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Ventania

In two days tomorrow will be yesterday.


Segunda-feira, 26.03.12

Pois.

Para que saibas, estou óptima. Mil vezes melhor do que quando estávamos juntos. Olha para mim, reconheces-me?! Olha para a minha pele fantástica, tão bem que me fica esta maquilhagem. Repara no brilho do meu cabelo, e no meu sorriso que nunca foi tão branco e direitinho. Nunca me viste sem aparelho. Os medicamentos estão a resultar e já quase não tenho dores. As drogas que me incharam também já acabaram, dentro de meses vou voltar ao peso com que me conheceste, vais ver. Vais ver-me passar à tua porta de sorriso em riste e vais ficar de queixo caído a pensar "Quem é aquele avião?", vais deixar o cigarro queimar-te os dedos de estupefacção.

Estou óptima. Passei o sábado inteirinho sem derramar uma lágrima, nem uma. Na minha casa está tudo nos seus lugares, como se nunca tivesses passado pela minha vida. A mala de viagem que me emprestaste para a mudança está na arrecadação, à espera que a venhas buscar. O perfume que me ofereceste está escondido e nunca mais o usei.

Estou fantástica. Aposto que de cada vez que bebes para esquecer acabas a chorar e a pensar em mim, nos erros todos que cometeste. Aposto que vais sempre, a vida toda, lembrar-te do que me disseste no último dia: que estás bem ciente de que nunca ninguém te vai amar como eu te amei, e que vais sempre, a vida toda, lembrar-te que nunca vais amar ninguém como me amaste a mim. Espero que te arrependas amargamente cada dia da tua vida do mal que me fizeste, como eu nunca me vou arrepender de nunca ter desistido de ti, de ter dado tudo e feito tudo pela promessa que tínhamos.

Mas não te preocupes, eu estou óptima. Não precisas de andar a verificar o obituário, não vou atirar-me de lado nenhum por não te ter. Não sou do género de fugir às dores, se me conhecesses saberias isso. Como é que pudeste acreditar que eu tinha mesmo encontrado outra pessoa passado um mês?! Um mês, Hugo... Isso é o que tu fazes, é a tua forma de lidar com a minha ausência, procurar outro colo, que sabes que não vai resultar em mais nada, que sabes que nunca se vai comparar ao nosso amor. Não sou eu. Se me conhecesses, saberias. Se me conhecesses, ou não te terias apaixonado por mim ou nunca terias desistido sem antes tentar de tudo.

Sonhei outra vez contigo, naquela forma de assombração que consigo sentir e cheirar. Abraçaste-me e beijaste-me o pescoço enquanto pedias desculpa, mas eu sabia que era um sonho e só disse "vai-te embora". Apertavas-me com mais força e começaste a chorar, mas desta vez não foi suficiente. Nem sonhos, nem mentiras, por muito que queira acreditar, já não servem. Tornei-me cínica, desprezo o amor, desisti de tudo e a culpa é inteiramente tua. Mas eu estou óptima. Mil vezes melhor do que quando estávamos juntos. No sábado não chorei uma única vez, já te disse?

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por Ventania às 08:30

Quarta-feira, 22.02.12

Viagem - Nuno Júdice

Se eu voltasse a nascer, e
as minhas mãos me ensinassem o caminho
que vai do coração ao mundo, e
os meus olhos me abrissem o círculo
que o mar desenha no horizonte,
e o meu nariz respirasse a luz que a manhã
solta de dentro da névoa, e os meus lábios
pedissem o pão de estrelas que as aves
trocam entre si, e os meus passos me conduzissem
para onde ninguém precisa de voltar,
o tecido da minha vida seria transparente
como o vidro da janela que não abro,
o fio que vou puxando seria eterno
como os números que contam os dias de um deus,
a tesoura da noite ficaria na caixa
que não precisei de abrir. Se eu voltasse
a nascer, e as velas do sonho me envolvessem
com o linho do seu vento.

 

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por Ventania às 23:06

Sexta-feira, 06.05.11

Maybe it's not even you...

 

 

 

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por Ventania às 18:57

Terça-feira, 03.05.11

Looking at old photos

 

We had fun. We had our moments. You made me feel a Woman. You were always such a dear friend. You were the first one I loved whole. You were the saddest piece of my life. You were the one I missed most. Your words hurt like knives. I will never forget you.

 

 

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por Ventania às 15:45

Terça-feira, 22.03.11

...

 

 

 

 

 

 

Nunca pensaste que falasse a sério quando disse "nunca mais".

Nunca achaste que fosse forte o suficiente, que valesses tanto ou tão pouco.

Nunca me conheceste. Nunca te ocorreu que das palavras se fizesse lei.

Nunca sonhaste que depois do "nunca mais", nunca mais um som, nunca mais uma aproximação, um acidental piscar de olho.

Nunca imaginaste que depois do "nunca mais" fosses tu a esticar um dedo na escuridão.

Nunca acreditaste que fossem os teus olhos espantados a travar e todo o meu gelo a dizer-te o que só nos silêncios se ouve.

Nunca viste o que era mais óbvio.

Nunca mais, ninguém. Nunca mais.

 

 

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por Ventania às 10:15

Quarta-feira, 02.03.11

Eu desejo-te.

E já to disse, e já to repeti, e repetirei, e desejarei, porque não sei saciar a fome da minha pele pela tua.

 

Desejo, by Boca de lís

 

Desejo. É uma coisa engraçada e dá-se-lhe pouco apreço. No amor todos querem espetar o dedo, como quem gira um globo de plástico e o pára só para dizer "Estive aqui!", apontando para um sítio do planeta. "Amei aqui!", dedo espetado na ferida que esse bastardo tem por costume deixar. Do desejo fala-se pouco: levantam-se mãos que “Não fui eu!”. Varre-se para debaixo do tapete, desligam-se as luzes antes de o cumprimentar, porque ai de quem lhe veja os olhos. O seu lado lunar, pulsando vaidades animalescas que ninguém consegue pintar em alegorias. O amor ensina-se às crianças; sexo tem idade. Podemo-nos apaixonar aos 4 anos e seremos idolatrados do infantário à reforma – é história de se gabar aos netos. Se aos 4 fala de sexo, é prematura e dir-se-á promíscua até aos 30 – e só os pais saberão o pudico e secreto incidente. Contam-se romances e interioriza-se que o amor é uma coisa tão agradável que não lhe bastam todas as metáforas nem suficientes lhe são todas as líricas. O amor é como um suminho de laranja natural, apetece. A apregoada imagem de um casal idoso que dá as mãos, passeando na rua, comove mundos. Imaginam-se enredos, de uma paixão proibida, restringida, e um amor que vinga incondicional e independentemente. Não há histórias da luxúria na primeira pessoa, os contos exigem coerência que o desejo não tem. Desejo-te. Não se diz. É comprido demais, tem muitas sílabas, não fica bem em inglês e certamente se perde nas traduções para o francês. Roça o pornográfico se virmos por línguas espanholas. Cai em desuso, porque áspero. O desejo é como um limão, não se lhe pode trincar que incomoda até às vísceras. Até faz parecer que não se gosta de uma pessoa: queremo-la. E se "quero-te bem" é amoroso, "quero-te", assim, sozinho, desnudo, já parece capricho. Mas queres porquê? Egoísmo, pela certa! E ai dos Homens que se prestem a vanglórias, olhem o amor que é altruísta! Coisa bonita! Existe para lá do corpo e... morre sem ele. Porque dêem-me quantas líricas queiram, poética que o seja, não vejo amor sem desejo. Sem um "chega-me para cá essas pernas, mulher!" ou um agarrar de unhas cravadas nas costas dele, porque se o deseja por inteiro. Só havendo laranjas, não nos sai da cabeça a imagem amarela e reluzente daquele limão - Trinca-me.
E porque é o que mais nos aproxima dos animais, é o que mais nos assusta. Julgamo-nos tão racionais e, no final de contas, tão especiais... que nos esquecemos que é o desejo que nos alimenta o amor. Impropriamente, o Amor Próprio - rei de todos os outros.

 

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por Ventania às 20:52

Domingo, 23.01.11

:)

Mais:

Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto de ti. Gosto tanto de ti. Gosto de ti. 

 

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por Ventania às 13:53

Segunda-feira, 10.01.11

...

 

Or you miss someone you've met, who meant a lot, who was a dear friend and left your life. That happens too.

 

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por Ventania às 08:00

Quinta-feira, 06.01.11

Catalisador

Fingindo que não sente, fingindo que não dói, fingindo que não lembra, vai fingindo não ser, fingindo não amar nem chorar. Fingindo que não é fingimento, vivendo episódios fingidos sem finais felizes.

 

 

 

 

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por Ventania às 09:25

Sábado, 01.01.11

#365

 

 

"Nobody's irreplaceable" the doctor said. I'm sorry to say she was wrong.

I still miss you, L.

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por Ventania às 16:36

Sábado, 25.12.10

Do Amor, by advogada do diabo

Um dia cresces. Olhas-te ao espelho e sentes-te homem. Vais bater com a cabeça e perceber que nunca soubeste o que é amar. Nunca amaste. Passaste a mão pelo corpo de alguém sem que o toque te provocasse um arrepio pela espinha. Adormeceste sempre. Mesmo que tenhas chorado durante horas com a cabeça enterrada na almofada. Adormeceste sempre. Nunca perdeste o apetite. Nunca te isolaste. Nunca as tuas pernas (e o teu coração) deram, ao mesmo tempo, um impulso na direcção dela. Tiveste-a. Mas também tiveste medo. Deixaste-a ir. Mas ela nunca te deixou ir. Escolheste sempre o caminho mais fácil. Não deste hipótese ao amor. Ele não é simples de se ter. Mas isso é inevitável, quando ainda não se tem a força de um homem. Diz-me, quantas vezes, apanhaste o primeiro comboio e foste ter com ela? Mesmo que isso implicasse ter de passar a noite na estação, ou ter de fazer uma directa? Quantas vezes lhe vendaste os olhos e lhe tapaste os ouvidos e a guardaste em ti? Quantas vezes depois de ela te ter dito "desisto" lhe refutaste os argumentos? Diz-me! Não sabes o que é sentir o estômago a dilatar, os olhos a arder. As mãos frias no Verão e suores quentes no Inverno. Não sabes o que é escrever uma carta de amor pirosa e rasgá-la logo depois com vergonha. Não sabes o que é adormecer a olhar para o telemóvel à espera de uma chamada ou de uma mensagem. Ou como se fica quando somos rejeitados. Para ti, o tempo nunca parou nem nunca avançou depressa demais. Tem o equilíbrio que lhe conhecemos. E tudo é simples e descomplexo como quando temos cinco anos. Nunca amaste, meu querido. Não me venhas agora dizer que sabes o que é a vida.

 

advogada do diabo

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por Ventania às 02:08

Sábado, 25.12.10

...

Aquela conversa do dia de Natal terá decerto sido uma esquizofrenia para que prontamente avançaste uma justificação (não uma desculpa). Pena que nunca tenhas justificado todos os outros dias em que não era Natal.

 

Destroçaste-me, toda. O coração, o orgulho. Aos poucos levaste tudo.

A seguir dedico-te um texto que não é meu, mas sabes que podia ser. Atenta nele.

Tens a certeza que te desejo o melhor, e estás certo. Mas também desejo que não destroces mais ninguém e que ninguém mais te dê importância suficiente para que isso aconteça.

 

Feliz Natal!

Last Christmas I gave you my heart

But the very next day you gave it away

This year, to save me from tears

I'll give it to someone special

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por Ventania às 01:16

Quarta-feira, 15.12.10

...

 

 

Não mesmo. Podem fechar-se portas, podem quebrar-se os elos virtuais, pode fingir-se que nunca aconteceram os telefonemas aflitos, de preocupação e de carinho, pode nunca mais ter-se entornado uma palavra honesta, podem queimar-se as fotografias, pode seguir-se em frente de queixo muito erguido e sem olhar para trás. Poder, pode. Mas o que somos é também o que fomos uns para os outros. Era mais bonito trocar um sorriso e fazer de conta que tudo está sanado, desejar feliz ano novo e mandar sms de parabéns, era. Mas talvez porque isso nunca faria jus ao que foi, talvez porque tenha sido tão mais bonito, talvez porque se dermos bem conta da ocorrência sente-se-lhe a falta. Bonito é guardar as pessoas bonitas, mesmo que a estória não tenha tido um final bonito, ainda não.

 

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por Ventania às 08:00

Sexta-feira, 26.11.10

...

 

 

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por Ventania às 08:00

Sexta-feira, 26.11.10

Big girls don't cry

Não, os amores não morrem. Eu sei disso, tu também. Toda a gente que já amou sabe que os amores nunca morrem. Arrumam-se, afastam-se, definham, esquecem-se. E a verdade é que eu amei-te. Como te amei! E a verdade é que penso ainda em ti, que a tua ausência me dói ainda horrores. Que a saudade sufocada persiste. A verdade é que procuro pretextos para deixar as lágrimas rolarem, porque sei que nelas te encontro. Sempre foi assim, as minhas lágrimas têm o teu nome. A minha verdade, o teu nome e as lágrimas, ao menos esses ficarão indissociáveis para sempre.

 

 

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por Ventania às 06:34

Terça-feira, 23.11.10

recados pela Inês

E se com o “Fazes-me falta” (que faz, todos os dias) a engrenagem emocional é oleada e catalisa o processamento da perda, “Fica comigo esta noite” é um pedido a que agora sim, acedo, porque me diz, aí da prateleira debaixo do telefone o mesmo que me dizes na voz, no olhar e no toque, todos os dias. Todos os dias. E, um dia, vou ficar contigo todas as noites.

 

 

 

 

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por Ventania às 09:19

Sexta-feira, 29.10.10

The only difference is:

*missed. Past tense.

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por Ventania às 13:04

Sexta-feira, 29.10.10

*

Quando me conheceste não ligavas à fotografia. Tiravas poucas fotos e com a data a amarelo no canto (god!). Passado um ano, tornaste-te um fotógrafo amador talentoso. Inseguro, mas talentoso. Gosto de pensar que foi um pouco da minha influência. Que também mudei qualquer coisa em ti.

Quando me conheceste não usavas relógio. Eu também não. Só muito raras vezes e no pulso direito quase todas, para estimular a elasticidade neuronal, falámos sobre isso. Hoje vi-te com relógio no pulso direito. Sorri.

Recordo-te. Recordo-nos. Caramba... Onde estávamos há 12 meses e onde estamos hoje! E onde poderíamos estar se aquele 29 de Outubro tivesse sido diferente.

Continuas a ser uma das minhas pessoas favoritas, das melhores que já me atravessaram a existência, in so many ways. Ainda que penses o oposto de mim.

 

 

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por Ventania às 06:50

Domingo, 17.10.10

Cobardemente citando Maria. Outra vez.

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por Ventania às 12:57

Sábado, 02.10.10

na imensidão do deslumbre

 

 

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por Ventania às 10:45


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