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Ventania

In two days tomorrow will be yesterday.


Domingo, 23.09.12

Porque é que as férias me fazem bem aos 'nervios'?

Porque assim que chego e abro a caixa de correio caem-me 300 Kg de papel em cima e, believe it or not, o mais interessante da pilha era a factura da água.

 

Porque tenho 2 médicos a dizerem-me que a medicação que tomo é fraca demais (14 comprimidos diários e uma injecção quinzenal) e 2 médicas a dizerem que não podem aumentar a medicação porque já tomo drogas demais.

 

Porque depois de estar mais de uma hora numa Worten à espera que tratem dum último equipamento em exposição que pretendia comprar, o empregado desaparece enquanto eu (oportunamente) aproveito para fazer umas pesquisas nos laptops que têm em exposição e descubro o modelo acima do que ia comprar pelo mesmo preço numa loja concorrente.

 

Porque na minha língua materna as faltas de profissionalismo me parecem ainda mais gritantes.

 

Porque as plantas cresceram lindamente na minha ausência e no dia seguinte ao meu regresso começam a murchar...

 

Porque as pessoas em quem confio me desiludem mais do que os desconhecidos.

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por Ventania às 14:12

Sábado, 22.09.12

Voltei, voltei... voltei de lá...

Regressada de férias/retiro espiritual, gostava mesmo muito que alguém me explicasse uma coisa:

 

então o governo ainda não caiu porquê?!

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por Ventania às 21:54

Domingo, 26.08.12

cumplicidade surda

É bom ter cúmplices, longe da banalidade das palavras e dos rituais cansados, ter quem nos conheça um pouco sem os estereótipos cara-nome-morada, ser quem se é só porque se pode, sem expectativas a corresponder, sem cobranças nem juízos.
É muito bom saber que há quem nos compreenda, sem julgar, sem precisar questionar.
Devia ser sempre assim.

 

A realidade devia continuar os sonhos, não castrá-los. É uma pena... 

Mas enquanto sonhar for possível, aproveitemos para ir sorrindo os sorrisos que a vida vai roubando.

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por Ventania às 08:08

Sábado, 25.08.12

zen

O médico ordenou "não se pode aborrecer nem irritar, olhe que ainda é muito nova e tem uma vida inteira para lidar com coisas difíceis, umas boas e outras más".


Portanto, para além de temporariamente ter o dia-a-dia revestido com isolamentos vários, e para além de passar as pessoas por uma peneira fina, também não posso ler nem ver notícias.


Vou meditar, é isso.

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por Ventania às 20:08

Quinta-feira, 15.03.12

Isto anda tão morto por aqui

(e azedo, dirão alguns), que vem mesmo a calhar. É que eu gosto mesmo de limões e limonadas e é mesmo o ideal para combater a oxidação (inserir piada sobre blogue ferrugento).

 

Custa muito, pá, mas cá vão 11 factos sobre a minha pessoa:

  1. Não gosto de pimentos nem de pessoas.
  2. Deixei recentemente de acreditar no Amor e temo que seja mesmo definitivo.
  3. As coisas que mais gosto de fazer e me fazem feliz per se são viajar, fotografar e aprender.
  4. Sou metade ciência e metade arte, metade racional e metade esoterismo, metade números e metade letras, e não concebo a vida doutra maneira.
  5. Não só não tenho parafusos a menos (apesar do que pode parecer), como tenho parafusos a mais.
  6. Adoro aviões, balões, pára-quedas, pára-pentes, planadores e tudo o mais que implique voar, e adorava ter sido pilav.
  7. Já fiz várias coisas que passei anos a jurar que nunca faria (como filiar-me num partido político, por exemplo).
  8. Só há uma bebida alcoólica que não bebo de todo, e creio que perdi a capacidade de ficar "etilicamente alterada".
  9. Já fui improvavelmente feliz e miseravelmente infeliz, e a distância entre os 2 estados é tão pouca que se torna ridículo.
  10. Continuo a amar amigos que já perdi.
  11. Se pudesse, mudava muitas coisas em mim.

 

E as respostas às perguntas cítricas: ;)

 

  1. Qual a pessoa que melhor te conhece? A minha amiga Amarguinha do coração. Nem é preciso dizer nada.
  2. Qual o piropo mais engraçado que ouviste? Não sou o tipo de rapariga que desperta piropos, nem que os retenha na memória...
  3. Nunca sais de casa sem...? Banhoca tomada, toda perfumadinha, baton hidratante, óculos de sol, chaves.
  4. Qual o som/musica/toque que tens no teu telemóvel? Uma cena oriental muito zen (e o canto dum passarinho que ficou mudo).
  5. O que é que te tira do sério? Mas mesmo, que até chega a causar-te urticária? A estupidez, pá. Injustiças. Erros ortográficos. Lambe-botas. Incoerências. As MENTIRAS, ui!
  6. Qual a última vez que riste até chorar? Esta tarde. Os meus ataques de riso são muito maus, e quando estou desvairada da cabeça sucedem com alguma frequência (deve ser para exteriorizar, já que não admito lágrimas sem riso quando está mais gente em volta). Toda a gente ri e passa em frente, e a boa da Ventania continua a rir, a rir, a rir, as lágrimas a cair, a barriga a doer, é até faltar o ar.
  7. O que é que nunca perguntarias ao teu/tua namorado/a? Eu pergunto(ava) sempre demais, as coisinhas mais estapafúrdias e todas as que constam da cartilha de assuntos tabu e que é melhor nem saber. Yeap, that's me, tiros no pé são habituais.
  8. Onde gostarias de ir nas próximas férias? Ahahah. OK, cá vai: Rússia, Paris, China, Malásia, Vietnam, Tanzânia, Quénia, África do Sul, Rio de Janeiro, Nova Iorque, Islândia, E.U.A., Canadá, Austrália, Hungria, Tailândia, Japão... :D Sou muito pouco esquisita.
  9. Que acham das calças coloridas? Está na moda... Para mim não, obrigada (fidelidade absoluta aos jeans). Mas pode funcionar.
  10. O teu blog é segredo teu ou os teus amigos conhecem-no? Os amigos muito muito muito amigos conhecem, mas é suposto ser 'secreto'. Mas a maior parte deles também não liga puto aos meus devaneios.
  11. Se tivesses a carteira tão recheada como o Ronaldo, o que comprarias já, já? Um bilhete round-the-world, claro. Sem pensar duas vezes. ;)
Vou perverter as regas*, não faço perguntas nem nomear ninguém, é o sirva-se quem quiser (e salve-se quem puder). ;)
*leia-se regRas, sou toda a favor das regas (moderadas em terrenos de sequeiro), as regras é que me lixam.

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por Ventania às 23:11

Quinta-feira, 15.03.12

Lição aprendida à bruta

Todos precisamos dum momento Calimero every now and then. Tentar ser e tentar parecer sempre invencível, inabalável, forte, solid as a rock, o pilar de tudo e todos, a postura sempre recta e sem fraquezas é uma merda.

As pessoas começam a esperar que nos aguentemos a tudo, que sejamos sempre os bombeiros de serviço nos cataclismos, ainda que sejamos os primeiros a levar com o tecto em cima. Se passamos a imagem de super-homens e super-mulheres, não devemos levar a mal quando os outros se sentem defraudados se só nos apetece ser o banal fraquinho e incapaz.

Porra, não tenho condições de ser super-mulher agora, ok? Não aqui, que é a minha casa, em que ando descalça. Não tenho sempre um sorriso nos lábios, não sou sempre optimista e de momento a atitude positiva está a hibernar. Também sinto, também me vou abaixo, também choro, mesmo que não deixe ninguém ver. Sofro e reservo-me o direito de sofrer aos berros, estou farta de morder a língua e puxar-me pelo cachaço até dar a volta por cima. Estou-me nas tintas para o facto de ser mais ou menos interessante aos olhos de alguém, não preciso nem quero agradar a ninguém, não ando à procura de nada, não quero conhecer pessoas porque não gosto de pessoas, as pessoas fazem-me mal e o que eu quero é esquecer metade das pessoas que já conheci.

 

Estou de mal com a vida sim, tenho motivos de sobra e estou no meu direito.

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por Ventania às 00:10

Quarta-feira, 07.03.12

I'm so useless

Exhibit A - sou capaz de fazer posts mais longos que O Arrumadinho, dizendo muito menos.

 

Exhibit B - toda a estaleca adquirida em milhentas aulas frente a 30 e mais alunos, gestão de equipas, apresentações em reuniões com big bosses, vale zero quando a insegurança ataca.

 

Exhibit C - Consegui a façanha de ter relações cortadas com TODOS os espécimes do género masculino que alguma vez me disseram que gostavam* de mim. (Não são muitos, mas são mais de 8...)

 

 

 

*no sentido romântico, que a família, amigos e co-workers falam todos comigo!

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por Ventania às 23:10

Terça-feira, 06.03.12

...

Não é caso único. Aqui há uns 7 ou 8 anos, tinha começado a namorar com o "falecido", começávamos a conhecer os amigos um do outro, e ele insistia para que eu conhecesse quem seria "uma das melhores amigas". Naturalmente que sim. Pois que a primeira impressão (e todas as seguintes) não só não foi a melhor como detestei a rapariga. E depois o dilema... Como dizer ao namorado que detestei a melhor amiga (ou uma das, whatever) e preferia nunca ter qualquer tipo de proximidade com aquela pessoa? Quando no dia seguinte ele me coloca directamente a questão que queria evitar, "Então, o que achaste da S.?" ainda tentei rodear, mas eu sendo eu, tenho pouco talento para não dizer tudo o que me passa pela cabeça e acabei por disparar um diagnóstico nada abonatório. Mas nesta situação em concreto, tinha motivos reais...

 

Acho que foi pouco antes do Natal, e combinei encontrar-me com eles depois dumas compras que ia fazer com uma amiga minha. Lá seguimos, eu e a minha amiga, para o ponto de encontro, já lá estava o "falecido" e outro amigo, todos bem dispostos e em amena cavaqueira, quando chega a sujeita, atrasada e esbaforida. Apresentações, etc., e os amigos começam a colocar algumas novidades em dia. A S. era amiga do meu namorado na altura e do amigo dele, mas nunca me tinha visto a mim e muito menos à minha amiga. Mas nem isso pareceu inibi-la de nos pôr a par, detalhadamente, da aventura que estava a ter com um rapaz que era namorado duma sua 'amiga'. (What?! Sim, isso mesmo.) E então não se sentia muito bem, porque estava a enganar uma amiga (se fosse uma desconhecida, não havia problema?!), e o seu dilema era se continuava a encontrar-se com o rapaz às escondidas ou dedicava-se só ao amante casado do trabalho... E assim mesmo, sem pudores, sem nos conhecer, foi esta a primeira imagem que me foi oferecida.

 

Na minha juventude ingénua de então isto foi uma pedrada no charco. E mesmo hoje, depois de ter visto e ouvido de tudo (and I really mean DE TUDO), e quase nada me espanta, ainda penso frequentemente que vivo num mundo muito distante do "mundo real"...

 

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por Ventania às 09:07

Domingo, 04.03.12

...

A minha amiga tem uma amiga de quem não gosto. Por nenhuma razão em especial. Não gosto da forma como me olha, não gosto do modo como fala, o próprio tom de voz da moça irrita-me sobremaneira. Talvez seja da postura algo snob, talvez me faça, inconscientemente, lembrar alguém, mas não confio nela nem um pedacinho, tudo o que diz me soa a falso e a segundas intenções.

Tantas vezes me digo que tenho de dar mais crédito aos instintos que desta vez me vou deixar ficar assim. Noutros tempos, faria um esforço por ignorar esta sensação, por racionalizar e achar que estou apenas a implicar sem razão. Agora, estou-me nas tintas. Não gosto dela e ponto.

 

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por Ventania às 19:56

Segunda-feira, 27.02.12

Quantos pais tens?

 

 

 

O ideal para qualquer criança era ter um lar saudável, um pai e uma mãe, dois avôs e duas avós, todos com muito amor e respeito para dar, carinhosos, sensatos, pacientes, com conhecimentos de pedagogia, psicologia, medicina e já agora magia.

Mas não há famílias ideais, nunca houve. Nada na vida é ideal. Todas as famílias têm questões a resolver, não há pessoas perfeitas, e há muitas pessoas (infelizmente demasiadas) sem a mais pequena aptidão para ter filhos (nem sequer estou a falar das condições - higiene, segurança, estabilidade). Pais que abandonam, maltratam, vendem, molestam, torturam os próprios filhos, são chocantes e deixam-nos perplexos, mas não são raros. Se estas pessoas deviam ter filhos? Obviamente que não, diz a razão, obviamente que sim, diz o livre-arbítrio e a lei.

Famílias disfuncionais são ainda mais, e por múltiplos e variados motivos. Às vezes as consequências para os menores são devastadoras e estes são afastados da família.

 

De facto, há inúmeras crianças pelo mundo fora que nunca tiveram pais, uma família, um colo. Por outro lado, há imensas pessoas que não conseguem ter filhos, ou que conseguem mas querem adoptar, sejam quais forem os seus motivos. Algumas destas pessoas são sozinhas, outras vivem como casais. Pessoas de todas as cores, credos, nacionalidades e tamanhos. Umas são mais ricas, outras mais pobres. Pessoas todas diferentes, algumas que já têm família, e até outros filhos, outras que querem dar uma família a alguém. Alguns dos casais que querem adoptar são casados, outros não; alguns são casais heterossexuais, outros são casais homossexuais. O que é que isso interessa?! Os casais separam-se, divorciam-se, afastam-se, tornam a casar; as famílias abarcam filhos de casamentos anteriores e posteriores, parentes, irmãos, tios, primos... Porque há-de a lei privar tantas crianças de acederem a essa felicidade que é não estar sozinho no mundo?! Porque tem a lei de impedir que algo tão natural como constituir família esteja vedado a casais homossexuais? Alguém retira filhos às mães solteiras por não fornecerem uma figura paternal às crianças? As famílias monoparentais estão porventura condenadas a traumatizar as crianças? A alternativa que a lei e o estado fornecem é deixar as crianças crescer num ambiente institucionalizado de regras e sem figuras-modelo. É isto que queremos fomentar, uma sociedade ainda mais desumanizada?

 

Podia continuar por capítulos inteiros. Esta temática envolve questões tão importantes quão delicadas, e há muitas questões cuja resposta formal do estado português não entendo, de todo. Mas disto não me restam dúvidas:

 

 

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por Ventania às 09:36

Quinta-feira, 23.02.12

loop

Estou presa num loop. A enlouquecer, tonta, num loop que se repete ad eternum.

Os mesmos nomes, as mesmas caras, as mesmas frases. As aproximações, as fugas, as rejeições, o medo, os argumentos, as expectativas, os sorrisos, a audácia, o risco, a entrega, a paz, a ausência, o conflito, a dor, a mágoa, o perdão, a mágoa maior, o amor, a confiança, a desilusão, a ruptura, a dor maior, o luto, a revolta, o amor, a saudade, a dor, a desilusão, as fugas, a saudade, o amor, as cicatrizes, as aproximações, as fugas...

 

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por Ventania às 09:09

Segunda-feira, 13.02.12

Pieguice pegada

Ela também fez algo do género. Não era Dia dos Namorados nem aniversário dele nem deles nem de ninguém, não era data nenhuma em particular. Até porque o fez várias vezes, porque sim, porque (achava ela) que todos os dias eram especiais, ou sem motivo para não o serem. Dúzias de papelinhos espalhados pela casa, nas gavetas, nos bolsos, na carteira, dentro do frigorífico e livros e jarras. Muitos, para nunca se esgotarem, em sítios improváveis para o lembrar que em qualquer ocasião ela estava presente e o aquele imenso amor também.

Alguns anos depois, quando ele decidir esvaziar um gavetão de sapatos ou um frasco de pacotes de açúcar, vai encontrar um bilhetinho, que vai ter escrito um código, com letras, corações ou nomes que não passam de memórias embaciadas e encarnadas. Não vai entender de início, só passados uns segundos vão meia dúzia de sinapses levá-lo de viagem astral até quem um dia chegou a ser. Não se sabe se vai ou não repetir o automatismo frio do passado e encestar outro papel amachucado, junto com a certeza dum sonho renegado.

 

Ela não vai tornar a pegar na caneta de ponta de feltro, encarnada da vergonha que são as paixões abandonadas em alto mar, nunca mais. Só se lembrou do medo, tanto medo, sentimento estranho e abafado que lhe apertava a gola da camisola enquanto chorava de braços abertos no alto duma qualquer falésia. Nas gavetas dela não havia bilhetinhos, nem cartas, nem um postal para exemplo. Não havia poemas em caixas bonitas, nem desabafos enamorados a ecoar nas paredes do hotel azul, nem fotografias, nem conchinhas da praia.

Foi vista a tomar balanço em alta velocidade e, do que se sabe, desvaneceu-se em pleno ar.

 

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por Ventania às 08:52

Domingo, 05.02.12

de vespa

E íamos de vespa a Siena beber um expresso.

 

 

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por Ventania às 08:55

Sábado, 04.02.12

Arrependimentos? Não, obrigada.

Ao ler este artigo, confirmo alguns dogmas pessoais que faço questão de manter presentes. Quero lá saber que achem que tenho mau-feitio, que sou impulsiva, que estranhem que as minhas prioridades não coincidam com as da "norma".

 

A única coisa que todas as pessoas têm em comum é que toda a gente morre. E, regra geral, ninguém sabe ao certo como e quando é que a morte lhes chega. Até prova em contrário, parece que só se tem uma vida (ou, vá, memória duma vida). Então, o racional não é seguir o trilho dos outros, viver acomodado a rotinas infrutíferas, fazer só o que já foi feito, porque é isso que os outros esperam de nós.

 

Se só tens a tua vida para viver, e só tu podes gozar esta tua vida, que diferença faz o que os outros pensam?

Se te apetece largar tudo para correr atrás daquele "sonho maluco", vai! Se percebeste agora que queres o oposto do que tens, volta atrás. Se te sentes mal, escolhe o que te faz bem. Go for it! Agarra-te aos sonhos e à alegria de viver. E sobretudo, não deixes que ninguém te diga o que deves ou não fazer. Sê o dono do teu presente e do teu futuro, abre as asas e vai ser feliz! :)

 

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por Ventania às 10:15

Sexta-feira, 03.02.12

seed

A cultivar o amor como sementeira. Porque dar a alguém a chance de amar sem contas feitas ao deve e haver é uma maçã envenenada de candura. Sim, permito que me ames por quem não sou. Vês como sabes amar?

 

 

 

 

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por Ventania às 09:40

Segunda-feira, 23.01.12

Again and again

Dizem que a História tende a repetir-se.

Do alto de toda a minha racionalidade, sempre achei que isso é uma redução bacoca, uma daquelas generalizações que se tornam cliché sem fundamentos que o justifiquem. Acho que o que é lógico é que as relações causa-efeito se repitam, porque assim sucede tanto nas leis físicas como nas outras todas, mesmo as que não conseguimos isolar em "laboratório". Desde a maçã que mudou o mundo* que assim é e será.

Mas nem artilhada de ciências e lógicas até aos dentes consigo traduzir as repetições das minhas estórias. Às vezes tenho a sabedoria de reconhecer as pistas e não repetir as minhas acções (porque já sei que vai dar asneira e aprendi da primeira vez), noutras vezes não dou por ela até ser tarde demais e caio vezes e vezes sem conta exactamente da mesma maneira, no mesmo sítio. As nódoas negras aparecem exactamente nos mesmos sítios, estou até capaz de jurar que algumas se tornaram permanentes.

Das duas, uma: ou o que eu acho que são os insólitos que se me repetem não são tão insólitos quanto isso, ou as repetições são sinais que o Universo me esfrega na cara, mas claramente não falamos a mesma língua. Probabilísticamente, as coincidências são tão irrelevantes que nem as admito enquanto possibilidade.

 

Portanto, com a vossa licença, vou ali para o único abrigo blindado anti-catástrofe que conheço e deixo aqui apenas uma sombra do que estava guardado para o amanhã.

 

 

 

* Para os mais distraídos, trata-se da maçã que caiu na tola do Isaac Newton.

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por Ventania às 14:30

Domingo, 22.01.12

Adeus aos meus amores que me vou

para outro "mundo". 

Viva o agendamento de posts - ninguém dará pela minha falta anyways.

FUI!

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por Ventania às 22:06

Sábado, 21.01.12

Vivo num país

  • em que o P.M. nunca teve curso ou profissão para além de actividade partidária até quase aos 40 anos (depois logo passou a administrador duma série de tachos empresas);
  • em que grande parte do eleitorado não é digno desse nome, e sofre de amnésia selectiva;
  • em que os ministros não precisam de ter uma sombra de qualificação nas áreas das pastas a que presidem;
  • em que houve pelo menos um (ou serão 3?) P.M. que fez o mesmo que o comandante do Costa Concordia e ainda foi promovido;
  • em que são os mais pobres a ter de fazer maiores sacrifícios para pagar dívidas que não contraíram;
  • em que o P.R. se atreve a queixar-se das "pequenas" reformas (de vários milhares de euros) que ele e sua esposa auferem - qualquer das minhas avós poderia ensiná-lo a sobreviver dignamente e sem quaisquer dívidas, apesar de depois de vidas inteiras de trabalho árduo desde crianças, auferirem reformas de duzentos e picos euros; e não, as minhas avós nem sequer são professoras catedráticas de Economia;
  • em que o P.M. sugere a emigração como alternativa para os desempregados;
  • em que o património natural e cultural é sacrificado em nome do capital;
  • em que o brio profissional é mais raro do que o chico-espertismo;
  • em que a educação está subvertida para servir taxas de sucesso e não para efectivamente educar;
  • em que a maior parte dos jovens licenciados está no desemprego, em que se instiga a que estudantes cuja formação é um investimento (grande) do Estado vão produzir riqueza para o estrangeiro;
  • em que os criminosos não são punidos, em que os corruptos são reeleitos, mas nada disso mexe muito com o ânimo da malta, que o importante é ver a bola e beber as "mines".
Querem que goste de aqui viver? Desculpem lá, não gosto. Não sou particularmente patriota. Gosto de muitas coisas deste país, abomino outras tantas.
As minhas expectativas foram frustradas.
Fui (bem) educada, no pressuposto de que é o mérito e o esforço que faz avançar cada um e, por conseguinte, o colectivo. Investi muito, quase todo, o meu tempo, e muito dinheiro, na minha formação. Sempre fui a aluna mais aplicada, disciplinada e bem-sucedida no ensino obrigatório. Segui o meu sonho, porque estava convicta de que teria todas as oportunidades ao meu dispôr, se trabalhasse muito e bem. Trabalhei, muito e bem. Formei-me. Trabalhei muito, naquilo que gostava, em condições ridículas. Era mal-paga, não tinha benefícios sociais, estive a recibos verdes, mas acreditava que as coisas podiam mudar. Especializei-me. Fiz mais cursos extra-curriculares. Trabalhei de borla (porque nunca chegaram a pagar-me) para um instituto público. Continuei a trabalhar muito, a insistir, à procura dum emprego digno desse nome, que praticamente não existe na minha área. Vi quem tinha boas ligações políticas e familiares saltar muitos degraus à frente, independentemente do mérito. Depois duns anos a frustração aliou-se a problemas de outras ordens e bati com a porta. Arregacei as mangas. Fui à luta, disposta a fazer o que fosse preciso. Comecei a trabalhar numa área absolutamente estranha e diferente para mim. Ao fim de 3 meses apenas surgiu um convite para algo melhor dentro da empresa. Ao fim de uma semana no novo projecto fui convidada a liderá-lo. Correu bem. Trabalhei muito. O vínculo continuou a ser muito precário, mas a superação de objectivos valeu-me remunerações mais simpáticas. Quando surgiu o convite para um part-time na minha área agarrei com as duas mãos. Tive 3 empregos em simultâneo, 2 oficiais e mais um biscate numa terceira área completamente diferente. Consegui pagar a entrada duma casa com o fruto do meu trabalho. Quando acabaram aqueles projectos os convites renovaram-se se ambos os lados, mas com um crescente nível de responsabilidades; tive de optar, só podia ficar com um. Optei, provavelmente mal. Joguei pelo seguro, preferi ganhar (muito) menos e trabalhar na área oposta à da minha paixão com um contrato que me garantia estabilidade e paz, em vez de trabalhar numa área do saber próxima da minha, em algo que me deu muito gozo e teve óptimo feedback de todas as partes, pertinho de casa, a ganhar mais do dobro, mas era um emprego que só estava assegurado por seis meses, a seguir ninguém sabia. Escolhi a "promoção" do outro lado, o que implicou passar a trabalhar o triplo e ganhar metade. Também podia ter ficado no desemprego a ganhar o dobro, mas isso seria impensável para mim. Trabalhei muito, imenso. Fiz um mestrado. Tirei outro cursinho, comecei outra licenciatura. Sempre com resultados muito bons.  Este emprego, que ainda mantenho, não me valoriza, não me recompensa, não me satisfaz. Gosto de 80% do que faço; não tenho é perfil para as implicações que este meio acarreta, o graxismo, a falta de transparência, os "yes men"; não gosto que a qualidade do trabalho e o esforço não sejam reconhecidos. Não há perspectivas de evolução na carreira, não há hipótese alguma de promoções ou aumento salarial. Cheguei a um ponto morto.
Vivo num país que me maltrata e que não me aprecia. Como numa relação de violência doméstica, não pode ser o hábito a manter a relação. A paz de espírito vale muito mais. E eu preciso de paz, desesperadamente.
Não, não gosto de aqui viver. Para além de tudo o mais, e acreditem-me, há muito mais, é Portugal que me desgasta.
Este ciclo tem de ser encerrado. Duma maneira ou de outra.

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por Ventania às 23:48

Segunda-feira, 12.09.11

Dear God...

 

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=28289

 

 

O "grau" de homossexualidade!? Wtf? E isso medir-se-ia em Farenheit? Em Watt? Em Joule? Numa escala de Richter?

Eu orgulho-me de ter um gayómetro afinadíssimo mas ainda não faz quantificações.

Cá está mais um mercado cheio de potencialidades e ainda por explorar. É isso e um estupidificómetro, aparelho que mede o grau de estupidez das pessoas. Tenho para mim que o Joaquim da Assunção Ferreira está muito bem classificado. Em 20, dava-lhe por aquelas afirmações um 19,6, que eu não sou nada forreta a dar notas.

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por Ventania às 17:31

Quarta-feira, 07.09.11

Matemática

Uma relação a 2 não é 1+1. É 2x1.

 

E não, o resultado não é o mesmo. Até porque sob o ponto de vista correcto, 1=2.

 

Querem ver?

 

  •  Se a=b
  •  (IMAGE) ,
  •  (IMAGE)
  •  (IMAGE)
  •  (IMAGE)
  •  (IMAGE) .

     

  • ou seja, (IMAGE)
  • se eliminarmos (IMAGE)  de ambos os lados, então 1=2.

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por Ventania às 18:39


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