de sentir pena que a nova proprietária se sinta indignada por passearmos na mesma calçada, que acredite que nós sentimos mesmo inveja por ela ter ficado com os sapatos que já foram calçados por nós, em boa verdade, já nada disso nos importa. 
Porque os sapatos novos dela são velhos para nós pois, se lhe assentam bem a ela, a nós castravam-nos os pés, e porque, mais uma vez, sabemos que os sapatos não era bons nem maus: a questão é que não eram o nosso número.
E seguimos, sobranceiras, porque finalmente acertámos nuns sapatos do nosso número e estamos solidárias com o bem estar ortopédico da Cinderela, porque- cúmplices- partilhamos do mesmo alívio. E porque não nos importa os sapatos dos outros quando, com os nossos calçados, praticamente só não conseguimos voar.
Fundamentalmente porque, com a idade, ter os pés bem tratados, sem calosidades nem joanetes é coisa que vale milhões.

 

 

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por Ventania às 09:21

Sábado, 22.01.11

D.B. versus A.B.

Escrito há algum tempo, quando não havia fresta de dúvida. É o teu presente de aniversário. Parabéns.

  • Não mais ter de traduzir as metáforas.
  • Os beijos. Únicos. Os mais doces.
  • Duas mãos que buscam incessantemente as minhas (independentemente do onde e do quando).
  • Os sorrisos em que os olhos enfrentam e contemplam os meus.
  • O sentimento de igualdade. Não melhor nem pior em nada.
  • A descoberta, de assuntos e canções e planos a cada duas frases.
  • A vontade de estarmos presentes em cada momento. Nem só nos bons, nem só nos maus.
  • Sentir-me bonita aos olhos dele.
  • A sensualidade não se esgotar à superfície da pele.
  • Fazer descobertas no outro não implica necessariamente fazer concessões.
  • Nunca haver espaço para duvidar que aquele amor é todo meu.

 

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por Ventania às 00:01

Terça-feira, 28.12.10

I'd like you to

 

 

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por Ventania às 08:00

Terça-feira, 14.12.10

Inventa-me sardas

onde pousares os lábios.

 

 

 

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por Ventania às 00:13

Sexta-feira, 10.12.10

It's all or nothing, babe...

"Não me alimento de quases, não me contento com a metade. Não serei sua meio amiga e nem te darei meu quase amor, é tudo ou nada. Não existe meio termo"


Marilyn Monroe via miúda*

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por Ventania às 23:06

Domingo, 28.11.10

Gourmandises, by Phoebe

Apetece-me cozinhar-te em lume brando. 

Estás cru. Seguro-te com as duas mãos, retiro-te da embalagem com os meus dedos a colher-te como pinça, sinto-te a textura fresca, tensa, sinto o teu peso, cheiro-te em ânsia e confirmo perdida de vontade que me vais saber bem. Inalo nano- partículas até encher o peito de de ti, chegas-me ao palato espessas-me a saliva pelo tanto te querer provar, molho-te com a língua, e sinto-te o gosto. Aliso-te de mãos espalmadas e redefino-te formas enquanto as moldas a mim. 
Tempero-te comigo. Deixo-te depositado o meu sal e o meu óleo e adejo-te ramos de tomilho embebidos em calda de citrinos. Não te deixo repousar sob meu corpo, besunto-te a carne e humedeço-te os sulcos, rolo redondos, daqueles rosa pimenta, que incorporas. Aperto-te e escorregas como êmbolo que
inebria num casulo ao meu toque. 
Vou-te virando enquanto te aqueço a fogo e sinto escorrer os sucos que recupero sobre a tua pele tostada. Contenho-me a não te devorar
al dente. Com fome. 
Estalas agora,
crepitas, oiço-te, estás tão quente, tentas-me... 

Estás pronto. Vou-te comer.

 

 

Phoebe, Na Terra dos Lalás

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por Ventania às 09:31

Terça-feira, 23.11.10

recados pela Inês

E se com o “Fazes-me falta” (que faz, todos os dias) a engrenagem emocional é oleada e catalisa o processamento da perda, “Fica comigo esta noite” é um pedido a que agora sim, acedo, porque me diz, aí da prateleira debaixo do telefone o mesmo que me dizes na voz, no olhar e no toque, todos os dias. Todos os dias. E, um dia, vou ficar contigo todas as noites.

 

 

 

 

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por Ventania às 09:19

Segunda-feira, 15.11.10

Coisas que não sei explicar

  • Ter saudades lancinantes quando ele ainda só está a 3 metros;
  • A paz perfeita que se instala quando o vejo a dormir ao meu lado;
  • A certeza que há neste Amor;
  • Como o coração fica preenchido e sorri quando ele me beija;
  • Como posso ficar perdida, sem tempo, nos olhos dele;
  • ...

 

 

 

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por Ventania às 09:19

Terça-feira, 09.11.10

...

Your presence still lingers here e eu de chávena na mão, olho para o lado e ainda te admiro os traços. É chá de menta. Os teus caracóis ainda nos meus dedos, a tua pele ainda, sempre, em comunhão com a minha. O teu dulcíssimo beijo que me impele a fechar os olhos e ver-te. Diz-me que vai ser sempre assim.

 

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por Ventania às 09:18

Sexta-feira, 05.11.10

Memorandum

Aprendi the hard way, the hardest way, e demorei a aprender, porque sempre soube e sempre quis tanto não ser eu na minha pele. Quis fugir a mim e negar-me quem sempre fui, para ser outra, capaz de moldar-se a ser o sonho de alguém. Não, eu não tenho vocação para ser o que querem que eu seja; tão seguro como não ter vocação para “amizades coloridas”, sequer para a novel versão de “amizades floridas”, para literalmente, dar umas voltas. Muito menos com requintes de malvadez e regras absurdas que se espera que antecipemos. Não, não é para mim, que gosto de tudo tão preto no branco, com todos os contornos definidos e assumidos. Não é para mim, que sou mulher inteira e não desejo por perto quem não o saiba ser. Nunca soube encontrar um lugar na indefinição de algo entre o tudo e o nada, nunca me comovi com amizades de conveniência, nem relações em part-time. Não quero quem não se dê ao trabalho de ir mais longe, alcançar um fruto mais doce. Não tem de ser um esforço. Não deve, nunca, ser um esforço.

Já sabia que só gosto de quem gosta de si. E a seguir aprendi a gostar de mim e de quem gosta de mim.

“De nenhum fruto queiras só metade”, diz-me o Torga todos os dias. E eu ouço. Não, não quero metades, nem fracções, nem fatias. Não quero só um aperitivo nem uma amostra do que poderia ser. Quero tudo a que tenho direito. Quero tudo por inteiro, porque mereço, porque só sei dar-me por inteiro, sem reservas nem hesitações. Quero ser merecida até à última gota, amada com loucura e paixão, com a alma exposta a nú e a vulnerabilidade ao colo. Quero cada sílaba de cada palavra, cada beijo todo, toda a primavera no canto dum pássaro e todo o degelo num só dia. Quero querer sempre mais, quero que aconteça por força de querer. Quero o arrepio na espinha e a expectativa de ganhar por ter arriscado tudo.

 

 

 

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por Ventania às 09:27

Segunda-feira, 01.11.10

Enquanto dormias - by Pipoca dos Saltos Altos

Fiquei a ver-te. Descansado. Perdido nas horas que passam sempre depressa. Afaguei-te o cabelo. Perdi-me nas sombras que te marcavam o rosto a cada vez que mudavas de posição. Descobri-te uma pequena cicatriz no sobrolho. Apaixonei-me outra vez. Fiquei, vagarosamente, a olhar para ela. Depois descobri-te um pequeno sinal,quase imperceptível, debaixo do olho esquerdo. Como é que nunca o tinha visto antes? Voltei a apaixonar-me. Perdi-me uma imensidão de tempo, que são sempre minutos apressados, na pequena cova que tens no queixo. Decorei-te o desenho dos lábios. São perfeitos,foram, por certo, desenhados à mão. Toquei-te a barba que começou a aparecer no avançar da noite. Farta. Forte. Semeada com exactidão. Apaixonei-me. Enquanto tinha a mão aberta sobre o teu peito, e te sentia o pulsar do coração na palma da mão, reparei, acho que pela primeira vez, na tua maçã de Adão. Fiquei outros tantos minutos vagarosos, dos que passam a correr, a olhar para ela. Para ti. E ali estavas tu. Sem roupas. Sem máscaras. Sem nada que disfarçasse o que és ou do que és feito. Tu. Simplesmente tu. Desprotegido mas sem um rasgo de fragilidade. A nu com a luz que se agitava no quarto, a cada vez que mudavas de posição. E voltei a apaixonar-me.

 

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por Ventania às 08:10

Domingo, 17.10.10

...

 

 

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por Ventania às 11:08

Quarta-feira, 13.10.10

Segurança

 

Vai-se tornando importante com o tempo. A segurança económica, a social, a da saúde. A idade adulta traz disto. Fazemos PPRs, pagamos 11% do que ganhamos para, se um dia for preciso, na doença ou desemprego, termos algum apoio. Fazemos seguros de vida, de acidentes, seguros do carro, da casa, anti-incêndios, de bens. Tudo é “segurável”, até partes do corpo. E da segurança emocional, ninguém ainda se lembrou?

“Eu queria fazer um seguro contra desgostos, se faz favor.”


Quando a cabeça e o coração ainda estão na adolescência, atiram-se de cabeça, não viveram ainda o suficiente para saber que dói muito mais do que se vê nos filmes, que têm sempre finais felizes, ou pelo menos justos. Não se sabe o quanto a puta da vida custa, que as perdas deixam crateras enormes e para todo o sempre. Na adolescência do coração, não se conhece limites. Tudo o que se tem, dá-se, que não há fantasmas nem esqueletos no armário nem cicatrizes. Assim, sem ponderar nem equacionar nada. De peito aberto, convicto que aqueles instantes vão durar para sempre e nunca vai existir um lado B. Não se avistam finais, nem distâncias, tudo é forever e 200%. Depois, invariavelmente, vem a dor. Vem a perda. Vêm incêndios da alma que roubam tudo quanto foi alegria, que apagam em cinzas os sorrisos. Aprende-se que o forever pode afinal não durar sempre e o absoluto pode afinal ser tão relativo. Aprende-se que a reconstrução é lenta, penosa e pode nem ser sólida para aguentar-se às tempestades. Porque se sabe então que vão abater-se mais tempestades e a estrutura vai ter de resistir, sob pena de se ficar com a alma desalojada. Às vezes fica-se e a alma, penada, deambula longamente sem sair do mesmo sítio.

 

Quando a cabeça e o coração se tornam adultos, à custa dumas valentes quedas da cloud number nine, desconfiam. Não significa que deixem de ser puros e de sentir com a mesma verdade. Tornam-se renitentes. Não sucumbem de imediato  às vontades, sequer às provas de que vale a pena dar um mergulho no vazio. Precisam de garantias e certezas e tornam-se medricas, tremem de medo das nódoas negras (mais as facadas) sentimentais. Não cedem se não estiverem muito certos do que querem. Precisam de atingir um ponto, entre a tentação e a segurança, que lhes permita deixarem-se ir, e a tentação tem de ser enorme. Tem de valer a pena os possíveis danos que dantes se desconhecia. O risco de perder o juízo e aniquilar os remendos nas cicatrizes versus a felicidade sonhada. Só quando vêm no fundinho do seu imaginário, o desejo, o sonho (o tal que comanda a vida), promessas de oásis no deserto árido da solitude, estrelas cadentes e fogo-de-artifício, a rendição acontece. Entrega-se a alma dentro do coração, de bandeja, como uma aposta de tudo ou nada. E não havendo seguro contra desgostos, é mesmo isso. Ou se perde tudo, ou só se ganha.

 

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por Ventania às 09:45

Quarta-feira, 13.10.10

Estar apaixonado - a versão redutora, by Pipoco Mais Salgado

Sou eu quem te diz, Ruben Patrick...

"Se não a desejares com todas as tuas forças, se o cheiro dela não teimar em permanecer no teu cérebro, se não deres por ti perdido no caminho porque estavas a pensar nela e nem reparaste que a saída da autoestrada era lá atrás, se não te imaginares a tocá-la ao mesmo tempo que tentas negociar o melhor spread com os tipos do banco, se não se te afigurar que não há outra igual no mundo, se não te questionares sobre o que andavas cá a fazer antes de ela existir, se não te sentires insignificante quando ela fala, se não te deslumbrares, se não te parecer sublime a forma como ela se move, se não te perturbares porque o telemóvel está silencioso e já passaram dez segundos desde que lhe mandaste a mensagem, se não te afogueares só porque ela sorriu para o empregado do restaurante quando encomendou o jantar, então, meu caro, é porque não estás apaixonado coisa nenhuma."

 

Pipoco Mais Salgado

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por Ventania às 06:53

Terça-feira, 12.10.10

do Facebook:

"Someday someone will walk into your life and make you realize why it never worked out with anyone else."

 


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por Ventania às 01:07

Sábado, 09.10.10

clic!

Os olhos como filme fotográfico, que observam e registam do seu ângulo toda a beleza do mundo, em cada banalidade. Focam e desfocam, brincam com a cor e o contraste, recortam os uivos excessivos e catalogam os negativos.

 

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por Ventania às 12:26

Quinta-feira, 30.09.10

Emiliana Torrini - Jungle Drum

 

 

 

lyrics )

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por Ventania às 08:56

Quarta-feira, 29.09.10

bad roomates - T2 do coração

Há amores vivos e pulsantes, bonitos, mágicos. E há amores que morrem e há ainda amores que são abandonados. Os amores que são abandonados, não chegam, portanto, a morrer. Ficam arrumados (esquecidos não) num qualquer canto do coração, que tem espaço para muitos amores. O espaço disponível num coração para alojar amores é exponencialmente proporcional à quantidade de amores contidos num dado momento. Partilhar espaço dentro dum mesmo coração também não minimiza, em teoria, a sua grandeza, a sua posição, não invalida a devoção do coração a cada um dos amores. Mas há amores que se dão mal uns com os outros. São maus roomates. Se um está na varanda, o outro quer ir à varanda, se o outro está no sofá, o primeiro quer expulsá-lo. Desarrumam os espaços um do outro, não conseguem comportar-se e, eventualmente, a disputa acaba em olhos negros e arranhões a premiar o mau génio de cada um, e a baralhar todo o conteúdo do coração revolto. Explica-se-lhes que não têm de competir, há espaço para ambos, são ambos importantes ou não estariam a ocupar aquele T2 do coração. Que um não é menor que o outro. São os dois imensos e imprescindíveis, só tiveram a sorte de aparecer em alturas diferentes e terem crescido em tempos diferentes. Have I made myself clear? No? That’s ok too.

 

 

 

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por Ventania às 11:11

Terça-feira, 28.09.10

make it simple

 

 

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por Ventania às 10:42

Segunda-feira, 27.09.10

and that's why I love you

(always did and always will)
You with the sad eyes 
don't be discouraged 
oh I realize 
it's hard to take courage 
in a world full of people 
you can lose sight of it all 
and the darkness inside you 
can make you fell so small 

But I see your true colors 
shining through 
I see your true colors 
and that's why I love you 
so don't be afraid to let them show 
your true colors 
true colors are beautiful 
like a rainbow 

Show me a smile then 
don't be unhappy, can't remember 
when I last saw you laughing 
if this world makes you crazy 
and you've taken all you can bear 
you call me up 
because you know I'll be there 

And I'll see your true colors 
shining through 
I see your true colors 
and that's why I love you 
so don't be afraid to let them show 
your true colors 
true colors are beautiful 
like a rainbow
(True Colors, by Cindy Lauper)

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por Ventania às 09:58


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